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quarta-feira

Adiar a entrada na faculdade para fazer intercâmbio impacta na carreira



Infomoney

Ainda que não tenham iniciado propriamente a carreira, muitos jovens esquecem que as decisões que adotam assim que saem do colégio, de alguma forma, impactam na sua vida profissional

Fazer a escolha profissional certa pode tirar o sono de qualquer jovem em início de carreira. E, quando ele sequer entrou na faculdade ou ainda não decidiu o profissional que quer ser, o cenário fica mais difícil.

Tanto é que muitos preferem adiar algumas decisões para fazer um intercâmbio. Sair do colégio e colocar a mochila nas costas, contudo, envolve muitas questões de planejamento.

Ainda que não tenham iniciado propriamente a carreira, muitos jovens esquecem que as decisões que adotam assim que saem do colégio, de alguma forma, impactam na sua vida profissional. Adiar por um ano ou mais a entrada na faculdade para fazer um intercâmbio também.

Por isso, antes de optar por ficar e estudar ou viajar em um intercâmbio, o estudante deve levar em conta as possíveis vantagens e desvantagens que cada decisão pode gerar. "E isso vai depender muito de como ele vai direcionar a carreira", afirma a gerente de Relacionamento do Grupo Foco, Adriana Cavalcante.

Para a especialista, se o jovem já sabe o caminho que quer seguir profissionalmente, as chances de ele errar adiando a entrada na faculdade ou viajando serão menores. "Nesse cenário, a escolha de ele ir antes da faculdade ou mesmo depois interfere pouco na carreira", avalia Adriana. Contudo, entre os indecisos, decidir por um ou outro caminho faz a diferença.

Priorizar a continuidade dos estudos e privilegiar uma boa formação, na avaliação da gerente de treinamento do Nube, Carmen Alonso, dá algumas garantias ao jovem. "Adiar a entrada na faculdade por um semestre para fazer intercâmbio até vale a pena. Mas quanto menor o tempo desse adiamento, melhor", avalia. A opinião da especialista tem uma razão. "Existe o perigo desse jovem, por falta de maturidade, utilizar esse intercâmbio como turismo. E isso não agrega profissionalmente", alerta.


Maturidade

Se o jovem sai do colégio sem saber o que quer ainda, fazer uma viagem para estudar uma língua já torna o intercâmbio proveitoso profissionalmente e faz diferença no currículo. Se ele tem dúvidas sobre os passos que tem de seguir, o ideal seria aproveitar a viagem para fazer um curso profissionalizante em alguma das áreas que tem interesse. Além de ajudá-lo a decidir, o curso pode já dar um diferencial para a carreira.

"O importante é que essa viagem tem de se tornar uma experiência de reflexão desse jovem", avalia Adriana. E tornar o intercâmbio proveitoso para a carreira agora ou depois da faculdade, para as especialistas, é uma questão de maturidade. "Se, depois dessa viagem, o jovem conseguir desenvolver seus conhecimentos, suas habilidades e atitudes, ótimo", ressalta Carmen. "Os bons resultados dessa viagem para a carreira dependerão de como o jovem encarará essa experiência", completa.

A especialista acredita que aqueles que já sabem a profissão que querem seguir devem prosseguir os estudos, mas não devem descartar o intercâmbio - que podem fazer no meio da faculdade ou mesmo depois. "O intercâmbio ainda é um diferencial na carreira. O maior ganho é a fluência na língua", afirma.

Para além dos ganhos técnicos, um intercâmbio bem feito e focado em alguma formação também ajuda os jovens a desenvolverem facilidade de administrar seu próprio tempo e dinheiro.

Opções

No fim das contas, as especialistas concordam que um intercâmbio ainda é um diferencial no mercado de trabalho. E quem decidiu fazê-lo antes, durante ou depois da graduação encontrará várias opções de roteiros focados em formação que podem dar um "up" no início da carreira.

"Em um intercâmbio, basicamente, os estudantes têm três opções: viagem focada em idioma, em cursos profissionalizantes e graduação", afirma a gerente de cursos da CI (Central de Intercâmbio), Luiza Vianna. Segundo Luiza, o curso de idiomas é o mais procurado até mesmo pela sua abrangência. "Para quem saiu do colégio, esses cursos são bons para quem está sem saber o que fazer", afirma.

Do total de clientes da CI, 67% embarcam em idade universitária, de 17 a 26 anos de idade. Desse percentual, 69% fazem intercâmbio para estudar línguas, 7% para trabalhar durante as férias e 6% viajam para programas de "au pair".

Os cursos profissionalizantes, embora não muito procurados, ajudam ainda mais os jovens no início de carreira que já sabem que área querem seguir. Esses cursos geralmente são voltados para as áreas de moda, cinema, hotelaria, negócios internacionais, marketing e culinária.



Fonte: Administradores.com

Link: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/adiar-a-entrada-na-faculdade-para-fazer-intercambio-impacta-na-carreira/43538/

quinta-feira

O que saber sobre carreira no exterior



Hoje muita gente recusa convites para trabalhar fora por acreditar ter melhores oportunidades de carreira no Brasil. Veja o que pesar na hora de trabalhar fora.

