sexta-feira
Vai se formar? Saiba o que é Trainee
quinta-feira
Como anda a sua empregabilidade?
A professora Denize Rachel Veiga, cita o conceito na terceira edição do livro Guia de Secretariado, Ed. Érica, página 37:
" Compreendemos por empregabilidade a condição daquele profissional que está apto a entrar e manter-se no mercado de trabalho, e que possui flexibilidade para se adaptar às constantes mudanças. O profissional empregável possui conhecimentos, competências, habilidades e atitudes que o tornam importante no mercado de trabalho. A relevância não está associada somente à empresa em que ele trabalha, mas ao mercado de uma maneira geral. O profissional que tem empregabilidade decide o rumo de sua carreira profissional, enquanto o que tem baixa empregabilidade está sujeito às circunstâncias."
Quem tem alta empregabilidade sabe dos seus pontos fortes e fracos e determina o rumo da própria carreira. É a pessoa que está sempre se preocupando em aperfeiçoar competências, aumentar os conhecimentos e ampliar e manter ativa a rede de relacionamentos.
Mudança de carreira: ainda dá tempo
Levante a mão quem nunca cogitou mudar de carreira em algum momento da vida. Mas quando o sentimento persiste e somos tomados constantemente por dúvidas e insatisfações é melhor pensar seriamente no assunto.
Muitas vezes o sentimento de frustração está mais ligado ao desenvolvimento da carreira do que a escolha da atividade. Descobrir o motivo da insatisfação é o primeiro passo. O que torna a sua vida profissional infeliz? Somente depois de ter certeza de que não se trata de cansaço passageiro é que vale a pena se mobilizar, por isso é importante uma autoanálise.
O segundo passo é planejar. Está na hora de estabelecer novos objetivos e necessidades. Estude o mercado de trabalho, faça cursos de especialização na nova área de atuação. Vale também conversar com outras pessoas que estão no ramo e checar se a realidade corresponde às suas expectativas. Se preciso, procure profissionais especializados em aconselhamento de carreira e coaching.
O profissional não deve esquecer que a transição de carreira tem um período de adaptação. Além do desenvolvimento de novas habilidades e competências, é preciso estar preparado financeiramente. Uma mudança como esta pode levar mais tempo do que o previsto, por isso e importante ter uma reserva, principalmente quando há família e filhos envolvidos.
A quantidade de desafios é proporcional ao tamanho da mudança. Em muitos casos, significa recomeçar em cargos hierarquicamente inferiores ou perda na remuneração, mas o novo caminho a ser percorrido trará experiências interessantes e de crescimento. Não importa a sua escolha, os desafios dependerão do tamanho da mudança.
As possibilidades estão por aí. Acredite no seu potencial e não desista dos sonhos. Veja aqui exemplos de pessoas que mudaram a própria história dando uma guinada na carreira!
A difícil arte de trabalhar em equipe
quarta-feira
Essa tal de proatividade
quinta-feira
Bullying no trabalho: como proceder?
segunda-feira
Dicas para entrevista de estágio

Entrevista de emprego ou de estágio é um momento especial. Mesmo para os candidatos mais preparados, é comum e compreensível ficar nervoso. Apresentamos algumas dicas que podem contribuir para o seu desempenho durante uma entrevista:
- Anote corretamente e confirme todas as informações da entrevistas: dia, horário, local, departamento e nome da(s) pessoa(s) que deverá contatar.
- Procure saber mais sobre a empresa: qual sua atividade, quais são seus concorrentes, como anda seu segmento de mercado e qualquer outra informação que possa julgar útil para usar na entrevista.
- No dia anterior ao da entrevista, procure repousar cedo, de forma que acorde bem disposto e com o corpo no melhor de sua forma. Não esqueça de se alimentar bem.
- Procure se inteirar a respeito da roupa adequada ao cargo/função ao qual está se candidatando.
- Verifique ainda se a empresa é formal ou descontraída e escolha a roupa de acordo com o bom senso. Às vezes, candidatos que se vestem bem demais acabam se comprometendo tanto quanto os que não tiveram cuidado algum. Procure adotar um padrão discreto.
- Saia de casa com uma antecipação segura em relação ao horário marcado, de forma que você possa estar no local com 15 a 30 minutos de antecedência. Esse tempo serve para você captar e/ou repassar mentalmente informações que poderão ser úteis no momento da entrevista.
- Procure ser educado, cortês e gentil com as pessoas desde sua chegada.
- Se portar um celular, mesmo ainda na recepção, procure mantê-lo desligado até sua saída do ambiente.
- Pecados capitais: ficar mascando chicletes, usando óculos escuros em ambientes fechados ou pior ainda, coçando distraidamente partes íntimas (cuidado!).
- Relaxe e respire lentamente, não permitindo que seu semblante transpareça traços de ansiedade e/ou preocupação. Ao ser anunciado e encaminhado para a sala da entrevista, apenas estenda a mão ao seu interlocutor se esse estender primeiro e, antes de sentar na cadeira reservada a você, peça licença e acomode-se confortavelmente, de forma que não precise ficar se mexendo muito. Poste-se na cadeira de forma ereta, isso traduz segurança e concentração.
- Não responda as perguntas de forma monossilábica, apenas com "sim e não". Aproveite as oportunidades para colocar suas opiniões, sem se estender demais, sendo claro e objetivo.
- Olhe nos olhos do seu interlocutor, sem necessariamente encará-lo e não fique olhando demais os objetos e papéis na mesa.
- Caso os momentos de silêncio sejam prolongados, não insista em querer quebrar o silêncio.
- Para se apoiar e ter o que olhar procure portar um objeto nas mãos como um livro ou uma agenda.
- Caso esteja nervoso, tente não se preocupar e seja sincero, afirmando: "Desculpe, pois estou um pouco nervoso...". Isso demonstra tranqüilidade e quase sempre restabelece um clima ameno no ambiente.
- Seja honesto nas respostas. Mentiras têm perna curta e dentro da própria entrevista, você pode ser pego em contradição. Lembre-se de que exagerar é o mesmo que mentir.
- Por mais que já tenha entregado seu currículo antecipadamente, procure ter um a mão. Pode ser útil.
- Certas características são sempre bem vistas e procuradas durante uma entrevista e podem fazer a diferença, algumas delas: capacidade de enfrentar desafios e lidar com adversidades, ter espírito de equipe e comportamento pró-ativo.
