terça-feira
Trabalhar e estudar é garantia de vaga
quinta-feira
Especial Entrevistas: Durante a Entrevista

Como vencer o terror da entrevista
É impossível deixar de ficar tenso na conversa cara a cara. Conheça estratégias para ficar mais seguro na hora de se vender para uma vaga.
Como ter sucesso na entrevista de emprego
Aprenda a resposta certa para as perguntas mais complicadas dos recrutadores.
Entrevista de emprego
Jovem ou executivo sênior, todos estão sujeitos a erros quando o assunto é entrevista de emprego.
Tropeços no recrutamento
Conheça os erros que os recrutadores e os profissionais cometem durante a entrevista de emprego e aproveite melhor a próxima oportunidade de mudar de trabalho.
Perguntinhas básicas
Há perguntas básicas na hora da entrevista que amedrontam qualquer um. A especialista em RH, Elaine Saad, dá dicas de como se portar diante de questões que podem definir o seu futuro profissional. Existe uma metodologia que muitos profissionais de RH e headhunters utilizam para verificar se o profissional entrevistado apresenta ou não determinada característica e em que grau.
Diga sempre a verdade
Na hora da entrevista, não é vergonhoso falar para o recrutador que não você não tem vivência em um determinado assunto. A especialista em RH, Elaine Saad, alerta para a importância da transparência na hora da entrevista.
O funil da seleção
Conheça os processos de recrutamento mais utilizados e veja como se comportar.
Timidez sem problemas
É preciso vencer a timidez para ter sucesso no trabalho.
Presidentes contratam
Eles estão participando da seleção de emprego em grandes companhias. Veja como agir quando estiver diante do número 1.
Fonte: http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/curriculo-entrevista-573005.shtml
terça-feira
Direitos e deveres dos estagiários

A nova Lei de Estágios não é tão nova assim (entrou em vigor em outubro de 2008), mas ainda é novidade para muita gente. Segundo dados do Ministério da Educação, apenas 8% dos 13,5 milhões de estudantes do ensino médio e superior que existem no país passam por essa experiência. Se você tem sorte de fazer parte desse grupo, é interessante saber algumas coisas para chegar à empresa entendendo um pouco mais sobre as implicações de ser estagiário:
Fonte: www.clikcarreira.com.br
segunda-feira
Dicas para entrevista de estágio

Entrevista de emprego ou de estágio é um momento especial. Mesmo para os candidatos mais preparados, é comum e compreensível ficar nervoso. Apresentamos algumas dicas que podem contribuir para o seu desempenho durante uma entrevista:
- Anote corretamente e confirme todas as informações da entrevistas: dia, horário, local, departamento e nome da(s) pessoa(s) que deverá contatar.
- Procure saber mais sobre a empresa: qual sua atividade, quais são seus concorrentes, como anda seu segmento de mercado e qualquer outra informação que possa julgar útil para usar na entrevista.
- No dia anterior ao da entrevista, procure repousar cedo, de forma que acorde bem disposto e com o corpo no melhor de sua forma. Não esqueça de se alimentar bem.
- Procure se inteirar a respeito da roupa adequada ao cargo/função ao qual está se candidatando.
- Verifique ainda se a empresa é formal ou descontraída e escolha a roupa de acordo com o bom senso. Às vezes, candidatos que se vestem bem demais acabam se comprometendo tanto quanto os que não tiveram cuidado algum. Procure adotar um padrão discreto.
- Saia de casa com uma antecipação segura em relação ao horário marcado, de forma que você possa estar no local com 15 a 30 minutos de antecedência. Esse tempo serve para você captar e/ou repassar mentalmente informações que poderão ser úteis no momento da entrevista.
- Procure ser educado, cortês e gentil com as pessoas desde sua chegada.
- Se portar um celular, mesmo ainda na recepção, procure mantê-lo desligado até sua saída do ambiente.
- Pecados capitais: ficar mascando chicletes, usando óculos escuros em ambientes fechados ou pior ainda, coçando distraidamente partes íntimas (cuidado!).
- Relaxe e respire lentamente, não permitindo que seu semblante transpareça traços de ansiedade e/ou preocupação. Ao ser anunciado e encaminhado para a sala da entrevista, apenas estenda a mão ao seu interlocutor se esse estender primeiro e, antes de sentar na cadeira reservada a você, peça licença e acomode-se confortavelmente, de forma que não precise ficar se mexendo muito. Poste-se na cadeira de forma ereta, isso traduz segurança e concentração.
- Não responda as perguntas de forma monossilábica, apenas com "sim e não". Aproveite as oportunidades para colocar suas opiniões, sem se estender demais, sendo claro e objetivo.
- Olhe nos olhos do seu interlocutor, sem necessariamente encará-lo e não fique olhando demais os objetos e papéis na mesa.
- Caso os momentos de silêncio sejam prolongados, não insista em querer quebrar o silêncio.
- Para se apoiar e ter o que olhar procure portar um objeto nas mãos como um livro ou uma agenda.
- Caso esteja nervoso, tente não se preocupar e seja sincero, afirmando: "Desculpe, pois estou um pouco nervoso...". Isso demonstra tranqüilidade e quase sempre restabelece um clima ameno no ambiente.
- Seja honesto nas respostas. Mentiras têm perna curta e dentro da própria entrevista, você pode ser pego em contradição. Lembre-se de que exagerar é o mesmo que mentir.
- Por mais que já tenha entregado seu currículo antecipadamente, procure ter um a mão. Pode ser útil.
- Certas características são sempre bem vistas e procuradas durante uma entrevista e podem fazer a diferença, algumas delas: capacidade de enfrentar desafios e lidar com adversidades, ter espírito de equipe e comportamento pró-ativo.
