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quarta-feira

Como recusar uma proposta de emprego



          Depois da maratona do processo seletivo, você fica conhecendo os detalhes da oferta e vê que a cultura da empresa não se encaixa no seu perfil, ou o salário é muito baixo, ou o deslocamento diário vai ser complicado. E agora? Como recusar uma proposta com elegância? Independentemente do motivo, o importante ao dizer não, é não fechar as portas para uma futura oportunidade na organização.

A situação é difícil, requer educação e jogo de cintura. Veja o que fazer:

- Informe a decisão imediatamente - a empresa tem que preencher a vaga e você tem que procurar outro emprego, então, quanto mais cedo as partes forem comunicadas, melhor pra todo mundo. 

-  Como comunicar - A decisão pode ser comunicada por e-mail, por telefone ou pessoalmente. Mande uma texto de agradecimento, posicionando que ficou honrado com a oferta, mas que "ao longo do processo seletivo percebeu que as características do cargo não atendem aos seus objetivos profissionais." Seja direto, breve e diga que a decisão foi difícil, mas que, depois de muito refletir a respeito de alguns pontos, decidiu continuar a busca por uma nova oportunidade no mercado.

- Indique alguém -  Você pode também recomendar outro profissional, o que mostra o seu interesse em não deixar a empresa desamparada. Nada de errado em indicar um amigo ou colega, porém tenha certeza de que se trata de pessoa idônea, responsável e com comprometimento.

          O que não fazer - Não suma sem dar satisfações! Isso mostra falta de maturidade para lidar com a situação e pode fechar definitivamente as portas da empresa. Outro cuidado é não fazer leilão. Não é recomendável dizer que vai ganhar mais em outro lugar na tentativa de subir o salário. Apresente uma desculpa legítima.

Foto no currículo: sim ou não?



          O currículo é um folder profissional, que pretende vender a força de trabalho de alguém, destacando as qualificações e experiência para o mercado e deve despertar a curiosidade do empregador de conhecê-lo pessoalmente, em uma entrevista. Até mesmo alguns especialistas questionam e se contradizem no que diz respeito à inserção ou não da foto no documento. Esta é uma dúvida muito comum também para quem está procurando um emprego. 
                
          Legalmente as empresas não podem exigir fotos dos candidatos, por ser considerado de caráter discriminatório, exceto se o cargo pretendido for na carreira artística, por exemplo. Antes de colocar espontaneamente a foto no currículo e ficar de fora do processo seletivo logo de cara, é preciso estar atento a três questões:

  • O currículo com foto é exigência clara do empregador?
  • A foto demonstra profissionalismo, com luminosidade favorecendo sua aparência saudável e foco?
  • Você contrataria a pessoa desta foto?
         
          Se a resposta for “sim” para todas, inserir ou ou anexar uma foto é adequado. Entretanto, se houver uma resposta negativa a qualquer uma delas, é suficiente para que a foto não seja inserida ou anexada.
         
          Muitas pessoas se iludem, achando que uma boa imagem será decisiva na hora da seleção, mas lembre-se de que não é a sua aparência que deve ser avaliada, mas os conhecimentos e adequação ao cargo como disponibilidade, experiência anterior, habilidades, idiomas, etc. A aparência não pode fazer parte dos critérios para preenchimento do cargo pretendido, mas se houver real necessidade, a imagem deve estar coerente com o resto do conteúdo. 

          Algumas áreas de atuação, como design, artes e publicidade podem permitir um pouco menos formalidade, mas na maioria dos casos, o ideal é apresentar uma foto 3x4, somente do rosto, de frente, com semblante simpático e roupas formais, sem decotes ou cores e acessórios chamativos.

          A imagem deve estar posicionada no canto superior direito da primeira página do currículo, nunca como anexo, devido a restrições dos filtros das ferramentas de correio eletrônico.  

         Caso o candidato ache que foi prejudicado no processo seletivo por discriminação por raça, sexo, origem, estado civil situação familiar ou idade pode fazer denuncia ao Ministério Público do Trabalho, para que a empresa preste os devidos esclarecimentos ao descumprimento da Lei 9.029/95, que prevê punição para este tipo de segregação.

Seleção em grupo: entenda essa dinâmica


          
          Alguns candidatos a empregos e estágios não costumam entender os objetivos das dinâmicas de grupo em processos seletivos, o que pode atrapalhar o desempenho da maioria. Neste artigo veremos o que é pretendido pela empresa e o que se espera dos participantes. É preciso levar a sério, porque você estará sendo observado o tempo todo, mesmo antes do início das atividades. Os recrutadores não fazem isso para preencher o tempo: possuem objetivos reais, embora subjetivos, acredite.
           
Uma dinâmica de grupo, quando bem desenvolvida e conduzida, representa instrumento de avaliação valioso para observar comportamentos e atitudes que a maioria das outras ferramentas de RH não permite. Primeiro é preciso entender as mudanças no mercado de trabalho nos últimos anos. Aquele funcionário chamado “padrão”, que cumpre ordens religiosamente, robotizado e enquadrado em sistemas rígidos, não é mais valorizado. O novo perfil desejado é proativo, pronto para tomadas de decisão, criativo, trabalha com autonomia e respeita a coletividade.
           
            Interpretar as dinâmicas pode ser um erro. Tentar ser quem você não é para se sobressair e corresponder às supostas expectativas não parecerá natural e é fácil de ser percebido. Não há uma regra geral nem cursos de preparação, mas algumas competências costumam ser percebidas de imediato: capacidade de comunicação, negociação, empatia e flexibilidade. As pessoas se saem melhor neste tipo de teste quando estão relaxadas e conseguem fazer uma associação da situação proposta com os requisitos do cargo pretendido.

            Seguem algumas dicas para se destacar durante a dinâmica de grupo:

1) Chegue no horário combinado e se vista de acordo.