- Para finalizar demonstre otimismo e entusiasmo e acima de tudo porque você se considera o candidato adequado ao cargo/função para aquela empresa.
Ao final, ao sair da sala agradeça a entrevista e a oportunidade.
Este conjunto de informações não garante que a vaga seja sua, mas ajuda muito na transmissão de uma boa imagem ao seu interlocutor, podendo colocar você entre os candidatos a serem avaliados positivamente.
Boa sorte!
terça-feira
:: 2a. Feira de Estágios e Empregabilidade da Zona Oeste ::

Pelo segundo ano consecutivo, as Faculdades São José oferece a seus alunos, parceiros e à comunidade, a 2ª. Feira de Estágios e Empregabilidade da Zona Oeste, nos dias 01, 02 e 03 de junho de 2011, a partir das 14hs.
O aproveitamento do ano anterior foi tão grande, que dentre um dos casos, um chamou a atenção da organização: "Uma visitante estava há mais de um ano e meio à procura de emprego, fez o cadastro no dia 16, no dia 18 já fez uma entrevista e esta semana já começa no seu novo emprego conquistado em nossa Feira.", segundo Alexandre Nolde, gerente de Marketing das FSJ e organizador do evento.
A expectativa é que circulem no evento cerca de 2000 pessoas que, poderão conferir nos três dias de palestras, workshops, sorteios e inúmeras ofertas de estágios e empregos, além de uma excelente oportunidade para as empresas descobrirem novos talentos e divulgar sua marca.
As atividades tem como objetivo aproximar os estudantes da realidade profissional, levando-os a conhecer os desafios profissionais e as atuais demandas do mercado de trabalho.
A entrada é gratuita e aberta ao público.
O Campus das Faculdades São José localiza-se na Avenida Santa Cruz, 580 – Realengo, RJ.
Mais Informações: 21 3159-1249 www.saojose.br/feira
sexta-feira
::ESPECIAL ESTÁGIO:: A importância da Prática
A importância da Prática
Entenda que aproveitar as oportunidades de estágio é essencial para a sua carreira
A universitária Juliana Maringoli Limonge, que cursa Nutrição em São Paulo, tem que cumprir três estágio obrigatórios em empresas credenciadas pela universidade na qual estuda: Clínica Hospitalar, Administração em Unidades de Alimentação e Nutrição (AUAN) – que deve ser feito em um restaurante industrial ou comercial – e Saúde Pública.
Até agora, ela já cumpriu dois: na área clínica, a estudante atuou no Hospital A.C. Camargo e, no momento, cumpre o estágio no restaurante da G.R. S/A, grupo de soluções em alimentações.
Apesar de o curso exigir tantos estágios, Juliana sabe que eles serão o passaporte para o universo profissional e, por isso, faz questão de aproveitar ao máximo as oportunidades. “Por mais que eu seja uma estagiária, sempre me sento na obrigação de realizar corretamente as tarefas propostas, conforme o que aprendi em sala de aula. Não acho que porque estou na posição de estagiária devo apenas cumprir com o esperado, mas sim considerar a oportunidade de poder atuar efetivamente como uma profissional”, considera.
A estudante destaca que em ambos os estágios ela teve o acompanhamento de seus gestores e que isso foi essencial para seu aprendizado. Mas nem todo mundo tem a mesma oportunidade de Juliana. Segundo a diretora de recursos humanos da V2 Recursos Humanos, André Kuzuyama, algumas corporações pecam por não possuírem um programa de estágio estruturado e, muitas vezes, quando surgem vagas efetivas, não dão prioridade ao recrutamento interno. Para ela, o ideal é que todo empreendimento tenha um programa com regras claras, avaliações e acompanhamento. Um exemplo de empresa que se preocupa com o estagiário é a Máxima Promoções e Eventos, que atua no segmento imobiliário. Com três ano no mercado, já efetivou dois estagiários. A sócia-diretora da empresa, Roseane Oliveira, conta que o responsável por cada setor acompanha seus aprendizes em todos os processos e dão abertura para que os estagiários possam dar opiniões. “Somos abertos a idéias novas que possam ajudar nas questões da empresa, como diminuição de custo, apresentação de novos projetos, entre outros”, diz.
Fique atento
*Verifique se sua empresa tem uma política estruturada de estágio
*Perceba se o seu estágio tem um acompanhamento e avaliação de um ou mais superiores
*Cabe ao estagiário ter visão no futuro e consciência de que existe um caminho a ser percorrido
*Alguns comportamentos podem facilitar a efetivação: postura profissional (pontualidade e comprometimento); interesse em aprender (questionar e buscar alternativas); iniciativa (proatividade, disponibilidade e flexibilidade)
*Quando se candidata a uma vaga, o estudante deve ter muito claro o seu objetivo, ou seja, o que deseja obter do estágio para não se decepcionar mais tarde com o desalinhamento entre sua expectativa e o resultado obtido. A efetivação dependerá muito mais do estudante do que ele próprio imagina.
Em dúvida sobre mudar ou não de carreira? Vejas as dicas de nossa expert no assunto

Por Redação Marie Claire - Rosana D'Orio
Sou formada em Administração de Empresas, mas estou fora do mercado de trabalho há 11 anos. Como essa área exige muito e paga pouco, penso em começar outra graduação este ano, a de Psicologia, pois acredito que este é um campo em que a idade não pesa tanto. Você acha que estou certa? – Lara Alvez, São Paulo (SP)
Uma nova graduação irá ampliar sua visão de mundo, o que é excelente. Entretanto, requer investimento em tempo e dinheiro. Além disso, a profissão de psicóloga também exige em termos de competitividade e conquista de espaço. E a competitividade não é necessariamente ruim, ela implica em desafios, estímulos e questionamentos que podem ser muito saudáveis.
Evite render-se ou fugir da competição por mera sobrevivência. Procure fazer escolhas que inspirem sua transformação pessoal e que superem a competência do ‘fazer’. Proponha-se o seguinte exercício: reveja sua área administrativa a partir de dois cenários, o restrito e o inexplorado.
O cenário restrito representa os aspectos existentes e conhecidos que você citou. Já o inexplorado tem a ver aspectos ainda não avaliados – as oportunidades. Sua pergunta mostra que você vem focando apenas os cenários de restrições. Independentemente de sua decisão sobre uma nova graduação, concentre-se no panorama geral, e busque sempre por ter mais trabalho e dinheiro, e não emprego e salário.