- Para finalizar demonstre otimismo e entusiasmo e acima de tudo porque você se considera o candidato adequado ao cargo/função para aquela empresa.
Ao final, ao sair da sala agradeça a entrevista e a oportunidade.
Este conjunto de informações não garante que a vaga seja sua, mas ajuda muito na transmissão de uma boa imagem ao seu interlocutor, podendo colocar você entre os candidatos a serem avaliados positivamente.
Boa sorte!
sexta-feira
LinkedIn cria página de vagas para recém-formados; veja como se destacar!

Quem acabou de concluir a graduação ou está prestes a se formar tem agora mais um canal específico de busca de emprego. Isso porque a rede social voltada para profissionais LinkedIn acaba de lançar a página “Jobs for Students and Recent Graduates”, com vagas destinadas exclusivamente ao perfil.
Apesar do nome em inglês, a assessoria de imprensa do portal informa que os estudantes brasileiros também serão beneficiados com a nova ferramenta, que contará com vagas de empresas residentes no país.
Contudo, alertam especialistas, apenas ter um perfil na rede não é garantia de ser chamado para uma entrevista. É essencial tornar o perfil atraente para os recrutadores.
Sugere-se que os participantes da rede deixem seu perfil público, coloquem fotos mais formais e evitem, caso participem de grupos, promover-se a todo momento, falar mal do antigo emprego ou atual e se envolver em discussões.
Dicas
Abaixo, mais algumas dicas do próprio LinkedIn para que o profissional aumente suas chances de conseguir um emprego por meio da rede:
- Descreva sua formação acadêmica e experiências profissionais;
- Não deixe de colocar fotos, pois elas passam credibilidade;
- Siga empresas nas quais gostaria de trabalhar, pois você será avisado sobre futuras oportunidades;
- Personalize sua URL. Dessa forma, seu perfil do LinkedIn aparecerá no topo da busca do Google, quando seu nome for procurado. Para fazer isso, basta clicar na aba perfil/profile e, após o aparecimento de suas informações, clicar no botão Editar, ao lado de Public Profile/Perfil Público – que fica na caixa abaixo da foto do usuário. A dica é tentar usar o nome e sobrenome juntos (http://br.linkedin.com/in/NOMEESOBRENOME);
- Utilize palavras-chave que resumam a experiência profissional, pois elas facilitam a busca de um recrutador;
Geralmente, o LinkedIn avisa o usuário que o perfil não está completo. Um facilitador é ter recomendações de pessoas que trabalharam com você.
Fonte: Portal InfoMoney
Fonte: Foco Talentos
Link: http://blog.grupofoco.com.br/focotalentos/index.php/2011/04/06/linkedin-cria-pagina-de-vagas-para-recem-formados-veja-como-se-destacar/
quarta-feira
Universidade: conheça a diferença entre estágios e empresas juniores
SÃO PAULO - Boa parte da formação de um profissional ocorre durante o período de graduação, na faculdade. É lá, em geral, que serão ministrados os primeiros ensinamentos específicos para a carreira, que ocorrerá o primeiro networking dentro da área de atuação esperada, e, principalmente, o contato inicial do profissional com a área de trabalho almejada.
E, esse contato costuma acontecer, principalmente, por meio dos estágios, que se dão ou na própria universidade, em atividades de monitoria, empresas e agências juniores, ou em empresas do mercado, organizações e corporações.
De acordo com o gerente de projetos do Grupo Foco de recrutamento, Rudney Pereira Junior, existem diferenças entre as duas experiências, mas elas podem ser vistas como complementares. “Não dá pra você nivelar, as duas situações são diferentes, mas também é óbvio que uma experiência em uma empresa júnior coloca o candidato um passo a frente do que o que não teve nenhuma experiência, por exemplo”, analisa.
O consultor lembra que há momentos e situações em que é mais complicado para o candidato conquistar espaço em uma empresa. “No começo da faculdade, por exemplo, é mais difícil arrumar estágio, e a empresa júnior, dentro da universidade, surge como opção. A trajetória do aluno dentro da universidade mostra o interesse e a preocupação em se preparar para o mercado de trabalho, complementar a experiência teórica com uma ação mais prática”, lista Junior.
Valorização
Mesmo assim, o gerente do Grupo Foco acrescenta que todo tipo de atividade que contribui de alguma forma com a formação do estudante ajuda a valorizar o currículo.
“Ações como monitoria, atuação em uma empresa júnior e trabalho no diretório acadêmico mostram a preocupação em assumir responsabilidades, o acréscimo em contato com os colegas e a complementação em experiência prática”, diz ele.
Junior explica ainda que, enquanto a atuação em uma empresa júnior ou experimental tem uma supervisão e um contato "monitorado" com a realidade do mercado através da universidade, o estágio convencional vem como uma configuração de relação de trabalho e tem um peso um pouco maior.
“Ele acaba dando uma visão de relação de trabalho, costuma ser mais 'pesado', porque você atua junto a profissionais já prontos, com atuações ligadas à realidade profissional, com maior grau de pressão”, analisa.
Networking
Por outro lado, mesmo atuando em um ambiente que não inspira a mesma cobrança de uma empresa convencional, Junior recomenda que os estudantes que atuam em agências ou empresas juniores aproveitem a oportunidade de desenvolver um bom relacionamento com potenciais futuros colegas de profissão e área e agregar aprendizados específicos para sua área.
“Existe a possibilidade de você conseguir uma colocação no futuro, em função desse contato iniciado na universidade ou de fazer parcerias que possam ajudar no mercado”, destaca Junior.
E independentemente da experiência ter ocorrido em um estágio convencional ou dentro da universidade, Junior orienta que, na hora de apresentar o conhecimento e competências desenvolvidas - como em uma entrevista de emprego -, o profissional esteja preparado para ser claro, objetivo e focado.