2) Preste atenção às explicações e orientações sobre o trabalho a ser desenvolvido, evitando conversas paralelas.

3) Observe os outros participantes e não se incomode ao ser observado.

4) Não fale muito nem pouco. Evite ficar mudo o tempo todo e procure se destacar com alguns comentários relevantes, para ser lembrado depois.

5) Se entregue e entre no jogo, tentando fazer o melhor resultado possível em relação ao pedido do coordenador da atividade.

6) Estude sobre a história da empresa, valores e produtos.

7) Nunca minta ou fale mal do chefe anterior. 

          Lembre-se de que para cada cargo existem especificações diferentes e às vezes vários candidatos são ideais, mas só há uma vaga. Não fique desanimado se você não for selecionado nas primeiras vezes. Aproveite para fazer uma autoanálise, perceba em quais competências você precisa investir mais, nunca pare de estudar e a próxima vaga pode ser sua! 

quinta-feira

Carta de Apresentação: o seu cartão de visita


          A carta de apresentação é o cartão de visita do candidato. Deve ser enviada quando há interesse em alguma vaga ou quando enviamos o currículo via e-mail. A importância dada ao documento pode variar de acordo com a política da empresa: enquanto algumas ignoram totalmente, outras tomam como decisiva para a contratação.

Uma carta de apresentação bem redigida, porém, é o primeiro contato com as habilidades de comunicação do candidato e, em alguns casos, pode até mesmo eliminar o currículo. A formatação não tem mistério, por ser um modelo de carta comercial padrão:

1) A primeira coisa é colocar o nome do destinatário: pessoa ou empresa (tenha a certeza que está correto). Caso o nome da empresa não tenha sido divulgado, comece com "Caro recrutador" ou "Prezado empregador".

2) Descreva suas características profissionais de modo que chamem a atenção do recrutador, destacando as habilidades solicitadas para a vaga disponível.

3) Para a versão impressa, o papel deve ser A4, fundo branco e as fontes mais usadas são Times New Roman e Arial, tamanho 12.

4) No primeiro parágrafo, descreva o motivo pelo qual está mandando o currículo, como ficou sabendo da oportunidade e área em que deseja atuar, ressaltando o seu interesse na vaga.

5) O segundo parágrafo deve conter a sua formação, experiência, qualidades, competências e objetivos em linguagem clara e simples.

6) O terceiro parágrafo é a despedida, colocando-se à disposição para um encontro ou entrevista. 

Neste documento não passa despercebido ao recrutador a coesão, coerência e conhecimentos do idioma ao escrever. Por isso revise o documento quantas vezes foram necessárias para evitar erros de ortografia, se precisar, peça ajuda a um revisor profissional ou pessoa de sua confiança. Lembre-se de que a primeira impressão é a que fica. 



Como foi a sua entrevista de emprego?


          A ansiedade dos candidatos, muitas vezes pode levar a conclusões erradas sobre o resultado positivo ou negativo do desempenho na entrevista de emprego. Mas como determinar o sucesso ou fracasso desta etapa do processo seletivo? 

          Alguns sinais são bons indicadores, segundo os especialistas:  

RESULTADO NEGATIVO:

1) a entrevista acaba muito antes do previsto - o recrutador querendo encerrar a conversa e te despachar o mais rápido possível não é um indicativo positivo. 

2) o gesto corporal do recrutador - sinalizando que ficou incomodado ou irritado com alguma coisa que você disse ou não olha diretamente nos olhos. 

3) Não fez pergunta nenhuma, a conversa não rolou naturalmente.


RESULTADO POSITIVO:

1) A conversa foi longa e sem pressa -  pode ser sinal de que você se encaixa no perfil e desejam saber informações mais detalhadas, indo além das perguntas rotineiras. 

2) As perguntas são pertinentes - qualquer sinal de que o entrevistador deseja saber mais sobre a sua carreira e experiências é um indicador positivo.

3) Se eles começarem a te apresentar a outros funcionários e chefias e mostrar as instalações. 

4) O entrevistador deixa claro quais são os próximos passos e fala de planos para o seu futuro  ou plano de carreira na empresa. 

5) O aperto de mão da despedida é firme seguido de um "Espero vê-lo no nosso time em breve.". 

          A preparação ideal para uma entrevista é pesquisar história, ramo de negócio, valores e missão da empresa. Não tente parecer outra pessoa, aja naturalmente  e boa sorte! 

quarta-feira

Como se comportar em uma dinâmica de grupo



          Em praticamente todos os processos seletivos há pelo menos uma dinâmica de grupo. Normalmente o objetivo é identificar se as habilidades, desempenho das tarefas em equipe, liderança e outras características pessoais dos candidatos são compatíveis com as qualidades pessoais e comportamentais desejáveis para o cargo a ser preenchido.

Este tipo de atividade é realizado com, no mínimo, seis candidatos e, normalmente é a primeira etapa presencial da seleção. Algumas dicas para se dar bem são: dormir cedo, chegar ao local com antecedência, não contestar ou recusar a participação em alguma etapa e não interromper a dinâmica. 

Para se destacar e chamar atenção dos recrutadores siga estas dicas:

- NÃO FALE DEMAIS - Nem sempre quem mais fala é o melhor, mas também não fique muito quieto. O que é importa é a coerência, cortesia e o conteúdo dos comentários, que devem ser feitos na hora certa, sem interromper as atividades propostas. Evite sempre gírias e nunca use palavrões ou palavras difíceis, que ninguém entende.

- FAÇA UMA PESQUISA PRÉVIA SOBRE A EMPRESA - Conhecer os valores, produtos e tipo de negócio desenvolvido pela empresa ajuda o candidato a perceber os objetivos das dinâmicas.