Mesmo formada em Jornalismo há dois anos e meio, ainda não encontrei trabalho na área. Atualmente atuo em uma editora como secretária de redação, mas não vejo perspectiva de crescimento nessa empresa. Acredito que isso acontece por eu ter iniciado a carreira aos 36 anos. Como posso mudar isso? Quero crescer profissionalmente e atuar na área que escolhi. Por onde começo? - Amália Souza, Rio de Janeiro (RJ)
Este paradigma sobre idade e carreira deve ser derrubado. O que você precisa é ter abertura e motivação para lançar-se ao novo e ter consciência de que está iniciando uma nova carreira como aprendiz. É muito importante começar a se lançar (na sua empresa e fora dela) para construir sua bagagem profissional até que suas competências, aliadas a sua maturidade, te ajudem a destacar-se e dar um salto na carreira.
Para isso, cultive seus canais de informações e contatos. Fale com seus amigos, professores, profissionais da área e frequente palestras, cursos e congressos. De maneira geral, a experiência profissional dentro da área é vista com bons olhos, mas não é determinante no ingresso no mercado de trabalho. A busca se direciona por profissionais que tenham um diferencial a oferecer na hora de trabalhar. Por esse motivo, escrever bem, ter conhecimentos gerais amplos e dominar mais de um idioma favorece sua trajetória.
Lembre-se: diante de mudanças, como no seu caso, o fundamental é ser flexível, aceitar o novo momento, adaptar-se às exigências que se façam necessárias, manter a disposição de se rever, perceber novas óticas e não temer o novo.
Fonte: Marie Claire
Link: http://revistamarieclaire.globo.com/Revista/Common/1,,EMI220183-17613,00.html
quinta-feira
Para 93% dos profissionais, inglês comercial é essencial para obter uma promoção

Infomoney
Segundo o levantamento, nos últimos três anos, a necessidade do uso do inglês regularmente no trabalho aumentou cerca de 7% em todos os mercados do mundo
Pesquisa realizada pela GlobalEnglish Corporation com 26 mil funcionários de empresas multinacionais revelou que 93% dos profissionais disseram que o inglês comercial é necessário ou importante para obter uma promoção.
Percentual semelhante, de 92%, foi observado na resposta daqueles que entendem que o "idioma corporativo" é tão necessário ou importante para o trabalho.
Segundo o levantamento, nos últimos três anos, a necessidade do uso do inglês regularmente no trabalho aumentou cerca de 7% em todos os mercados do mundo.
Em contrapartida, ainda conforme dados apurados pelo estudo, somente 7% dos profissionais entrevistados afirmaram ter um nível de proficiência suficiente na língua.
China, Brasil e México representaram a maior parte dos entrevistados. Embora sejam mercados emergentes, onde a demanda de funcionários qualificados está aumentando, muitos profissionais continuam não tendo a habilidade de inglês para o trabalho nas corporações multinacionais.
Expansão
De acordo com o vice-presidente executivo da GlobalEnglish Corporation, Tom Kahl, 55% dos funcionários das empresas multinacionais indicaram ser necessário usar o inglês diariamente na comunicação interna e externa na companhia."Considerando que a maioria das conversas em inglês atualmente é realizada entre duas pessoas cujo idioma nativo não seja o inglês, as empresas internacionais que não estejam aumentando a proficiência do inglês comercial diminuem o nível de performance da organização", afirma o executivo.
A importância da língua inglesa comercial também fica evidente em outra pesquisa, da Towers Watson, chamada Retorno de Investimento de Comunicação.
O resultado é claro: as empresas que possuem comunicadores altamente eficazes têm um retorno total 47% mais alto para os acionistas durante um período de mais de 5 anos.
Fonte: Administradores.com
terça-feira
As novas profissões
Por Felipe Morais
O crescimento da web está sendo benéfico para muitas pessoas. Nem só para as empresas que investem nesse novo mercado, mas para a leva de profissionais que está vindo por ai. E não são poucos.
Não é de hoje que o curso de publicidade e propaganda é um dos mais buscados na USP, o que serve de parâmetro para nós do mercado. Tem muita gente querendo vir para o mercado de publicidade, mas será que damos conta dessa nova leva? Espero que sim. Claro que há a ordem natural das coisas, como pessoas que se aposentam ou largam tudo para viver no interior (velho sonho de publicitário), mas o número de pessoas que sai do mercado é muito menor dos formandos de cada ano, ou seja, dos que entram.
Estamos vendo cada vez mais o movimento de pessoas saindo de agências e montando suas próprias agências. Esse movimento não é novo, acontece desde que surgiu a 1ª agência de propaganda no mundo, mas hoje tenho visto ocorrer mais do que nunca, e de empresas especializadas o que é bom para o mercado. Isso abre espaço para esses novos “entrantes” no mercado, mas assim como disse no parágrafo acima, mesmo assim, não há espaço para toda essa mão de obra. Mas como resolver isso? Internet é a resposta!
Quando eu comecei na propaganda, em 2001, como 99% das pessoas que entram no curso (até hoje) eu queria ser um criativo. Como sempre escrevi bem, eu queria ser redator. Tentei ser Diretor de arte, mas sem o menor talento. Redação eu me dava muito melhor. Passei por várias áreas até me apaixonar por planejamento e cá estou até hoje. Fui mídia, tráfego, atendimento, produção e até atuei como produtor de TV. Esse era o leque que eu conhecia. Um dia me apresentaram a uma pessoa em uma agência e ela disse ser “arquiteta de informação”.
Para mim, arquiteto era aquela pessoa que planejava casas e era uma profissão que um dia eu quis ter. Mas não, a web trouxe uma gama de novas especialidades para a construção de projetos digitais, que vão além do site e com isso abriu um leque de opções enorme para novos especialistas. Leque esse que as faculdades ainda não enxergaram e por isso há poucos profissionais qualificados. Os que estão se saindo melhor, são aqueles que estão em cursos de pós graduação em marketing digital, como o da FIT onde dou aula.
Mesmo atuando há 9 anos no mercado de web, ainda hoje eu me surpreendo com essas novas profissões. Não quero de maneira nenhuma falar mal aqui de nenhuma delas, muito pelo o contrário, pois tenho visto como esse pessoal tem feito a diferença em projetos digitais. Quanto mais especialistas, melhor!