Até bem pouco tempo, considerar uma oferta de trabalho no exterior era um dilema de carreira para poucos executivos. Hoje, as oportunidades para trabalhar fora do país aumentaram e estão no horizonte de muitos profi ssionais. Os brasileiros, no entanto, fi caram mais exigentes ao avaliar um convite para assumir responsabilidades no exterior. Isso se deve à maior percepção dos candidatos a expatriado de que a experiência tem alto risco de insucesso ou falta perspectiva de futuro no retorno ao Brasil. Segundo um levantamento mundial da consultoria Mercer, que no Brasil tem escritório no Rio de Janeiro, quatro em cada dez funcionários expatriados retornam antes do fi m do contrato. Os motivos são os mais diversos, mas em boa parte dos casos o retorno se dá pela difi culdade de adaptação a outra cultura. Mas há também o aspecto profi ssional, que diz respeito às pretensões de carreira do funcionário.

O administrador de empresas André Rezende da Silva, 30 anos, recusou duas ofertas de expatriação enquanto trilhava a carreira em departamentos fi nanceiros de multinacionais farmacêuticas. A primeira proposta veio em 2005, quando André era coordenador de planejamento de um laboratório alemão e recebeu a oferta para trabalhar no México. “Eu pensava em viver fora, mas o convite representava um retrocesso”, diz ele. O administrador julgou que deixaria de decidir pontos estratégicos para ser um mero consolidador de dados fi nanceiros de fi liais. Além disso, diz André, o salário não era satisfatório e a empresa não garantia qual seria o próximo passo depois da estadia mexicana. “Quando neguei a expatriação, escutei do diretor que tinha acabado de estagnar minha carreira”, diz.

A solução foi mudar de emprego. Quatro meses depois, estava em uma concorrente suíça em um cargo semelhante ao que exercia. Após um ano e meio na função, foi promovido a gerente regional, assumindo um projeto que englobava fi liais do México, Colômbia e Venezuela. Mais uma vez André recebeu uma proposta para sair do Brasil. Desta vez, teria de se mudar para a Venezuela. Estudou cada detalhe da proposta e decidiu recusar de novo. “Não topei e passei a ser fritado”, diz André, que foi transferido para um departamento fora de sua área e passou a responder a um gerente, perdendo a autonomia que já havia conquistado. Vendo minguar suas atribuições, pediu demissão há quatro meses e procura recolocação.

MOVIMENTO COMPLICADO

Segundo especialistas, a expatriação é um dos maiores desafi os na carreira de um executivo. Há ocasiões, mais raras, em que a empresa praticamente obriga o convidado a pedir demissão no Brasil para fi rmar um contrato local, sem garantia de volta ao país. Por isso, o profi ssional precisa avaliar com cuidado as condições da mudança. O índice de expatriações que dá errado é alto: 40% das tentativas são malsucedidas, mostra o levantamento da Mercer. “A difi culdade do cônjuge e dos fi lhos em se ajustar à cultura do país hospedeiro aparece como o maior motivo para a insatisfação”, diz Alberto Mondelli, diretor-geral da Mercer no Brasil, ele próprio um venezuelano expatriado. O especialista recomenda um diá logo honesto e intenso com a família antes de decidir qualquer proposta. “O intuito é verifi - car se todos aceitam acompanhá-lo (ou se vale a pena ir sozinho), já que um dos parceiros possivelmente terá de adiar seus sonhos e a carreira em prol do outro.”

O estudo da Mercer conclui ainda que menos da metade (42%) das empresas garante um cargo para quando o empregado voltar ao país de origem. O mais complicado é pensar que, em muitas organizações, a experiência no exterior é um pré-requisito para continuar crescendo no organograma — ainda que, segundo o Hay Group, consultoria em gestão com escritório em São Paulo, apenas 8% dos expatriados são promovidos ao fi m da experiência no exterior. Por isso, é preciso negociar a volta antes de arrumar as malas. “Tem que fi car claro quais serão as funções no novo país, mas também qual papel o profi ssional desempenhará caso não exista uma posição adequada na volta”, diz Alberto, da Mercer.

Pensando em se desenvolver profi ssionalmente, Luiz Villela Borges, de 31 anos, decidiu trocar o posto de gerente de produto pleno na BDF Nivea do Brasil para assumir há um ano e meio a função de gerente internacional de produto na sede da companhia, na Alemanha. “Mesmo que eu tenha fi cado desanimado em alguns momentos, tenho muito claro que estou realizando algo para conquistar um futuro melhor para mim e para minha família”, diz Luiz. Para enfrentar a adaptação, ele concentrou toda a sua energia no trabalho por três meses. Suas principais difi culdades foram reconstruir relacionamentos do zero e se adaptar à cultura alemã. “Se por um lado somos fl exíveis, nos falta disciplina para pensar a longo prazo e planejar”, afi rma Luiz. “A chave para a boa adaptação do expatriado está em observar humildemente o comportamento das pessoas do novo país”, diz Mônica Longo, diretora de RH da Nivea.

Outra regra importante para se adaptar no exterior é se esforçar para que a experiência dê certo. Assim, se o projeto der errado, você terá segurança para dizer que a sua parte foi feita. É o princípio usado pela bioquímica Cynthia Diaferia, de 33 anos, que ocupa o cargo de diretora de marketing para América Latina da marca Champix (remédio para o tratamento de tabagismo) da Pfi zer, no México. “Esses dias estava com saudade do feijão brasileiro”, diz. “Aí pensei: vou ver o que esse burrito frito tem de bom. E não é que descobri que é gostoso?”.


Fonte: Revista Você S/A

Link: http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/saber-carreira-exterior-497444.shtml


 

PIT

O Pit - Programa de Integração ao Trabalho das Faculdades São José tem como objetivo preparar e integrar o aluno para o mercado de trabalho, transmitir experiência profissional através de palestras, oficinas e workshops, além de captar vagas e supervisionar os estágios, também atua dando orientações e preparando os alunos para processos seletivos de estágios e empregos.