- VISTA-SE ADEQUADAMENTE - Você não vai a uma igreja de biquíni, nem à praia de terno e gravata. Adequação é a palavra de ordem na hora de se apresentar na dinâmica de grupo. Procure saber se a organização tem um perfil jovem ou conservador. O tipo de vaga também deve ser considerado: processos seletivos para advogados ou área financeira requerem roupas mais formais, por exemplo. Evite transparências, regatas, decotes e saias muito curtas. 

A dinâmica de grupo permite avaliar a inteligência emocional dos candidatos, não é terapia, não avalia perfil psicológico e não é brincadeira. Os tipos mais usados são: aquecimento (quebra o gelo), sensibilização (apresenta situações de tensão), "team building" (capacidade de interação) e jogos de estratégias (com planejamento e objetivos).

Muitas vezes o candidato apresenta um ótimo currículo, entretanto não tem habilidades para trabalhar em grupo, tomar decisões e se relacionar com os outros. Por outro lado, uma pessoa com menor formação técnica pode se mostrar qualificada e demonstrar qualidades na liderança e tomada de decisão em benefício da coletividade.   Um avaliador procura indivíduos que se diferenciam dos outros, por isso não tente parecer o que não é e passe pelas dinâmicas de grupo como se passasse pelas experiências da vida. Controle o nervosismo, aja naturalmente, que tudo vai dar certo!

Empreendedorismo como opção profissional




          O caminho do sucesso nem sempre passa pelo emprego formal. A dificuldade em conseguir uma vaga, salários baixos e alta competitividade são alguns fatores que levam os recém-formados a iniciar um negócio por conta própria.  O empreendedorismo, porém, requer mais do que formação universitária: é preciso ter iniciativa, muita informação, um bom plano e criatividade.

             A palavra "empreendedorismo" vem de "entrepreneur", palavra francesa que designava "o que incentivava brigas" ou "que aceita riscos". Significa que o empreendedor é um ser automotivado, que constrói os caminhos baseado na sua força de ação, trabalho e perspicácia, identificando oportunidades e buscando recursos para atender necessidades de maneira lucrativa.

            O grande economista Joseph Schumpeter, um dos mais importantes do século XX, dizia que é o empreendedor que movimenta a sociedade e a inova. O empreendedor é mais do que um agente de mudanças: além de promover o autodesenvolvimento, contribui para mudar o ambiente à sua volta, movimentando a economia e gerando empregos e riqueza.

O Sebrae é um dos órgãos mais conhecidos do pequeno empresário brasileiro, oferecendo serviços como incubadora de empresas, consultoria e educação empreendedora. A instituição aponta um dos principais motivos para a falência de empresas criadas por jovens entusiasmados: falta de preparo e apego ao mito de que os empreendedores são natos. 

          Qualquer um pode aprender a empreender, fazendo cursos, assistindo a palestras, navegando na Internet e explorando formas de aquisição de conhecimento.  O empreendedorismo deve ser ensinado não só para a capacitação de empresários, mas também para ajudar os alunos a optar por carreiras autônomas, como profissionais liberais.


sábado

A maior rede profissional do mundo


          Os currículos em word não têm mais relevância no mundo moderno. A maioria dos caçadores de talentos está buscando nas redes sociais informações que precisam sobre candidatos a vagas de emprego. Há uma infinidade de redes sociais na Internet com conteúdos, objetivos e públicos diferentes, mas alguns ambientes foram especialmente criados para contatos profissionais e devem ser aproveitados.

          O LinkedIn cresce a cada dia, com mais de 150 milhões de usuários no mundo, 7 milhões no Brasil. Na hora de procurar emprego esta ferramenta não pode ser deixada de lado. É possível manter contatos através de conexões com pessoas e empresas e se candidatar a vagas aproveitando as funcionalidades para manter-se atualizado e tornar-se uma referência na área de atuação.

          É preciso desenvolver uma estratégia: ter um perfil completo com informações da carreira, conversar com outros profissionais e trocar informações. Outra dica importante é participar de grupos que tenham a ver com a área de atuação. O valor de um grupo é medido pelas ações dos integrantes e requer o mínimo de etiqueta:

1) Ouvir primeiro e depois falar. Interaja com discussões abertas, só então inicie a sua própria discussão, assim você já terá conhecido a cultura ou atmosfera do grupo.

2) Evite vender ou fazer marketing. Se alguém busca informações, responda diretamente a quem solicitou, em mensagem privada.

3) Cuidado com multiplataformas. As postagens do Twitter, por exemplo, podem ser trazidas para o LinkedIn, mas são de outro tipo, para outra ferramenta, então todo cuidado é pouco.

4) Seja educado, evite argumentações acaloradas, não use termos chulos ou palavrões.

          É recomendável um cronograma de atividades online. O ideal é entrar no LinkedIn duas vezes por dia pelo menos, ler e participar de grupos e discussões, compartilhando informações e buscando oportunidades na maior rede de negócios do mundo.

quinta-feira

Afinal, onde estão as vagas?



         O mercado de trabalho dos grandes centros urbanos está saturado em diversas áreas. A saída pode estar em uma das cidades divulgadas nesta lista. A Revista Exame ordenou os municípios que mais geraram emprego no Brasil no último trimestre e os setores emergentes:

1º São Paulo (SP) – 103.588 vagas
Extrativa mineral: -37
Indústria de transformação: 890
Serviços Ind. de Utilidade Pública: 776
Construção civil: 22.928
Comércio: 11.370
Serviços: 68.123
Administração pública: -220
Agropecuária: -242

2º Rio de Janeiro (RJ) – 38.737 vagas
Extrativa mineral: 159
Indústria de transformação: 4.433
Serviços Ind. de Utilidade Pública: -2.473
Construção civil: 8.240
Comércio: -2.573
Serviços: 29.365
Administração pública: 1.511
Agropecuária: 75

3º Brasília (DF) – 22.493 vagas
Extrativa mineral: -23
Indústria de transformação: 656
Serviços Ind. de Utilidade Pública: 178
Construção civil: 1.641
Comércio: -288
Serviços: 19.595
Administração pública: 383
Agropecuária: 351