Além do arquiteto de informação, tenho visto nas agências o “flashmaker”, “interface”, “motion designer”, “especialista em .Net”,”redator de links patrocinados”, “especialista em SEO”, “especialista em SEM”, “programadores front e back end”, “gerente de projetos”, “analista de projetos”, “gerentes, analistas, coordenadores de e-commerce”, “implementador de Java”, “analista de mídias sociais”, “gerente de comunidade virtual”; isso sem contar com as adaptações do offline para o online, como no meu caso, planner digital, mas também já fui mídia online. Há o diretor de arte online, webwriting – que é o redator para internet, diretor de operações para o digital, atendimento, produção, tráfego. Até redator para Redes Sociais tem ganho importância por ser um cargo específico e com poucos profissionais capazes de fazer o Twitter vender mais Coca-Cola!
Em resumo, se você está no período de pensar em qual faculdade fará ou se já optou e está fazendo publicidade e propaganda, vai aqui uma dica: foque no digital, afinal, como você viu acima, a quantidade de novas profissões é enorme e você vai acabar vendo que o tempo que você passa na frente do computador não será inútil e sim, a sua profissão e que você pode ser um sucesso. Só depende de você se encaixar em uma dessas novas profissões e se dedicar muito.
E ai, vai encarar qual?
Felipe Morais é publicitário, autor, professor, palestrante e blogueiro. Autor do livro: Planejamento Estratégico Digital (Ed Brasport), Autor do Blog do Planejamento. Mediador da 1ª Rede para Planners no Brasil (pedigital.ning.com.)
Fonte: WebContexto
Link: http://www.webcontexto.com.br/marketing/as-novas-profissoes/
segunda-feira
O novo jeito de planejar a carreira - Parte 3
Frases e autores que formaram a visão moderna de carreira
"A humanidade enfrenta sua mais profunda e criativa reestruturação de todos os tempos. Sem reconhecê-la claramente, estamos engajados em construir uma nova civilização do zero. Este é o significado da Terceira Onda."
Alvin Toffler, sobre o livro ® A Terceira Onda, em 1980
"Carreiras sem fronteiras são caminhos que não estão limitados a organizações, mas que crescem por meio de competências baseadas em projetos dentro de uma rede setorial."
Michael Arthur e Denise Rousseau, no livro Carreiras sem Fronteiras, em 1994
O crescimento não é só vertical
"O movimento profissional ocorre em linhas horizontais, laterais e verticais, e as trajetórias profissionais são interações complexas desses movimentos. As pessoas são altamente sensíveis ao tipo de movimento por causa de suas aspirações e autoimagens. "
Edgar Schein, no livro Identidade Profissional, em 1996[140-capa-001-3]
"As pessoas que trabalham com conhecimento, os knowledge workers, vão sobreviver às organizações que as contratam. É a primeira vez na História que isso acontece. Hoje você precisa ter muito conhecimento, e muitas vezes ele tem de ser superfocado. "
Peter Drucker, em 2000, sobre o conceito cunhado em 1959
Muitos empregos numa só carreira
"Uma carreira média que seja composta de dez empregos diferentes, em cinco empresas diferentes, de três diferentes ramos de atividade. Empregos que proporcionem extraordinária liberdade de ação aos que têm vigor e ousadia para inventar novos futuros. Um retorno à autoconfiança: ‘Quem cuida disso sou eu!’ "
Tom Peters, em 2003
"O gerenciamento de trabalhadores do conhecimento deve ser baseado no pressuposto de que a corporação precisa deles mais do que eles precisam dela. Eles sabem que podem sair. Têm mobilidade e autoconfiança".
Peter Drucker, em 2003
"O emprego estável em grandes empresas já era. A carreira média vai consistir de duas ou três ocupações com meia dúzia ou mais de patrões."
Tom Peters, em Reimagine! – Excelência nos Negócios numa E ®2 ra de Desordem, em 2004
"Está cada vez mais claro que é um erro acreditar que o dinheiro decide tudo. Sim, as pessoas ainda são guiadas pelo interesse próprio, mas não quer dizer que ele seja monetário. Pode ser por reputação, atenção, expressão, respeito, sentido de comunidade."
Chris Anderson, sobre o livro A Cauda Longa, em 2007
"Ser bem-sucedido é estar satisfeito com suas conquistas profissionais. Ser capaz de ter um trabalho que seja complexo, que lhe dê certa medida de autonomia e que tenha algum significado para você."
Malcolm Gladwell, sobre o livro Fora de Série, em 2008
Fonte: Revista Você SA
Link: http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/novo-jeito-planejar-carreira-532205.shtml
O novo jeito de planejar a carreira - Parte 2
A ideia do planejamento de carreira de longo prazo está superada. Em seu lugar, entrou uma visão de ciclos de carreira curtos, que acabam cedo, mas projetam o profi ssional para o próximo ciclo. “Não dá para pensar a carreira como uma só, mas é preciso criar condições de autonomia e crescimento para desenvolver o começo, a evolução e o pós-carreira”, diz José Augusto Minarelli, sócio da empresa de recolocação profi ssional Lens & Minarelli. Para funcionar nesse ambiente, o profi ssional deve avaliar constantemente suas possibilidades de atuação hoje e no futuro — e se preparar.
São necessários uma boa dose de autoconhecimento, acompanhamento constante do mercado e ter um olhar mais estratégico sobre sua carreira. É o que faz Gustavo, da McCann. Em oito anos de carreira, ele passou por sete empresas diferentes, todas no ramo publicitário. Passo a passo, foi procurando colecionar experiências variadas. Acabou percorrendo todos as áreas possíveis da profi ssão: trabalhou em anunciante (Tecnisa), em veículo (IG), em consultoria (Predicta) e, por fi m, chegou à agência. Com essas movimentações, Gustavo se fortaleceu profi ssionalmente e se tornou conhecido nesse mercado. “Ele é um profi ssional que investe na carreira, sabe aonde quer chegar e está construindo esse caminho”, diz Romeo Busarello, diretor de marketing da construtora Tecnica, de São Paulo, e ex-chefe de Gustavo.
João Carlos Pastore Chieregati, 27 anos, gerente de relacionamento do Google: ele deixou um setor tradicional para buscar um trabalho com mais autonomia
VOCÊ TRABALHA POR QUÊ?