“É importante mencionar no que sua experiência contribuiu para o crescimento, o que ele conseguiu evoluir. Ele precisa ter em mente que, ao buscar uma experiência inicial, não é o vasto portfólio de suas experiências que está sendo avaliado, mas o seu potencial para determinada área ou empresa que está sendo avaliado”.
Link: http://www.infomoney.com.br/carreiras/noticia/2099255-universidade+conheca+diferenca+entre+estagios+empresas+juniores
segunda-feira
A real função do estágio

No entanto, muitos ainda têm uma visão preconceituosa dessa função, que em algumas empresas trata-se apenas de cuidar das tarefas repetitivas e que não agregam muito como experiência. Dessa forma, fica complicado colocar em prática as matérias e mais difícil ainda se manter motivado com o pequeno salário.
É claro que o estágio serve como aprendizado e crescimento e, como em qualquer outra função, sempre haverá coisas que não gostamos de fazer e que, de fato, não achamos que contribuam tanto para o desenvolvimento da carreira. Porém, esse tipo de trabalho não pode de maneira alguma ser apenas uma forma de mão de obra barata e explorada.
Fique atento! Existem muitas empresas que de fato investem no crescimento do estagiário, delegam responsabilidades e fazem com que cresçam possibilitando até mesmo uma efetivação quando o profissional se forma. Portanto, não fique parado achando que estágio é tudo igual.
Busque uma oportunidade realmente enriquecedora e que te desafie. Dedique-se ao máximo e aproveite este período para aprender com pessoas mais experientes. Comporte-se como um profissional e se for necessário, abra mão de coisas que gosta, em função do trabalho.
Não se esqueça de que essa é sua primeira chance de mostrar quem realmente é e que tipo de pessoa pretende ser no mercado de trabalho. Opine, discuta, acrescente coisas construtivas e demonstre seu valor!
Fonte: Foco Talentos
Link: http://blog.grupofoco.com.br/focotalentos/index.php/2011/04/07/a-real-funcao-do-estagio/
terça-feira
:: 2a. Feira de Estágios e Empregabilidade da Zona Oeste ::

Pelo segundo ano consecutivo, as Faculdades São José oferece a seus alunos, parceiros e à comunidade, a 2ª. Feira de Estágios e Empregabilidade da Zona Oeste, nos dias 01, 02 e 03 de junho de 2011, a partir das 14hs.
O aproveitamento do ano anterior foi tão grande, que dentre um dos casos, um chamou a atenção da organização: "Uma visitante estava há mais de um ano e meio à procura de emprego, fez o cadastro no dia 16, no dia 18 já fez uma entrevista e esta semana já começa no seu novo emprego conquistado em nossa Feira.", segundo Alexandre Nolde, gerente de Marketing das FSJ e organizador do evento.
A expectativa é que circulem no evento cerca de 2000 pessoas que, poderão conferir nos três dias de palestras, workshops, sorteios e inúmeras ofertas de estágios e empregos, além de uma excelente oportunidade para as empresas descobrirem novos talentos e divulgar sua marca.
As atividades tem como objetivo aproximar os estudantes da realidade profissional, levando-os a conhecer os desafios profissionais e as atuais demandas do mercado de trabalho.
A entrada é gratuita e aberta ao público.
O Campus das Faculdades São José localiza-se na Avenida Santa Cruz, 580 – Realengo, RJ.
Mais Informações: 21 3159-1249 www.saojose.br/feira
segunda-feira
Trocar de estágio com frequência nem sempre é vantajoso

O mercado pode fazer diversas leituras de um jovem que fez muitos estágios: ele pode querer desafios ou ser instável
Ainda que o período da faculdade seja o melhor para que os estudantes tenham experiências diversas no mercado de trabalho, pular de estágio em estágio em um curto espaço de tempo pode prejudicar o início da carreira do estudante, dependendo da área e da empresa onde ele almeja atuar.
Ficar menos de seis meses estagiando em uma empresa, na avaliação dos especialistas consultados - o superintendente do Nube (Núcleo Brasileiro de Estágio), Carlos Alberto Cavalheiro, e a consultora da Cia de Talentos, Maria Cristina Barbosa -, não é o suficiente para que o estudante faça dessa experiência válida.
“Em menos de seis meses, o estudante não consegue mostrar o que ele sabe e quem ele é. Ele não consegue mostrar resultados”, afirma Cavalheiro. “A partir de seis meses, ele consegue absorver a cultura e os processos da empresa. É um período mínimo”, considera Maria Cristina.
As leituras do mercado
Apesar disso, a consultora acredita que o fato de muitos estudantes terem várias experiências no currículo não demonstra apenas aspectos negativos. "A leitura que o mercado pode fazer é que esse estudante busca desafios e aprendizado", afirma Maria Cristina.
De fato, como está em período de experimentação, o estudante pode multiplicar essas experiências e mudar constantemente em busca da vaga de seu interesse. Isso é natural. "O estágio é um período de aprendizado. É ele que oferece embasamento para esse jovem", diz.
Cavalheiro, por outro lado, alerta os estudantes que exageram no direito de ter novas experiências. "Em dois ou três meses não dá para aprender o trabalho. E isso é preocupante para a carreira desse jovem, porque essas mudanças contínuas podem ser interpretadas como instabilidade", acredita. "Ele tem de dar um tempo para amadurecer no trabalho".
Para o especialista, se a questão for desafios, cabe à empresa estimular esse jovem e acompanhar seu desenvolvimento para que ele permaneça tempo suficiente para aprender algo.
Os especialistas ponderam que as possíveis leituras que o mercado faz do estudante que muda constantemente não são estanques. “Uma empresa mais conservadora pode não contratar esse jovem. Mas uma que tenha um estilo mais dinâmico pode avaliar de outra forma”, considera Cavalheiro.