4º Goiânia (GO) – 21.293 vagas
Extrativa mineral: 23
Indústria de transformação: 2.297
Serviços Ind. de Utilidade Pública: -236
Construção civil: 4.990
Comércio: 2.509
Serviços: 11.486
Administração pública: -45
Agropecuária: 269

5º Curitiba (PR) – 20.793 vagas
Extrativa mineral: 3
Indústria de transformação: -808
Serviços Ind. de Utilidade Pública: 237
Construção civil: 2.355
Comércio: 4.535
Serviços: 14.354 
Administração pública: 99
Agropecuária: 18

6º Manaus (AM) – 19.282 vagas
Extrativa mineral: 0
Indústria de transformação: 7.655
Serviços Ind. de Utilidade Pública: -666
Construção civil: 4.544
Comércio: 1.672
Serviços: 5.916
Administração pública: 85
Agropecuária: 76

7º Belo Horizonte (MG) – 19.139 vagas
Extrativa mineral: -194
Indústria de transformação: 159
Serviços Ind. de Utilidade Pública: 158
Construção civil: 10.986
Comércio: -910
Serviços: 8.905
Administração pública: 185
Agropecuária: -150

8º Guarulhos (SP) – 15.257 vagas
Extrativa mineral: -3 
Indústria de transformação: 907
Serviços Ind. de Utilidade Pública: -26
Construção civil: 1.427
Comércio: 2.647
Serviços: 9.613
Administração pública: 704
Agropecuária: -12

9º Altamira (PA) – 15.056 vagas
Extrativa mineral: -18
Indústria de transformação: -181
Serviços Ind. de Utilidade Pública: 19
Construção civil: 13.963 
Comércio: 389
Serviços: 929
Administração pública: 0
Agropecuária: -45

10º Salvador (BA) – 15.039 vagas
Extrativa mineral: 30
Indústria de transformação: 1.801
Serviços Ind. de Utilidade Pública: 420
Construção civil: 6.618
Comércio: -1.421
Serviços: 6.866
Administração pública: 522
Agropecuária: 203


Tipos irritantes de colegas de trabalho



          Um ambiente de trabalho saudável pressupõe a convivência de pessoas com personalidades diferentes de maneira, no mínimo, pacífica. Saber lidar com pessoas que pensam e agem diferente é fundamental para garantia do seu emprego. 

A empresa InfoMoney divulgou uma lista com 10 tipos mais comuns de colegas de trabalho e a melhor maneira de lidar com eles:

O QUE SÓ RECLAMA - É difícil aguentar alguém contestando e reclamando o dia inteiro, especialmente de mudanças. Estas pessoas normalmente se sentem ameaçadas e às vezes tudo o que precisam é um pouco de atenção.

O FOLGADO - Deixa tudo para amanhã ou pede favores demais, sem perceber que a falta de comprometimento afeta a equipe diretamente. Tente mostrar como as atividades pendentes ou repassadas sem justificativa a outros colegas pode prejudicar a empresa.

O ESTRESSADO - Qualquer opinião contrária pode gerar uma crise de nervos, bipolares. Se não for um descontrole passageiro ou motivado por uma situação pessoal, a melhor forma de lidar com eles é ser franco. Tente entender o porquê destas reações explosivas e sugira atividades como Yoga ou artes como solução para aliviar o estresse.

O COMPETITIVO - O colega que sempre tenta tirar vantagem, beneficiar-se ou se apropriar-se de suas idéias deve ser tratado com cautela. Evite conversar sobre suas atividades e compartilhar informação confidencial.

O CHATO - Ele faz piadas sem graça e nas piores horas. Desfia longos monólogos enquanto as outras pessoas estão atarefadas e normalmente é inconveniente. Este perfil profissional só toma espaço quando vê uma oportunidade de abertura. Manter o relacionamento estritamente profissional com este tipo de pessoa evita que ele passe dos limites.

O FOFOQUEIRO - Mantenha distância. Colegas que gostam de intrigas e teorias de conspiração requerem o máximo de cautela. Quem fala mal do colega para você, certamente vai falar de você para o colega. Geralmente não se contentam em espalhar notícias, mas também gostam de inventar.

O SENHOR IDEIA - O tipo que despreza trabalho em equipe e trabalha para receber elogios. Proteja-se encaminhando por escrito as suas sugestões e toda vez que ele tentar se sobressair, explique que a opinião dos outros também deve ser considerada.

O BRAÇO CURTO - Também chamado de laranja podre. A falta de comprometimento e motivação podem acabar contaminando os colegas também. Não importa o que aconteça, ao final do expediente, vai embora sem oferecer ajuda, mesmo que os outros estejam atarefados. Neste caso, o recomendado é comunicar ao gestor como isto afeta a produtividade da organização.

O ABERTO - Fala demais, principalmente sobre a vida pessoal, incuindo detalhes sórdidos de coisas que não interessam a ninguém na empresa. A melhor forma é se mostrar indiferente e tentar reverter os assuntos para o campo profissional.

O INVEJOSO - Este é o mais perigoso, porque nem sempre age às claras. Às vezes tentam ganhar a confiança das pessoas primeiro, para depois fazer os estragos. Assim que conseguir identificá-lo, evite incluí-lo nas conversas e círculos de confiança.

Todos temos um pouco de cada perfil dentro de nós. Autoconhecimento e controle emocional são fundamentais para seguir um caminho profissional com foco nos objetivos, não permitindo que influências negativas coloquem sua imagem a perder. 

Como não destruir a carreira nas redes sociais



          "O perfil é meu, posto o que quiser e ninguém tem nada com isso". Já ouviram esta frase? Pessoas com esta convicção, certamente não têm noção do impacto que as redes sociais podem ter na carreira. Muitas vezes um candidato tem um ótimo currículo, mas, como não se preocupa com a imagem nas redes sociais, coloca a perder aquela vaga que pode mudar a sua vida. Porque os recrutadores olham, sim, o perfil online dos profissionais que buscam emprego.