No ano passado, o professor Antônio Del Maestro, da UFMG, refez uma pesquisa, inicialmente realizada em 2005, sobre a relação entre trabalho e vida pessoal com 1 500 executivos. Na primeira edição, o estudo mostrava que, mesmo com práticas de gestão muito modernas nas organizações, salários altos e acesso a tecnologias de ponta, os profi ssionais estavam cada vez mais insatisfeitos.
Em 2009, o levantamento foi refeito e os dados devem sair neste ano. Mas, de acordo com o professor, já foi possível notar que a preocupação em combinar trabalho e estilo de vida aumentou. “Os profi ssionais estão mais conscientes e preparados para colocar isso em prática”, diz Del Maestro. As próprias empresas começaram a perceber que, para reter os melhores profi ssionais, é necessário oferecer mais que bônus polpudos, uma agenda de treinamentos intensa ou garantia de crescimento rápido. A Natura é um exemplo disso. Para escolher a turma de 35 trainees que ingressaram na companhia no mês passado, a fabricante de cosméticos fez um processo de seleção sem divulgar seu nome. Até um estágio avançado do recrutamento, os candidatos só conheciam a missão e os valores da empresa.
O objetivo era selecionar pessoas que se identifi cassem com eles. Os fi ltros usuais — curso de graduação, nome da faculdade e domínio de idiomas — foram eliminados. O número de inscritos caiu de 40 000 para 12 000. “Queremos que a empresa contribua para a mudança do planeta e, para isso, precisamos de gestores que também tenham esta inquietação”, diz Marcelo Cardoso, vice-presidente de desenvolvimento e sustentabilidade da Natura. “Com este modelo novo de seleção, conseguimos identifi car isso com mais clareza nos candidatos.” Um dos selecionados foi o biólogo Bruno Luiz de Oliveira, de 23 anos.
Apesar da pouca experiência, Bruno já traz na bagagem essa nova maneira de pensar a carreira. Em primeiro lugar, ele escolheu a Natura pelos valores da companhia. Em segundo lugar, o trainee acredita que a Natura oferece a ele a possibilidade de realizar um desafi o pessoal: ajudar a empresa a estreitar o relacionamento com as universidades. “Quero contribuir com o negócio e, de alguma forma, melhorar a vida das pessoas”, diz. A história de Bruno revela ainda uma outra mudança no mercado de trabalho. As empresas passaram a valorizar profi ssionais que antes só tinham espaço no meio acadêmico, como biólogos, físicos e antropólogos.
PENSE POR PROJETO
Desde que o engenheiro Marcelo Vieira de Figueiredo, de 27 anos, começou a trabalhar, em 2007, abrir o próprio negócio sempre foi um objetivo. “Sabia que precisava ganhar experiência e desenvolver algumas habilidades antes disso”, diz. Começou a estagiar na área de trade marketing da Procter & Gamble e menos de um ano depois surgiu a oportunidade de ser contratado e trabalhar com vendas. “Apesar de adorar a empresa, estava desgastado com a rotina de muita viagem e, pelo porte da Procter, não conseguia sentir o efeito do meu trabalho no dia a dia”, lembra. Marcelo começou a buscar nova oportunidade em uma empresa pequena, onde, além das perspectivas de aceleração de carreira, pudesse ver os efeitos de seu trabalho mais imediatamente.
Marcelo Vieira de Figueiredo, 27 anos, consultor da Axia: realização no trabalho por projetos. “Posso tratar de temas diversos, com equipes diferentes e em lugares distintos”
Foi trabalhar na consultoria Axia em junho de 2008 como trainee, virou consultor e já foi promovido uma vez. “Estou realizado porque trabalho por projetos e em cada um deles eu tenho a oportunidade de conhecer um tema novo, com pessoas diferentes e em locais diversos”, diz. A opção de Marcelo por trabalhar por projetos tem sido a de muitos profi ssionais. Entre outras coisas, porque há maior oportunidade de aprendizado. “O processo de terceirização fez com que muitas funções até então desempenhadas dentro das empresas passassem a ser feitas por prestadoras de serviço”, diz Carlos Eduardo Ribeiro Dias, sóciodiretor da consultoria Asap. Com isso, intensifi ca-se a abertura de novas oportunidades profi ssionais. Foi exatamente o que aconteceu com Marcelo.
Quando a companhia enxuga o departamento, ele nasce como negócio terceirizado em outro lugar. O trabalho por projetos é uma realidade cada vez maior também dentro das organizações. “As carreiras hoje são feitas de projetos temporários, e não mais de períodos longos”, alerta José Augusto Minarelli. Por causa disso, fl exibilidade é uma competência cada vez mais importante, já que a necessidade de mudar de função — e até mesmo de lidar bem com a demissão — será mais constante.
Com os mercados conectados, não é uma utopia pensar que você pode deixar a empresa hoje, no fi nal da tarde, tendo um chefe americano e voltar pela manhã com a organização sendo comandada por um chinês. Ok, há um certo exagero na afi rmação, mas não muito, se considerarmos que no ano passado ocorreram mais de 1 000 transações de fusão e aquisição no Brasil, segundo levantamento da consultoria KPMG. Em 2008, foram 663. Quando um negócio desse tipo acontece, todo o organograma corporativo é redesenhado. Ou seja, fazer planos longos dentro da própria empresa é um erro atualmente — e também um exercício inútil —, pois você poderá estar fora da corporação antes do que imagina.
SEJA UM PROFISSIONAL MULTIMERCADO
A necessidade de inovação das empresas fomentou o hábito de trazer profi ssionais de outras áreas para implantar práticas diferentes como saída para se diferenciar no mercado. Com isso, ter sucesso não signifi ca mais seguir carreira em um setor. Na verdade, considerar o mercado em que você está como a única opção pode, até mesmo, restringir seu crescimento. “As empresas buscam profi ssionais que conheçam todas as nuanças do negócio e, portanto, experiências de carreira diferentes são muito bem-vindas”, diz o professor Del Maestro, da UFMG. Além disso, a internet tem gerado novas demandas e novas funções são criadas de tempos em tempos.