Antes da mudança
Independentemente da leitura que se pode fazer de um estudante com esse perfil, antes de optar pela mudança, os jovens em início de carreira devem fazer algumas ponderações. “Até parece algo óbvio, mas eles precisam ver o que estão aprendendo na empresa”, avalia Maria Cristina, da Cia de Talentos.
Para a consultora, os estudantes precisam ter visão de futuro e tentar perceber o quanto aquela experiência pode ser válida em decisões profissionais futuras. Para Conselheiro, do Nube, uma conversa com amigos e professores pode ajudá-los na hora de decidir entre ficar e sair da empresa.
Afinal, se em poucos meses não é possível assimilar experiências concretas, tampouco é suficiente para perceber se o trabalho será válido e agradará o estudante. “Quando o candidato gosta do trabalho e se identifica com a empresa, ele fica mais tempo”, ressalta Maria Cristina.
Fonte: Administradores.com.br
Link: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/trocar-de-estagio-com-frequencia-nem-sempre-e-vantajoso/43630/
quinta-feira
Quem são os novatos?

Lauro Neto
Uma pesquisa inédita do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE/Rio) feita com 22.960 estudantes cadastrados no banco de vagas da instituição traçou o perfil dos estagiários que trabalham em 3.022 empresas em todo o Estado do Rio. Com o cruzamento de dados, o que chama mais atenção é que apesar da maioria (73%) estudar em universidades particulares, apenas 0,05% pertencem a famílias com renda acima de R$ 5 mil. Arnaldo Niskier, presidente do CIEE, não se surpreende com essa estatística.
É uma das distorções da educação brasileira. O ensino superior opera na dinêmica inversa: os estudantes pobres tem que pagar a universidade privada, e os ricos estudam de graça nas públicas. Isso, a médio e longo prazo, é insustentável. Não tem lógica. Os indivíduos de renda mais baixa são os que mais sofrem para terminar a faculdade – diz Niskier.
A pesquisa revela ainda que 74% dos estudantes moram com os pais, enquanto apenas 5% dividem a casa com amigos e 3% moram sozinhos. Para Niskier, dividir a moradia com a família é um reflexo da crise econômica, mas traz aspectos positivos.
- Muitos jovens a partir dos 15 anos tentavam declarar independência, mas houve uma regressão nesse número nos últimos anos, fruto da crise econômica e da incapacidade de se sustentarem sozinhos. Agora, estão ficando mais tempo em casa com os pais, o que é bom, pois eles são os reais educadores – acredita o presidente do CIEE.
Requisito fundamental para quem procura um estágio, um segundo idioma além do português é dominado por 62% dos jovens que responderam à pesquisa, sendo que 56% optam por estudar inglês e 20% espanhol. Na opinião de Niskier, é preciso elevar esses percentuais:
- Nossa meta é chegar a 80% até 2012, temos que oferecer um segundo e um terceiro idiomas não apenas ao estagiários, mas também aos aprendizes. Também surgiu uma demanda no CIEE por um curso de francês.
De acordo com ele, o CIEE também vai promover um seminário com o Senac para discutir oportunidade de estágio para pessoas com deficiência e realizar cursos para portadores de altas habilidade em parceria com um instituto especializado de Israel, necessidades que surgiram a partir da pesquisa.
Fonte: Jornal O Globo - Caderno Megazine
terça-feira
::ESPECIAL ESTÁGIO:: Nova Lei de Estágio
O que mudou?
Veja o que a nova Lei mudou na vida de milhares de estagiários, empresas e instituições de ensino em todo o País
Salários baixos, exploração de mão de obra, entre outros detalhes que fazem parte da, muitas vezes, sofrida vida dos estagiários, podem estar com os dias contatos.
O ex-presidente Lula sancionou a nova Lei do Estágio, que regulamentou o estágio profissional. A proposta do senador Osmar Dias (PDT-PR), havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados. A nova legislação estipulou alguns direitos e deveres, tanto para as empresas como para os estudantes.
Em suma, o projeto impôs a concessão de alguns benefícios que passaram a gerar custos mais elevados para as empresas, entre eles o vale-transporte, plano de saúde e vale-refeição, sem que o fato implique no reconhecimento do vínculo empregatício. A lei gerou especulações a respeito dos reflexos de especialistas crédulos que acreditavam que ela diminuiria as ofertas de estágios, e de outro, alguns que apostaram no aumento das vagas.
Para o advogado do escritório Velloza, Girotti e Lindenbojm Advogados, José Carlos Mota Vergueiro, para as grandes empresas, esse custo talvez não tenha sido sentido. Todavia, as pequenas empresas, não raro menos protegidas contra os reflexos negativos da economia, seguramente sofreram o maior impacto.
Vergueiro acredita que, além de coibir a contratação do estagiário como mão de obra barata para suprir vagas de profissionais já qualificados, as novas vantagens deram estímulo aos estagiários e ocasionou, por outro lado, maior competitividade entre as empresas concedentes de estágio. “Todos esses elementos considerados resultaram em uma mudança positiva, já que deverá sobrar mais recursos financeiros para que os estudantes possam arcar com os altíssimos custos com livros e a mensalidade”, destaca.
Já para o presidente executivo do CIEE, Luiz Gonzaga Bertelli, após um período de acomodação, a nova lei trouxe maior segurança jurídica às empresas, escolas e estudantes, o que estimulou a oferta de vagas de estágio de estudantes. Não é o que pensava o diretor de uma empresa de cosméticos, que não quis se identificar. O executivo disse que acreditava que a oferta de estágio diminuiria consideravelmente, já que compensaria mais para as corporações contratarem profissionais já formados. “Estávamos receosos com relação a esse assunto”, comenta.