Mas qual o jeito certo de construir uma presença digital positiva? 

REDES PROFISSIONAIS - neste tipo de rede, como o LinkedIn, o relacionamento deve ser voltado exclusivamente para assuntos profissionais e requer mais formalidade, inclusive na foto do perfil. 

FOTOS -  as imagens publicadas podem revelar hábitos saudáveis, contato com família, festas e viagens. Bebedeiras e fotos sensuais pegam mal e devem ser evitadas, principalmente quando a pessoa vincula o perfil a uma classe profissional.

SEPARE OS PÚBLICOS - algumas redes sociais dão oportunidade de enviar conteúdo somente para determinado público, como família e colegas de trabalho. Nem tudo o que você posta na rede interessa a todos, por isso é preciso muito bom senso e configurar o nível de privacidade das mensagens.

NÃO FALE MAL DE PESSOAS OU EMPRESAS - nada de falar mal do chefe, colegas de trabalho e empresas onde trabalhou. Se posicionar contra determinadas organizações e marcas também fecha portas definitivamente. Não adianta falar mal da empresa em um dia e mandar o currículo no outro. Acredite, você não será recrutado.

EVITE POSICIONAMENTOS RADICAIS - evite discussões e polêmicas, principalmente que incitem a violência ou discriminação.

PRESERVE-SE - nem tudo o que você faz deve vir à público. Ficar a todo momento descrevendo a sua rotina passo a passo demonstra falta de criatividade não é de interesse da maioria das pessoas. Enviar solicitações de jogos ou mostrar sua evolução no Candy Crush durante o expediente pode atrapalhar a sua mudança de fase no emprego. 

CRIE A SUA IDENTIDADE ONLINE - a sua imagem na rede é muito importante. Em muitos casos é a primeira impressão que as pessoas terão de você. 

MOSTRE QUE VOCÊ INVESTE NA CARREIRA - participar de grupos de discussão da área de atuação, postar fotos de cursos e encontros profissionais e outras ações mostram para o mercado que você está investindo na carreira. As redes sociais dão a oportunidade de você divulgar estas iniciativas, aproveite e use a tecnologia a seu favor!

Mudança de carreira: ainda dá tempo



          Levante a mão quem nunca cogitou mudar de carreira em algum momento da vida. Mas quando o sentimento persiste e somos tomados constantemente por dúvidas e insatisfações é melhor pensar seriamente no assunto. 

Muitas vezes o sentimento de frustração está mais ligado ao desenvolvimento da carreira do que a escolha da atividade. Descobrir o motivo da insatisfação é o primeiro passo. O que torna a sua vida profissional infeliz? Somente depois de ter certeza de que não se trata de cansaço passageiro é que vale a pena se mobilizar, por isso é importante uma autoanálise.

O segundo passo é planejar. Está na hora de estabelecer novos objetivos e necessidades. Estude o mercado de trabalho, faça cursos de especialização na nova área de atuação. Vale também conversar com outras pessoas que estão no ramo e checar se a realidade corresponde às suas expectativas. Se preciso, procure profissionais especializados em aconselhamento de carreira e coaching. 

O profissional não deve esquecer que a transição de carreira tem um período de adaptação. Além do desenvolvimento de novas habilidades e competências, é preciso estar preparado financeiramente. Uma mudança como esta pode levar mais tempo do que o previsto, por isso e importante ter uma reserva, principalmente quando há família e filhos envolvidos.

A quantidade de desafios é proporcional ao tamanho da mudança. Em muitos casos, significa recomeçar em cargos hierarquicamente inferiores ou perda na remuneração, mas o novo caminho a ser percorrido trará experiências interessantes e de crescimento. Não importa a sua escolha, os desafios dependerão do tamanho da mudança.

As possibilidades estão por aí. Acredite no seu potencial e não desista dos sonhos. Veja aqui exemplos de pessoas que mudaram a própria história dando uma guinada na carreira! 

O jeito certo de pedir demissão



          Você está insatisfeito com o seu emprego atual ou conseguiu uma nova colocação? É hora de partir para novos desafios profissionais, mas como avisar ao seu gestor sem abalar a sua reputação?

         Este é um momento delicado que requer certeza absoluta da decisão. Especialistas em comportamento dão dicas de como sobreviver aos dias que antecedem a sua saída da empresa sem sujar as suas referências.  
        
ESPERE O FECHAMENTO DO OUTRO CONTRATO – Seja por crise econômica ou alterações na estrutura da empresa, alguns processos seletivos são interrompidos ou cancelados. Só peça demissão se tiver assinado o contrato com outra organização e tenha certeza da data de início, não se contente com promessas.

SEJA DIPLOMATA – Não é hora de barracos e lavar a roupa suja. Evite críticas e acusações e mantenha a elegância acima de tudo. Peça um tempo ao seu chefe e discuta primeiramente a situação com ele, respeitando a hierarquia e nunca se dirigindo diretamente ao RH.

ESTEJA PRONTO PARA UMA CONTRAPROPOSTA – E se o seu chefe atual fizer uma proposta com aumento de salários ou benefícios? Você deve estar preparado para dar uma resposta. Lembre-se de que aceitar um aumento depois da comunicação de saída pode causar uma impressão negativa, de lealdade questionável.

SAIBA O MOMENTO CERTO – Cuidado para não deixar a empresa na mão. Avise com antecedência e, se possível, treine outra pessoa para exercer as suas funções. Deixe a casa em ordem e aproveite os últimos dias para repassar os projetos em que está envolvido, para que a empresa não saia prejudicada.

SEJA DISCRETO – Nada de sair falando a novidade pelos corredores e rodinhas com os colegas. Quem deve fazer a comunicação da sua saída é a empresa.