Ou seja, não dá para fechar os olhos a essas oportunidades. “Os atuais organogramas das empresas podem não existir amanhã e, portanto, não devem mais ser usados como referência”, diz Alessandra da Costa, diretora de RH da Natura. “Daí a importância de usar como parâmetro seus valores, competências e objetivos”, completa. Foi exatamente esse o raciocínio adotado pelo economista Flávio Giani Ramos, de 36 anos, consultor de gestão de riscos corporativos da Genesys. Desde que começou a pensar nos rumos profi ssionais, ele planejava trabalhar na área fi nanceira, mas em diversas empresas e setores. “Queria ter foco fi nanceiro, com visão ampla de gestão de negócios”, diz. Flávio foi auditor da Arthur Andersen, trabalhou na Motorola, no Grupo C&A, no Citigroup, no banco Fortis (cuja sede era na Holanda) e na Ernst & Young, onde fi cou até maio do ano passado quando saiu para atuar como consultor autônomo para a área fi nanceira. “Meu crescimento na carreira foi baseado em mudar de empresa e setor e assim desenvolver habilidades diferentes”, diz Flávio.
Salário não é tudo A tabela mostra a mudança de interesse dos jovens ao escolher uma empresa nos últimos cinco anos
LIBERDADE VALE MAIS QUE SALÁRIO
Depois de buscar conhecer melhor seus motivadores e mapear as oportunidades do mercado, o administrador paulista João Carlos Pastore Chieregati, de 27 anos, gerente de relacionamento do Google, deixou a carreira no setor de bens de consumo para ter mais autonomia. Ele passou por instituições como a Fundação Estudar, Johnson & Johnson e Procter & Gamble, onde trabalhava com produtos em Caracas, na Venezuela. “Sentia que não tinha muita liberdade para criar ou desenvolver meu trabalho, as coisas vinham meio prontas”, diz.
Depois de dez meses, pediu demissão e voltou ao Brasil. Mesmo assim, continuava insistindo em empresas na mesma linha das anteriores, até fazer um trabalho de autoconhecimento que o fez perceber que precisava de um lugar onde tivesse mais liberdade. Além disso, João Carlos também aprendeu a valorizar movimentos laterais. Ou seja, em vez de criar planos A, B e C, em ordem, passou a olhar toda as oportunidades de forma igual, no mesmo plano.
“Isso me deu mais clareza sobre minhas possibilidades de atuação e fez com que me frustrasse menos, caso uma delas não saísse como planejei”, lembra. Desde 2007, passou a integrar o time do Google, um setor que não via como alternativa até então. “Hoje me sinto realizado por trabalhar com um produto totalmente diferente e, portanto, desafi ador, além de ter uma autonomia maior”, diz João Carlos.
A procura por um local ou estilo de trabalho que proporcione mais independência tem sido um dos fatores de atração principalmente para os mais jovens. A relação com a empresa e com a própria profi ssão é marcada por uma autonomia maior do que no passado, o que proporciona uma abertura maior para as movimentações de carreira. “Por isso as companhias menores têm sido uma opção mais frequente do que no passado, já que são mais enxutas e os profi ssionais se sentem mais consultados”, diz Carlos Eduardo, da empresa de seleção Asap.
MAS NEM TUDO MUDOU
Todas essas transformações já estão ocorrendo, mas não signifi ca que você deve se desesperar e achar que é o fi m dos empregos. Além de essas mudanças variarem de setor para setor, ainda há espaço para quem opta por seguir carreira corporativa em áreas específi cas. O que muda é a forma de encarar o sentido do trabalho para sua vida e de buscar novas oportunidades. Há mercados em que o modelo convencional de fazer carreira ainda prevalece, como no caso do de petróleo e gás, no qual quanto mais tempo de casa e mais especializado for o profi ssional (especialmente em cargos técnicos) melhor para o negócio — e para o crescimento na carreira.
Há outros em que essa nova atitude já é mais clara, como na internet, em que mudanças constantes fazem parte do negócio. “Certamente ainda haverá muitos empregos para quem trabalha com informação e conhecimento”, diz o professor Thomas Malone, do MIT. “Eu acredito que muitos desses profi ssionais terão mais liberdade e fl exibilidade do que os executivos tradicionais”, completa.
Bruno Luiz de Oliveira, 23 anos, trainee da Natura: trocou o trabalho na universidade pela empresa: “Quero ajudar a melhorar a vida do planeta e das pessoas”
O QUE VALE A PENA PLANEJAR?
Mas, afi nal, planejar a carreira ainda faz sentido? Planejar não signifi ca necessariamente colocar o seu passo a passo em uma planilha e mantê- lo rígido. Isso pode ser, até mesmo, uma armadilha. “Não há mais espaço para o planejamento passo a passo na hierarquia das companhias modernas”, diz Pedro Almeida, diretor de recursos humanos da ALL Logística, que tem sede em Curitiba, no Paraná.
Nesse cenário, no lugar de olhar o cargo, é melhor pensar nas experiências que você quer ter para se desenvolver. Se almeja alcançar um cargo específi co, ele pode nem existir mais antes mesmo de você chegar lá. Por outro lado, não dá para deixar as coisas acontecerem sem que você tenha o mínimo controle sobre elas. “Todo mundo precisa ter objetivos claros, que servirão como referência para as decisões relacionadas à carreira”, diz Marcos Vono, diretor de RH e carreiras do Grupo Ibmec, de São Paulo. “Não acredito em quem diz que chegou lá sem o mínimo de planejamento”, diz Marcos.
O ideal é identifi car esses objetivos e listar suas experiências e competências. Feito isso, fi ca mais fácil traçar uma estratégia de médio prazo (cerca de cinco anos) e avaliar se as oportunidades de carreira que vão surgindo levarão você a seus objetivos. “Um erro comum é a pessoa se autorrestringir na hora de tomar uma decisão de carreira, justamente por não ter essas informações claras na cabeça”, diz Joel Dutra, da FIA. Tome cuidado apenas quando o assunto for suas competências.
“Carreira hoje é movimento e, por isso, é preciso aprimorar e desenvolver habilidades o tempo todo”, diz o consultor José Augusto Minarelli. Outra armadilha, segundo o professor Joel Dutra, é a forma de mapear possibilidades. “As pessoas enxergam apenas metade das oportunidades que têm, porque pensam suas carreiras olhando para o retrovisor, e não para a frente”, argumenta. Em outras palavras, em vez de pensar em como você pode encaixar seu trabalho nas oportunidades que existem no mercado, pense em como o mercado pode se encaixar naquilo que você sabe e gosta de fazer — e, se não houver uma forma, talvez seja hora de empreender, dentro ou fora da empresa.