Mas não é apenas para as empresas e seus aprendizes que a coisa mudou de figura. Bertelli ressalta que as instituições de ensino passaram a ter um papel ainda mais ativo na elaboração dos programas de estágio. Com a nova lei, o treinamento prático dos estudantes foi integrado ao currículo ministrado em sala de aula. Assim, um estudante só poderia desempenhas determinadas atividades se já tiver aprendido ou se estiver aprendendo a matéria em classe. As instituições também deverão vistoriar as instalações em que os estagiários serão instalados, “Para as duas inovações da lei, o CIEE adaptou seus sistemas, encaminhando planos de integração do estágio às propostas pedagógicas das maiores escolas do País e munindo seus técnicos com câmeras digitais para fotografar as locações e submeter às escolas. Além disso, o acompanhamento dos estagiários foi aprimorado com a entrega de relatórios periódicos e obrigatórios, bem como com a designação de orientadores de estágio da própria instituição”, relata o executivo.
O presidente do CIEE explica que o não cumprimento da lei poderá caracterizar vínculo empregatício, com o encargos previstos pela legislação trabalhista. Havendo reincidência, a concedente ficará impedida de receber estagiários por dois anos, contados da decisão definitiva do processo administrativo correspondente.
Veja o que mudou
*Poderão estagiar alunos dos ensinos superior, médio, médio técnico, educação especial e dos anos finais do ensino fundamental (na modalidade profissional da educação de jovens e adultos)
*Os estagiários deverão ter no máximo seis horas diárias e 30 semanais, exceção para os alunos da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental que não poderão ultrapassar quatro horas diárias e 20 horas semanais
*A duração do estágio não poderá ultrapassar dois anos
*Profissionais liberais de nível superior (com registro em conselhos regionais), cmo advogados, engenheiros, entre outros poderão contratar estagiários
*Concessão de férias proporcionais e vale-transporte são obrigatórios ao estagiário. Se a empresa oferecer vale-refeição ou assistência médica, não caracterizará vículo empregatício. A bolsa-auxílio também deverá ser paga em caso de estágio não obrigatório
*As instituições de ensino superior terão de adaptar os projetos pedagógicos com a previsão do estágio opcional ou pedagógico para que possam ceder o direito do estágio aos seus estudantes
segunda-feira
::ESPECIAL ESTÁGIO:: Consegui o diploma. E agora?
========================5ª. Recomendação
Consegui o diploma. E agora?
Identifique suas chances de ser efetivado ao término do estágio
Uma dúvida paira na cabeça de muitos estagiários que estão prestes a se formar: será que vou ser efetivado ou estarei desempregado daqui há um tempo? Não se desespere. Existem meios de saber se você tem alguma chance ou será de colocar seu diploma embaixo do braço e ir trabalhar por outro emprego.
O consultor da LCZ Desenvolvimento de Pessoas e Organizações, Paulo Celso de Toledo Júnior, acredita que as empresas devem ser claras quanto a seus planos para os estagiários e estabelecer indicadores de desempenho para definir a possível efetivação. “As organizações devem informar claramente ao estagiário o que ele precisa fazer para ter uma oportunidade. Desta forma, o estagiário vai saber que a acomodação pode lhe custar a dispensa ao final do prazo”, avalia.
Mas e quando a empresa não põe as cartas na mesa? O diretor da consultoria de estágios Agieer, Eduardo Collinett, explica que o estudante deve ter esta percepção das possíveis chances que terá dentro da empresa desde o momento da entrevista para a vaga. Ou seja, no dia a dia, o estudante deve interpretar o grau de importância de suas atividades, o poder de decisão delegado a ele e o nível de relacionamento com as pessoas da empresa.
Mas caso não haja uma política de acompanhamento, ele deve pedir a seu superior um feedback. “É importante utilizar momentos em que é indagado pelo superior ou RH sobre qual seu grau de satisfação com o estágio para comentar sobre seu futuro na corporação. Além disso, o estagiário para comentar sobre seu futuro na corporação. Além disso, o estagiário deve deixar claro suas dificuldades e o que pode ser melhorado em cada atividade atribuída”, defende. Se depois de todas essas tentativas você não obtiver retorno, as chances de permanecer na empresa são mínimas. Porém, isso não quer dizer que sua carreira está arruinada e tão pouco que você acaba de ganhar um atestado de incompetente.
Além disso, não é errado começar a procurar um novo emprego um pouco antes de acabar o contrato, mais ou menos uns 30 dias do final do prazo, mais isso deve ser feito com o conhecimento do gestor, orienta Toledo Júnior.
Serei efetivado?
*Observe se há vagas a serem preenchidas. Raramente uma empresa cria uma vaga apenas para efetivar um estagiário
*Perceba se há interesse de alguma pessoa, chefe ou orientador em ensinar coisas úteis em um cargo efetivo
*Analise se o seu trabalho é apenas observar, fazer trabalhos burocráticos ou lhe são atribuídas tarefas que contribuem de fato para a área onde está estagiando
*Procure saber o que empresa tem feito com outros estagiários ao final do período
*Observe se o período já foi renovado pelo menos uma vez e se já é tratado como parte da equipe
sexta-feira
::ESPECIAL ESTÁGIO:: A importância da Prática
A importância da Prática
Entenda que aproveitar as oportunidades de estágio é essencial para a sua carreira
A universitária Juliana Maringoli Limonge, que cursa Nutrição em São Paulo, tem que cumprir três estágio obrigatórios em empresas credenciadas pela universidade na qual estuda: Clínica Hospitalar, Administração em Unidades de Alimentação e Nutrição (AUAN) – que deve ser feito em um restaurante industrial ou comercial – e Saúde Pública.
Até agora, ela já cumpriu dois: na área clínica, a estudante atuou no Hospital A.C. Camargo e, no momento, cumpre o estágio no restaurante da G.R. S/A, grupo de soluções em alimentações.