A DESPEDIDA – No último dia de trabalho você pode mandar um e-mail ou mensagem para as pessoas com quem teve proximidade e conviveu mais neste período. Aperte a mão do seu chefe, sorria e agradeça, ressaltando os pontos positivos da convivência. Pegue seus pertences e saia de cabeça erguida. 

          A vida segue e a troca de emprego faz parte do crescimento profissional. Pedir demissão não é nenhum bicho de sete cabeças, basta fazer do jeito certo, com ética, postura e transparência, evitando atritos desnecessários.

É fácil para os recrutadores descobrirem mentiras no CV?




         Muitas pessoas mentem no currículo achando que podem enganar os recrutadores e assim, conseguir uma vaga de emprego. Mas, como dizem, a mentira tem pernas curtas e, com o avanço da tecnologia, fica mais fácil descobrir informações falsas fornecidas pelos candidatos.

         O autor do livro “O Instituto do Sucesso”, Renato Gringerb disse, em entrevista para a revista Exame, que os recrutadores checam tudo! Desde a formação, entrando em contato com as escolas e faculdades, até as experiências anteriores, conversando com antigos empregadores.

Segundo o autor, a mentira mais fácil de pegar é a fluência em idiomas. Com apenas uma pergunta ou duas em Inglês, por exemplo, é possível “descobrir” se o candidato falou a verdade no currículo. As redes sociais como Facebook e LinkedIn também são consultadas, para “pegar” incompatibilidades com a descrição do perfil ou cursos extras. Algumas empresas fazem levantamento até sobre antecedentes criminais e histórico de inadimplência no Serasa.

         Mentir no CV revela muito sobre você e o seu caráter, sendo decisivo para a contratação. Quem não fala a verdade no currículo demonstra uma postura ética sem princípios básicos de honestidade, desejável em qualquer empresa. Para quem não sabe, esta atitude também tem implicações legais. Se houver denúncia, além do candidato perder a credibilidade no mercado, pode cumprir de dois meses a dois anos, pena prevista no Projeto de Lei 6561/09.

E quando você não concorda com os valores da sua empresa?



          Nem sempre concordamos com os valores da empresa em que trabalhamos. Quem nunca foi obrigado a tomar uma atitude que vai de encontro aos princípios éticos pessoais pode se considerar com sorte.

         Uma empresa não é somente uma entidade jurídica. É um organismo vivo, composta por pessoas que trabalham para alcançar objetivos comuns. Tudo o que estas pessoas aprenderam e viveram são transformados em valores que se refletem em atitudes e nas tomadas de decisões diárias. Igualmente, a organização também precisa se basear em princípios que vão nortear as ações estratégicas e atuação no mercado: respeito à diversidade, ter ética nas relações, responsabilidade social, entre outras.

         Para que um funcionário se sinta confortável no ambiente corporativo é preciso haja uma sintonia entre estes valores e princípios na prática. A ética empresarial da forma como é praticada hoje é recente, e foi consolidada há uma década apenas. Uma nova aplicação, mais intrínseca e sofisticada permite a interação com os mercados, executivos, acionistas, sindicatos e pequenos empresários, indo além do assunto “dinheiro”.

         Muitas vezes ouvimos empregados dizerem que “os valores empresariais estão em conflito com os valores pessoais”. Isto significa que certas exigências feitas pela empresa são antiéticas ou ferem, de alguma maneira, a moral da cultura daquele indivíduo. Não se trata de excentricidade, de uma pessoa que não se adapta às normas da organização, mas do sujeito ultrajado, que não é capaz de tolerar a violação e se sente na obrigação de fazer alguma coisa. Mas o quê?

         Os especialistas recomendam que o funcionário pense seriamente em comunicar o fato ao departamento responsável da empresa e saia da organização. Fazer coisas em desacordo com o que pensamos como certo e errado, nos mata um pouco a cada dia. Se forem coisas que não podem ser mudadas nem na cultura organizacional nem dentro de você, denuncie e busque outra oportunidade de emprego. 

Como procurar outro emprego trabalhando


          São muitos os motivos que levam uma pessoa a querer trocar de emprego: falta de oportunidade de crescimento, assédio moral, salário baixo ou problemas de relacionamento com chefes e colegas. Mas procurar um emprego estando empregado é um pouco complicado, principalmente para quem não quer ficar mal com o patrão atual e fechar portas.


         Para evitar um clima desconfortável na empresa é preciso alguns cuidados:

DISCRIÇÃO
Não se trata de mentir, mas manter a sua decisão confidencial. Espalhar a notícia precipitadamente pode causar má impressão aos seus superiores e colegas e piorar a situação. Além do mais, você pode mudar de ideia e resolver permanecer no cargo, o que vai causar posterior constrangimento.

ÉTICA
Manter a ética é fundamental para mostrar que você é um profissional responsável e confiável. Não mande currículos pelo e-mail corporativo, use o seu endereço eletrônico pessoal, sempre fora do expediente, para fazer os contatos. A sua busca não deve interferir nas atividades do emprego atual. Também não marque entrevistas com o seu futuro empregador no horário de trabalho ou locais públicos. Há grande possibilidade de ser visto por um colega e dar início a fofocas e comentários indesejados. 

HONESTIDADE
Falar a verdade, sempre. Ao ser perguntado se está trabalhando, o ideal é falar que sim, e expor os motivos da saída. Evite alegar motivos pessoais, mas profissionais e nunca, nunca mesmo, fale mal do atual empregador, jogue limpo.
     
PREPARE-SE PARA SER “DESCOBERTO”       
Por mais que você seja discreto, sempre há a possibilidade de alguém na empresa ficar sabendo. Esteja preparado para dar explicações a qualquer momento, aproveitando para tentar negociar benefícios e outros objetivos pretendidos.