Etapas do planejamento de carreira O passo a passo da construção de um projeto profissional
Clique na imagem para aumentar
“É uma mudança de mentalidade, porque somos acostumados a olhar as oportunidades e esquecemos que podem existir muitas outras que ainda nem foram criadas”, diz. Por isso, é recomendável, pelo menos uma vez por ano, avaliar a sua empregabilidade. Cheque as suas competências e verifi que se os rumos que a carreira está tomando lhe agradam. O mais indicado é ter pessoas que possam ajudar você a fazer isso, porque sozinho é mais complicado. O mentor deve ser um profi ssional experiente, que trabalhe em outra companhia e que não tenha vínculos afetivos muito fortes, para tratar o assunto de forma imparcial. Repassar os objetivos e rever projetos com frequência o ajudará a levar a carreira para o rumo certo para aproveitar todas as oportunidades que o mercado oferece — inclusive aquelas que você pode criar.
O novo jeito de planejar a carreira - Parte 1
Renata Avediani
As novas tecnologias, a dinâmica acelerada do mercado e a guerra por talentos estão criando oportunidades e mudando a forma de pensar a carreira. Se você ainda não percebeu, está atrasado
O paulista Gustavo Reis, de 28 anos, já trabalhou em sete empresas diferentes desde que se formou em publicidade, em 2003. Passo a passo, ele foi intencionalmente colecionando experiências variadas. Acabou percorrendo, em oito anos, todas as áreas possíveis de sua profi ssão. "Essas experiências valorizaram meu passe", diz. "Não planejei tudo isso de forma estruturada, mas a trajetória que eu trilhei não foi por acaso", completa.
Diretor de mídia da agência de publicidade McCann Erickson, ele poderia estar satisfeito por ocupar uma posição de destaque em uma empresa global. Mas Gustavo pensa em desenvolver atividades diferentes das que ele realiza na McCann. Além do trabalho na agência, ele trilha uma carreira de professor. Já deu aulas na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), de São Paulo.
Parou para fazer mestrado, mas ainda dá aulas em cursos de curta duração. “Para ser um professor bem conceituado lá na frente, sei que preciso ter experiência e ser conhecido no meio”, diz. “Estou me preparando para isso desde já.” Trajetórias como a de Gustavo estão se tornando cada vez mais comuns, principalmente entre os mais jovens que começam a galgar posições de liderança nas empresas.
Se por um lado essas histórias profi ssionais causam certo desconforto (afi nal, são sete empresas em oito anos e Gustavo já é diretor e nem tem 30 anos), elas são emblemáticas, pois materializam o que acadêmicos e pesquisadores do mercado de trabalho vêm afi rmando há três décadas. “O emprego estável, em grandes empresas, já era. A carreira média vai consistir de duas ou três ocupações com meia dúzia ou mais de chefes.” Quem diz é Tom Peters, escritor de livros de gestão e negócios, que vem batendo nessa tecla há 20 anos, sem que a maioria das pessoas lhe dê ouvidos.
O especialista em cultura organizacional Edgar Schein prega que pensar a carreira de forma linear e vertical, de olho na cadeira do presidente, é tão antigo quanto o próprio conceito de organograma. “O movimento [e, poderíamos acrescentar, o crescimento] profi ssional ocorre em linhas horizontais”, defende Schein no livro Identidade Profi ssional, de 1996 — veja bem, há 14 anos. Se alguém duvida que isso acontece hoje, basta olhar os programas considerados modernos da cervejaria AmBev, com sede em São Paulo. Lá, há uma prática comum de os profi ssionais trabalharem em projetos específi cos dentro de áreas distintas. “É importante mudar de projetos e setores para aprender coisas novas, porque as empresas e o mercado mudam o tempo todo”, diz Thiago Porto, gerente de desenvolvimento da empresa.
UMA NOVA LÓGICA
As mudanças pelas quais os profi ssionais e o mercado de trabalho vêm passando subvertem a lógica de que o salário é a coisa mais importante — até mesmo a AmBev, que adota um modelo agressivo de remuneração em troca de dedicação quase que exclusiva ao trabalho, já entendeu isso e há alguns anos está reformulando suas práticas de gestão de pessoas. “Está cada vez mais claro que é um erro acreditar que o dinheiro decide tudo. As pessoas ainda são guiadas pelo interesse próprio, mas não quer dizer que ele seja monetário. Pode ser por reputação, atenção, expressão, respeito, sentido de comunidade”, diz o físico e jornalista inglês Chris Anderson no livro A Cauda Longa, de 2007.
Embora possa chocar, essa nova visão é muito mais uma evolução do que uma revolução. Justamente pelo fato de que todas essas transformações vêm sendo previstas desde os anos 70 do século passado, observa o professor Thomas Malone (leia entrevista com ele na página 36), da escola de negócios Sloan, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), e autor do livro O Futuro dos Empregos (Harvard Business School Press). “A diferença é que essas coisas, agora, estão acontecendo”, diz Thomas na entrevista. Isso faz com que a ideia de crescimento, experiência e sucesso profi ssional não se resuma a salário, diploma e cargo.
Por trás dessa transformação, há fatores como a evolução da tecnologia da informação, o enxugamento das empresas e a terceirização, que deixaram na mão do profi ssional a responsabilidade pela sua qualifi cação. Tudo isso reduziu a previsibilidade da carreira e aumentou a competição no mercado de trabalho, o que obrigou os profi ssionais a se reavaliarem constantemente e a investir em suas carreiras de modo continuado. “Os profi ssionais não vendem mais para as empresas só o seu trabalho, mas seu portfólio de competências”, diz o professor Antônio Del Maestro Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O que existe de mais novo é que a geração de profi ssionais abaixo dos 30 anos já chega com essa mentalidade e traz outras novas questões ao mercado de trabalho. “Os jovens de hoje fi cam em uma empresa pelo projeto que ela oferece, e não pela marca. Por isso eles vestem, sim, a camisa da empresa, mas por cima da sua”, diz a consultora Stella Angerami, sóciadiretora da Counselling by Angerami, empresa de aconselhamento de executivos de São Paulo.
Além disso, novas oportunidades de trabalho surgem constantemente. “Tenho difi culdade de ajudar as pessoas a gerenciar a carreira na empresa, porque muitas das funções que elas ocupam ainda não têm nome ou sofrem alguma alteração com muita frequência”, diz Marcelo Marzola, presidente da Predicta, consultoria que analisa campanhas publicitárias na internet, com sede em São Paulo.
“Com o avanço das tecnologias, muda não só a velocidade com que as coisas acontecem, abrem-se novas possibilidades de atuação e criam-se novos hábitos e novas formas de pensar a relação com o trabalho”, diz o professor Joel Dutra, da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo.