Apesar de o curso exigir tantos estágios, Juliana sabe que eles serão o passaporte para o universo profissional e, por isso, faz questão de aproveitar ao máximo as oportunidades. “Por mais que eu seja uma estagiária, sempre me sento na obrigação de realizar corretamente as tarefas propostas, conforme o que aprendi em sala de aula. Não acho que porque estou na posição de estagiária devo apenas cumprir com o esperado, mas sim considerar a oportunidade de poder atuar efetivamente como uma profissional”, considera.
A estudante destaca que em ambos os estágios ela teve o acompanhamento de seus gestores e que isso foi essencial para seu aprendizado. Mas nem todo mundo tem a mesma oportunidade de Juliana. Segundo a diretora de recursos humanos da V2 Recursos Humanos, André Kuzuyama, algumas corporações pecam por não possuírem um programa de estágio estruturado e, muitas vezes, quando surgem vagas efetivas, não dão prioridade ao recrutamento interno. Para ela, o ideal é que todo empreendimento tenha um programa com regras claras, avaliações e acompanhamento. Um exemplo de empresa que se preocupa com o estagiário é a Máxima Promoções e Eventos, que atua no segmento imobiliário. Com três ano no mercado, já efetivou dois estagiários. A sócia-diretora da empresa, Roseane Oliveira, conta que o responsável por cada setor acompanha seus aprendizes em todos os processos e dão abertura para que os estagiários possam dar opiniões. “Somos abertos a idéias novas que possam ajudar nas questões da empresa, como diminuição de custo, apresentação de novos projetos, entre outros”, diz.
Fique atento
*Verifique se sua empresa tem uma política estruturada de estágio
*Perceba se o seu estágio tem um acompanhamento e avaliação de um ou mais superiores
*Cabe ao estagiário ter visão no futuro e consciência de que existe um caminho a ser percorrido
*Alguns comportamentos podem facilitar a efetivação: postura profissional (pontualidade e comprometimento); interesse em aprender (questionar e buscar alternativas); iniciativa (proatividade, disponibilidade e flexibilidade)
*Quando se candidata a uma vaga, o estudante deve ter muito claro o seu objetivo, ou seja, o que deseja obter do estágio para não se decepcionar mais tarde com o desalinhamento entre sua expectativa e o resultado obtido. A efetivação dependerá muito mais do estudante do que ele próprio imagina.
quinta-feira
::ESPECIAL ESTÁGIO:: Quanto vale ser aprendiz?
Quanto vale ser aprendiz?
Pesquisa mostra quais as vagas de estágio que melhor pagam no Brasil
Apesar de, o objetivo da bolsa auxílio ser para custear os estudos do estagiário, muito se fala sobre o baixo valor oferecido ela maioria das empresas. É claro que isso varia de acordo com a possibilidade de cada uma e do desempenho do aprendiz. Além disso, devemos levar em consideração as diversas áreas de atuação, já que algumas oferecem bons salários, enquanto outras não cobrem nem os custos dos estudos.
Mas, afinal, qual a média de remuneração para aos estudantes de todo o País? Uma pesquisa realizada pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), com aproximadamente 15 mil estagiários em todo o Brasil, revelou que a média das remunerações é de R$ 429,94 para o Ensino Médio, R$ 498,37 para o Médio Técnico e R$ 760,78 para o Superior.
O estudo informou que a área de maior remuneração de nível superior é a engenharia. A coordenadora de treinamentos corporativos da Nube, Carmen Alonso, afirma que o fato se deve ao reflexo da atual conjuntura econômica, já que nunca se construiu tantos prédios e nem se produziu e vendeu tantos carros e computadores. Por conta disso, o segmento automobilístico e da construção civil tem demandado grande volume de contratação de estagiários das várias áreas da engenharia, o que fez a bolsa-auxílio destes elevar-se significativamente. A tendência se estende também, para estudantes de ensino médio e médio técnico dos cursos de Mecânica de Precisão, Construção Civil e Edificações.
Carmen informa que outro fato que contribui para este panorama é a absorção dos profissionais de engenharias por áreas “adjacentes”, tais como comercial, finanças e administração, em que a carência por profissionais se torna ainda melhor, “Chegamos ao ponto extremo de fazer hunting (busca por profissionais especializados) para captar alunos dessas e de outras áreas específicas, com remunerações diferenciadas. Os estagiários do curso de administração pública, por exemplo, recebem mais em função da falta de estudantes desse setor no Brasil”, declara.
Nível Superior
Engenharia – R$1.469,00
Administração Pública – R$ 1.114,00
Secretariado-Executivo Trilíngue – R$ 1.051,00
Ciências Econômicas – R$ 1.005,00
Física – R$ 922,00
Tecnologia em Processamento de Dados – R$ 922,00
Comunicação Social – Publicidade e Propaganda com ênfase em Marketing – R$ 909,00
Arquitetura e Urbanismo – R$ 908,00
Química Industrial – R$ 860,00
Matemática – R$ 855,00
Nível Médio Técnico
Mecânica de Precisão – R$ 869,00
Construção Civil – R$ 808,00
Edificações – R$ 661,00
Técnico em Segurança do Trabalho – R$ 593,00
Design de Interiores – R$ 565,00
Eletrotécnica – R$ 516,00
Química – R$ 516,00
Processamento de Dados – R$ 514,00
Telecomunicações – R$ 514,00
Mecatrônica – R$ 488,00
quarta-feira
::ESPECIAL ESTÁGIO:: Não banque o mala sem alça
Não banque o mala sem alça
Veja tudo o que você NÂO pode fazer no período de estágio
Com a desculpa de que ganham um salário baixo e que não têm vínculo empregatício algum, muitos estudantes não encaram o estágio com seriedade e profissionalismo. Por´me, o que muitos deles não sabem é que durante o processo poderão aprender tarefas que serão imprescindíveis para a sua trajetória profissional e conhecer pessoas que podem fazer a diferença no futuro.