         Antes de mandar o seu currículo procure saber sobre a política de contratação da outra empresa: algumas não contratam quem está ligado à outra organização por precisar de disponibilidade para início imediato. Algumas vagas não podem aguardar a burocracia e prazos trabalhistas para o desligamento, por isso há organizações que evitam contratar quem está trabalhando, privilegiando quem está disponível.


O que não perguntar em uma entrevista de emprego




          Candidatos a empregos estão sempre buscando informações sobre como se vestir, como se comportar e o que dizer em uma entrevista. Estão atentos à linguagem corporal, perguntas frequentes e buscam a empatia com os recrutadores no contato pessoal.

         É claro que há espaço para questionamentos sobre a oportunidade, mas algumas perguntas inconvenientes podem colocar tudo a perder e “queimar o seu filme” nesta importante etapa do processo seletivo. A revista INFO publicou um artigo com alguns assuntos a serem evitados, segundo especialistas:

- SOBRE A ATIVIDADE DA EMPRESA
Um dos maiores erros do candidato é não se informar previamente sobre a empresa na qual está tentando uma vaga. O mínimo que se espera é que a pessoa entre no site, pesquise sobre a história e o mercado em que a organização está inserida, bem como produtos e serviços ofertados.

- FLEXIBILIDADE NO HORÁRIO DE TRABALHO
A empresa pode pensar que você terá dificuldade em cumprir o horário determinado ou que não estará disponível 100%.

SOBRE SALÁRIO E BENEFÍCIOS
Obviamente que é um assunto relevante, mas não deve ser perguntado logo de cara, pois pode transparecer que o salário é o mais importante na sua carreira.

BENEFÍCIOS
O questionamento sobre existência de plano de saúde, odontológico ou previdência também deve ser deixado pra depois. Nem sempre o entrevistador faz parte do departamento de Recursos Humanos e alguns não têm esta informação.

FÉRIAS
Nem começou a trabalhar e já está pensando nas férias? Isso causa má impressão; primeiro é preciso apresentar resultados e produtividade.

HORA EXTRA
Outra pergunta descabida, por também tratar de assuntos financeiros e focar no dinheiro.

         Normalmente as organizações passam no anúncio as principais informações relevantes à vaga, como salário, benefícios e carga horária. Mas se você tem dúvidas, o melhor é esperar o momento ideal para fazer estes questionamentos.

         Depois das primeiras etapas do processo de seleção, algum funcionário capacitado irá entrar em contato e esclarecer os detalhes financeiros. Controle a ansiedade e espere o momento certo e a pessoa certa para conversar sobre estes assuntos.


terça-feira

Olha a hora!




          Há pessoas que passam a vida lutando com a pontualidade. Chegam atrasados em praticamente todos os compromissos, inclusive no emprego, e vivem se justificando. O problema começa quando há quebra unilateral do contrato de trabalho, ou seja, os atrasos são injustificados e de grande incidência.
  
         Uma visão macro mostra que o caso abala a economia e gera prejuízos em larga escala, por isso esta prática não é bem vista pela maioria das empresas. O artigo 58 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), diz, no seu primeiro parágrafo que não serão descontados os atrasos de até cinco minutos, observando o limite máximo de dez minutos diários. Além disso, o descanso semanal remunerado pode ser comprometido se o empregado não tiver trabalhado durante toda a semana anterior, cumprindo integralmente o horário. Em algumas empresas prevalece o regulamento interno, que pode admitir período de tolerância maior, sem penalidade para o funcionário.
             
Além de controlar o ponto eletrônico, os gestores devem buscar as causas reais dos fatos que geram os atrasos, reiterar os manuais de conduta e fazer uma leitura da situação. Caso a postura ou conduta do empregado não esteja compatível com o contrato de trabalho e os valores da empresa, é preciso evitar o protecionismo e tomar providências e até mudanças radicais, como, por exemplo, flexibilizar o horário. A comunicação é fundamental para resolução do problema: qualquer decisão deve ser tornada pública.

A perda de produtividade joga alguns milhões de dólares pelo ralo no Brasil e no mundo. O prejuízo, porém, para ambas as partes, vai além do financeiro. Se quiser saber como os atrasos constantes e injustificados afetam a sua carreira, converse com alguém que já perdeu o emprego por causa disso. A relação de trabalho, na maioria dos casos, fica seriamente comprometida, causando desconfiança, instabilidade e insegurança.
  
          Já reparou que no grupo de retardatários estão sempre as mesmas pessoas?  Grandes inventores de desculpas, saem de casa em cima da hora e diariamente encontram um ou outro obstáculo imprevisto em que ninguém mais acredita.

          Atrasos geram estresse em ambas as partes; não caia nessa. A pontualidade é uma virtude imprescindível no trabalho; demonstra responsabilidade, respeito e comprometimento. Mesmo que signifique acordar meia hora antes, saia de casa mais cedo, evite pontos de gargalo no trajeto e tome um bom café da manhã. Começar o dia com mais calma é bom para você e para a empresa. Olha a hora!

quinta-feira

Guerra dos Sexos no trabalho


          Mulheres e homens podem conviver pacificamente em ambiente corporativo? A chamada Guerra dos Sexos nem sempre é a responsável pela ascensão ou declínio de uma carreira. É claro que depende da filosofia da empresa, porque há corporações em que a competição é declarada, e, em alguns casos, até incentivada.
            
          A maior luta, porém, para ambos, é travada contra os hormônios. Para as mulheres é difícil não chorar no banheiro em plena TPM, depois de ser repreendida pelo chefe. Para os homens também não é fácil. Como não olhar para aquela colega que vem todo dia com a calça apertadinha depois que ela passa?
            
          Para estes e outros casos existe o chamado código de ética. Trabalhadores são seres humanos e nem sempre é possível controlar as emoções, mas não vale extrapolar. Mesmo em ambientes mais informais, o limite do respeito ao outro nunca pode ser ultrapassado e ficar chorando rios de lágrimas também não conta pontos; saia e dê uma volta, tome um café ou chá e levante a cabeça!