Você já fez o seu planejamento de carreira?

Por Sebastião Luiz de Mello
Quem deseja crescer profissionalmente precisa se planejar. Empresas podem contribuir nesse processo, aliando seus interesses corporativos com as expectativas profissionais do funcionário.
Houve uma época que as pessoas entravam na empresa e, com o passar do tempo, iam alcançando postos mais elevados no emprego, sem muito esforço. Hoje, com as constantes mudanças no cenário econômico, as organizações passaram a exigir dos profissionais mais empenho, estudo e dedicação. Para manter-se competitivo no mercado de trabalho, a recomendação é: fazer planejamento de carreira.
Por meio desse plano, a pessoa terá, em mãos, um roteiro que ela deverá seguir para alcançar uma meta profissional. Não existe uma fórmula pronta, mas quem se planeja tem mais chances de sucesso.
Para começar, o profissional precisa saber onde está e qual o ponto quer chegar na carreira. A partir de então, basta elaborar uma estratégia para alcançar a meta desejada, levando em consideração o perfil pessoal e profissional, projeto de vida e uma análise do mercado. Somado a isso, é importante estar preparado para mudanças e analisar as muitas variáveis envolvidas no processo.
As empresas podem ajudar nesse processo, conciliando as expectativas do profissional com as suas necessidades organizacionais. A gestão de carreira deve ser compartilhada. Por isso, é cada vez maior o número de corporações que oferecem treinamento aos seus colaboradores. Mais do que um simples custo, a medida é considerada um grande investimento, ressaltando que investir no capital humano é considerado, ainda, uma forma de reter talentos.
Há no mercado diversas formas de aprimoramento técnico e comportamental. As oportunidades vão desde os tradicionais programas de especialização, aos mais novos cursos on-line. As empresas podem fazer parcerias com universidades, escolas ou com o próprio Sebrae e SENAC. O importante é o gestor entender que essa é uma prática que traz inovação e aumenta a competitividade da empresa.
carreira, planejamento, profissão, profissionais, gerenciamento, estudos, investimento, capital, humano, assessoria, empresa, administração, competitivo, profissional
Fonte: Administradores.com
Link: http://administradores.com.br/informe-se/artigos/voce-ja-fez-o-seu-planejamento-de-carreira/53219/
quarta-feira
Sem filme queimado

Por Fabiana Corrêa
No trabalho, parecer é tão importante quanto ser. Aqui, uma reunião de atitudes que podem afetar sua imagem dentro da empresa e contar pontos negativos para sua carreira
NO CAFÉ
Regra número 1 das conversas no café: segure até o fim para não falar mal de ninguém. “Na avaliação de desempenho, os chefes vêem esse comportamento como algo péssimo”, diz Julio Sergio Cardozo, consultor de gestão, de São Paulo. Nesse caso, o melhor é dizer diretamente suas queixas ao interessado. Assim, quando alguém tiver algo de ruim a falar sobre você, vai lembrar de fazer o mesmo.
NO CAFÉ 2
Não conte sua vida privada no café. As paredes no trabalho não tem apenas olhos — ouvidos também.
CORREÇÃO BÁSICA
Antes de enviar e-mails, releia-os. Ou, se estiver complicado demais, peça para alguém ler. Erros de português, embora a língua esteja em desuso entre muitos executivos, queimam seu filme demais. “Falar português perfeito é ponto essencial para qualquer profissional”, diz a consultora de imagem corporativa Renata Mello, de São Paulo.
SUSTENTABILIDADE
Por mais que você não se interesse por sustentabilidade, não dá para assumir que hoje você não liga para o assunto. É básico em termos de carreira. Por isso, desligue o computador, separe o lixo, não peça mais impressões do que você precisa e diga que é “verde” até o fim.
COMEMORAÇÃO DISCRETA
Noivou, ganhou um carro novo ou ganhou uma bolada na loteria? Vale o mesmo. Se você quiser comemorar entre seus mais próximos, chame todos para um almoço e conte a novidade. Mas não fique fazendo festa a cada minuto.
EXISTE VIDA LÁ FORA
Se o seu fim de semana foi divertido e você quer compartilhar com as pessoas mais próximas, tudo bem, mas não conte em alto e bom som para todo mundo as coisas que fez. Além de despertar a inveja dos colegas que ficaram em casa solitários, sem amigos, dá a impressão de que você ainda está com a cabeça fora do escritório... Ainda.
FESTA DE TRABALHO
No evento da empresa, beber demais e ser o último a sair, já cambaleando, pega muito mal. Festa de firma não é festa, é trabalho. Sua imagem continua sendo monitorada por todos os que trabalham com você (dificilmente vai ter um big boss dançando sem sapatos, repare).
DECORAÇÃO
Cuidado com as fotos na sua baia: você de sunga branca no réveillon só é legal para sua mãe ver. Na sua mesa ou baia, coloque uma foto da família ou sua mesmo, mas nada muito espalhafatoso ou que chame a atenção demais. Discrição é o melhor negócio.
POR DENTRO DA NET
Entenda de tecnologia: não saber o que é uma rede social, como funciona o iTunes ou o FaceBook, enfim, coisas básicas para a sobrevivência nesse mundo tecnológico, faz você parecer saído do Jurassic Park. Fique em dia.
NADA DE “MEIAR”
No restaurante, mesmo que você esteja com o chefe, nem pense em dividir a conta, caso você tenha feito o convite. Banque tudo. Mais que isso, sempre dê caixinha e nunca reclame que o confit de pato está caro. Afinal, seus convidados devem valer o preço da conta.
CONVITES
Se você vai fazer uma comemoração e não quer chamar a todos, tem o direito. Mas deixe claro aos convidados que é um evento íntimo. Se alguém entre os que não foram convidados perguntar (não deveria, mas sempre tem quem faça isso), aja naturalmente. Diga que você só chamou os mais próximos e familiares.
VOCÊ ENTRE OS GRANDES
Um pouco de conhecimento geral sobre esse mundo corporativo é bom. Saber quem são Murdoch, Steve Jobs e outros nomes dos negócios mundiais pode não mudar sua vida, mas melhora sua conversa. E, mais que isso, inclui você na rodinha dos chefões, que estão sempre falando dos grandes.
Fonte: Revista Você SA


