A consultora de RH da S&L, Flávia Sampaio, adverte que é essencial que o estagiário saiba da importância de seu papel na empresa e desta vivência para sua carreira. Para ela, entender que a oportunidade muitas vezes pode determinar o caminho a ser seguido profissionalmente pode demandar uma postura mais assertiva acerca do estágio. “O que pode comprometer o desenvolvimento e a performance de um estagiário é o nível de comprometimento que este tem com a sua formação e carreira”, pondera.
Mas de quem é a culpa? Da empresa, que não acompanha e nem treina direito, ou do próprio estagiário? Para Flávia, os erros acorrem de ambas as partes: da empresa, quando não tem clareza de como agregar valor ao seu negócios; e do próprio estudante, que não visualiza a oportunidade de se desenvolver, de conhecer mais sobre sua área de atuação e de criar oportunidades futuras. “È importante que a empresa diga claramente ao estagiário o que é esperado de sua performance, que o ajude por meio de feedbacks bem direcionados a entender quais são suas limitações e propor um plano de ação para o seu desenvolvimento”, alerta.
De acordo com a consultora do IDORT/SP, Elisabete Alves, para evitar os erros, o estudante deve considerar a realização do estágio em sua área de formação como um dos caminhos mais apropriados para a obtenção da desejada experi~encia, bem como um dos caminhos mais apropriados para a obtenção da desejada experiência, bem como a possibilidade de efetivação e o desenvolvimento de network, já que irá interagir com diversos profissionais em áreas distintas.
“Ele dese ter a postura de aprendiz, pedir feedback, aprender a trabalhar em equipe, ser curioso e estar disposto a novos conhecimentos”, finaliza.
Erros crassos
*Aceitar uma proposta sem ter pesquisados sobre os objetivos da área e das atividades que desenvolverá
*Acreditar que como estagiário terá menos responsabilidades
*Não demonstrar iniciativa para buscar conhecimentos
*Adotar postura passiva diante da equipe, apenas executando o que é solicitado
*Deixar de manifestar interesse ou afinidade por determinadas atividades
*Esquecer que está em período de desenvolvimento e deixar de aproveitar ao máximo as oportunidades para agregar conhecimentos
*Não estar aberto a receptivo para feedbacks
*Não ter comprometimento
*Não ter capacidade para interagir com as pessoas de forma assertiva e trabalhar em equipe
*Ser inflexível para ver situações de formas diferentes e/ou ainda defender seus pontos de vista com rigidez sem disposição para situações novas
segunda-feira
::ESPECIAL ESTÁGIO::

Por Cheyla Pereira
Seis coisas que você precisa saber
Está mais do que comprovado que os estagiários são muito mais do que verdadeiras escolas que instruem na prática o que as instituições de ensino mostram na teoria.
E para quem não leva essa oportunidade a sério, por um motivo ou por outro, uma boa notícia: segundo pesquisa realizada pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), 50% dos estagiários são efetivados na própria empresa onde estagiam e os estudantes que fizeram atividades monitoradas têm muito mais chance de se colocar no mercado de trabalho.
Por isso, destacamos a importância da prática na carreira dos estagiários que melhor pagam no país.
E por último e não menos importante, retratamos as mudanças que acontecerão na vida dos milhões de estagiários, empresas e instituições de ensino em todo o território nacional com a entrada em vigor da nova Lei do Estágio.
O assunto já divide opiniões e causa reboliço nas pequenas, médias e grandes empresas. Preste atenção nas recomendações dos especialistas em relação à postura que o mercado cobra destes aprendizes e conheça casos de estagiários que passaram por poucas e boas. Inspire-se na força de vontade destes jovens e vá à luta
Fonte: Revista Gestão & Negócios - edição n°26 - caderno Especial Estágio
O que é preciso para o jovem entrar no mercado sem experiência?
Veruska Donato e Malu Mazza
As empresas querem contratar quem tem experiência, mas é possível se destacar para conseguir o primeiro emprego.
As empresas sempre querem contratar pessoas com experiência, qualificadas. E como ficam os jovens que nunca trabalharam e estão à procura do primeiro emprego? Veja quais são as melhores formas do jovem hoje conseguir entrar no mercado. Cursos gratuitos podem ser uma boa opção.
A falta de emprego é implacável com o jovem. O número de desempregados entre 15 e 24 anos é três vezes maior do que a quantidade de adultos sem emprego.
“Eles têm muito baixa auto-estima, eles acham que eles não são capazes de nada”, conta Katia Issa Drugg, diretora do IPP.
Há muitas vagas para quem é jovem, principalmente no comércio e em escritório: auxiliar, balconista, atendente. Não precisa ser necessariamente um bico. Você pode conseguir um emprego que vai servir como uma carreira no futuro.
Na falta da experiência, busque uma empresa que tenha vaga para aprendiz. Pela lei, médias e grandes empresas são obrigadas a contratar quem tem entre 14 e 24 anos. No Programa Aprendiz Legal, do CIEE, parte da jornada eles trabalham e na outra, estudam. Em 2010, 22 mil pessoas foram contratadas através do programa.
“É uma oportunidade dele se formar como pessoa e como profissional. O programa trabalha muito a questão da cidadania paralelamente trabalhando questões comportamentais desse jovem“, explica Sylvanna Rocha, gerente nacional do Programa Aprendiz Legal, do CIEE.
Estudar, isso é essencial para o jovem. No Paraná, o trabalhador que está desempregado, é de baixa renda e tem até a quarta série do ensino fundamental pode fazer um curso de qualificação profissional de graça pelo Senai. São 11 cursos em áreas que estão com boa oferta de emprego, como a construção civil. Também há cursos para os setores de confecção, alimentação, automóveis e informática. Até o fim devem ser oferecidas 10 mil vagas em todo o estado.