Não dá pra negar que o assédio sexual e moral ainda acontecem em boa parte do mercado de trabalho. A regra a seguir para sucesso em qualquer carreira ver os outros funcionários, superiores e subordinados como colaboradores, sem conotação sexista. No ambiente de trabalho o que prevalece é a competência, responsabilidade e proatividade. Homens e mulheres, uni-vos pelo bem comum: o sucesso da sua empresa!

Meu chefe gritou comigo. E agora?



          Esta é uma situação que ninguém gostaria de viver, mas acontece com mais frequência do que imaginamos. Passada a raiva inicial, é hora de pensar com a cabeça fria: devo acionar um advogado, pedir demissão, o que fazer? 

          Se o seu chefe gritou com você uma única vez não fica caracterizado o assédio moral. Um dos elementos do conceito é a repetitividade de forma que se instaure um processo de transtorno psíquico no funcionário. Uma “explosão” isolada não configura assédio moral, mas é passível de registro de ocorrência policial por danos morais, dependendo da gravidade do caso, é claro. Mesmo quando há violação da honra, privacidade ou imagem, ou tenha ocorrido comportamento ofensivo grave, o assédio moral não se configura quando o ato é isolado.

         Vamos ver o que diz a lei. O assédio moral se dá em razão:
a)  da violação à dignidade do trabalhador (art. 1º, III e IV; art. 3º, I e IV; art. 170, caput e     III; art. 193, caput; todos da CF) e aos seus direitos de personalidade (à imagem, à honra e à integridade psíquica – art. 5º, X, da CF), os quais tem natureza indisponível (art. 11 do CC) ou coletiva (quando atinge vários obreiros) – art. 129 da CF;
b)  do tratamento degradante e desumano (art. 5º, III, da CF);
c)  do abuso de  direito e de poder (arts. 186 e 187 do CC);
 d)  da responsabilidade do empregador quanto ao seu ambiente de trabalho, que implica na obrigação de estabelecer uma política de prevenção de riscos profissionais, inclusive para proteger a saúde psíquica de seus empregados (art. 7º, XXII, da CF; arts. 154 e 156 da CLT; NR-5; NR-7; NR-9).

         Alguns gestores se valem de conduta abusiva sistemática (palavras, gestos, piadas, isolamento, atitude), o que, definitivamente leva as pessoas a situações constrangedoras e humilhantes. O abuso do poder empregatício manifesta-se tanto por ações quanto por omissões ou quaisquer outros constrangimentos, tanto realizados durante a jornada de trabalho quanto fora dela, mas sempre em relação à execução de uma atividade na relação de emprego. Nestas situações, reunidas as provas, há justificativas para um processo judicial.

          Exemplos de condutas de assédio moral:

- Criticar ou zombar da vítima com indiretas ou ironias ou adjetivos pejorativos, geralmente em público; 
- Murmurar ou fazer comentários baixos com outros colegas, geralmente expressando na face um certo sarcasmo;
- Agir com falsidade, falando mal da vítima para outros colegas ou clientes, não assumindo o ato, normalmente com o objetivo de provocar a ação do assediado para poder qualificá-lo de desequilibrado;
- Disseminar injúrias, boatos e mentiras a respeito da vítima, de modo a desqualificá-la;
- Corrigir a vítima aos gritos ou em voz alta, com rispidez e na frente dos demais trabalhadores ou clientes;
- Erguer os ombros;
- Olhar com desprezo para a vítima;
- Criticá-la com indiretas ou ironias;
- Fazer brincadeiras preconceituosas que ofendam a vítima, referindo-se a questões sexuais, de gênero ou qualquer outro elemento discriminatório;
- Dar ordens confusas e imprecisas;
- Retirar-lhe os instrumentos de trabalho (telefone, fax, computador, etc);
- Não dirigir o olhar ou a palavra à vítima (ignorá-la);
- Não dar com dia, agradecer ou pedir desculpas;
- Interromper a vítima quando está falando, desconsiderando ou recriminando suas ideias, u impedi-la de se expressar sem explicar o porquê;
- Repassar tarefas à vítima sem com ela comunicar-se, determinando que outro empregado, que não é seu chefe, o faça ou, ainda, repassar os serviços somente por bilhetes;
-Atribuir funções à vítima que a isolem ou deixá-la sem funções;
- Determinar que ela realize funções inferiores à sua capacidade ou inferiores ao cargo;
- Dar tarefas com grande complexidade ou para serem realizadas em curto espaço de tempo, objetivando evidenciar a sua incompetência;
- Exigir tarefas além dos seus conhecimentos;
- Tratar a vítima com rigor excessivo, formulando relatório aos superiores com o objetivo de informar erros pequenos e sem relevância ou puni-la em desproporção diante da falta cometida;
- Suspirar seguidamente quando está na presença da vítima, no objetivo de provocar-lhe a ideia de que está sendo incômoda, equivocada ou cansativa;
- Transferir a vítima para outro local de trabalho, por motivo alheio ao serviço e/ou que inviabilize ou torne muito difícil sua permanência no emprego.

         Infelizmente nem todas as empresas estabelecem um código de ética com normas claras que garantam o respeito mútuo no ambiente de trabalho. É recomendado  que sejam feitas palestras periódicas e investimentos em gestão participativa.  Também constituir uma comissão para receber, apurar e tentar a pacificação entre vítima e assediador, evitando assim novos conflitos gerados por ressentimentos entre as partes.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

 

PIT

O Pit - Programa de Integração ao Trabalho das Faculdades São José tem como objetivo preparar e integrar o aluno para o mercado de trabalho, transmitir experiência profissional através de palestras, oficinas e workshops, além de captar vagas e supervisionar os estágios, também atua dando orientações e preparando os alunos para processos seletivos de estágios e empregos.