Todos eles duram 40 dias e não é preciso ir muito longe de casa para participar. Uma sala de aula foi montada no salão paroquial de uma igreja e os alunos são todos da própria comunidade. O curso é de auxiliar de mecânica. Participam desde jovens que estão em busca do primeiro emprego até gente mais experiente que quer se preparar melhor para enfrentar a competição no mercado de trabalho.
Fonte: Jornal Hoje
Link: http://glo.bo/eTzFnwquinta-feira
Agora é a hora: oferta de estágio no primeiro trimestre chega a ser 20% maior

Por Camila F. de Mendonça, InfoMoney
Ao todo, segundo a Abres, estão sendo disponibilizadas cerca de 210 mil vagas de estágio, sendo 170 mil para Ensino Superior
Para quem está procurando um estágio, o início de ano é o período mais favorável para conseguir. Ao todo, no primeiro trimestre deste ano, estão disponibilizadas cerca de 210 mil vagas, sendo 170 mil para estudantes do Ensino Superior e Superior Tecnológico e 40 mil para estudantes de Ensino Médio e Médio Técnico.
Em média, de acordo com a Abres (Associação Brasileira de Estágios), a oferta de vagas nesse período é 20% maior que ao longo de todo o ano. “Existe essa sazonalidade porque muitos estudantes se formaram no ano passado e foram efetivados pelas empresas”, explica o presidente da associação, Seme Arone Junior.
A maior oferta de vagas no início deste ano também pode ser explicada pela conjuntura econômica do País. “Vivemos um bom momento econômico e esses fatores ajudam as empresas a contratarem mais”, explica o superintendente de Operações do CIEE (Centro de Integração Empresa Escola), Eduardo de Oliveira. “O aumento nessa época chega a ser em torno de 20%”, afirma Oliveira.
De acordo com Arone Junior, do total de vagas em aberto em todo o País, grande parte é voltada para estudantes de Administração, Comunicação, Informática, Engenharias e Direito.
Oportunidades
Somente o CIEE, que atua em 21 estados brasileiros, oferece cerca de 66 mil vagas nessa temporada, considerando os períodos de fim de ano até meados de março. No entanto, o centro disponibiliza cerca de 15 mil vagas a serem fechadas até março.
Diante de tantos bons números, não há dúvidas: “Agora é um bom momento para se conseguir estágio”, ressalta a gerente da Cia de Talentos, Tais Amaral. A Cia atua dando suporte às empresas no planejamento, implementação e gestão de programas de estágio, trainees e jovens MBAs e atualmente ajuda na seleção de estágio de três grandes empresas. Ao todo, neste momento, considerando também as ofertas pontuais, a empresa tem 183 vagas de estágio em aberto.
Ao longo do ano passado, o número alcançou 2.065 ofertas, considerando os 31 programas de estágio que foram abertos em 2010 e as 414 vagas pontuais, que não fazem parte de programas. Embora considere que exista o fator sazonalidade, a Cia registra estabilidade de oferta de vagas ao longo do ano. Para se ter uma ideia, no primeiro semestre do ano passado, foram realizados 13 programas de estágio e no segundo, 15.
Sem deixar para depois
Mesmo com o mercado de estágio aquecido, os estudantes, muitas vezes, deixam para depois do início das aulas a procura pela oportunidade. Arone Júnior, da Abres, considera esse comportamento um erro. “Esses estudantes que estão deixando para depois acabam sendo prejudicados porque as chances deles diminuem”, afirma. Para ele, se, por um lado, a oferta aumenta nessa época, por outro, a concorrência acaba sendo um pouco menor.
Oliveira, do CIEE, não acredita nessa queda. “Esse é o melhor momento, muitos estudantes não se atentam a isso e acabam perdendo boas oportunidades. Mas a procura não cai. Existem muitos estudantes que aproveitam essa época para buscar estágio”, afirma.
E, nessa época, muitos estudantes acabam não levando os processos a sério. Outro erro. “É preciso se manter em alerta para não passar uma imagem de falta de comprometimento”, reforça Tais. “Ele precisa participar de todas as fases e, se não puder comparecer, ele precisa nos avisar”, considera a gerente.
Para se dar bem!
Não basta ter uma maior oferta de oportunidades e uma concorrência um pouco menor para conquistar a sua vaga de estágio. É preciso também levar em conta suas habilidades e competências para se dar bem nesse mercado, que também é competitivo. “Fique atento ao seu comportamento. Tenha atitude e comprometimento”, aconselha Arone Júnior. “Não interessa se a empresa é pequena, média ou grande, é preciso ver o que ela permite que você aprenda”, avalia.
Pesquisar a empresa e conversar sobre ela com amigos e professores ajuda na hora da decisão, considera Tais. Entre as principais características para se dar bem nessa área, estão uma boa base acadêmica, inglês e informática. Experiências acadêmicas também contam e fazem a diferença. “Se o candidato já participou de empresa júnior, trabalho voluntário e pesquisa acadêmica, sempre ajuda”, afirma a gerente.
E, na hora da escolha, fique de olho no que é possível aprender com essa experiência. “O importante é verificar se as atividades que você realizará no estágio estão relacionadas com aquilo que você estuda”, aconselha Oliveira. “Não fique preso ao valor da bolsa auxílio, mas à oportunidade de carreira que a empresa está oferecendo”, ressalta.
Fonte: Site Administradores
Link: http://www.administradores.com.br/informe-se/noticias-academicas/agora-e-a-hora-oferta-de-estagio-no-primeiro-trimestre-chega-a-ser-20-maior/42756/







