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quarta-feira

Como recusar uma proposta de emprego



          Depois da maratona do processo seletivo, você fica conhecendo os detalhes da oferta e vê que a cultura da empresa não se encaixa no seu perfil, ou o salário é muito baixo, ou o deslocamento diário vai ser complicado. E agora? Como recusar uma proposta com elegância? Independentemente do motivo, o importante ao dizer não, é não fechar as portas para uma futura oportunidade na organização.

A situação é difícil, requer educação e jogo de cintura. Veja o que fazer:

- Informe a decisão imediatamente - a empresa tem que preencher a vaga e você tem que procurar outro emprego, então, quanto mais cedo as partes forem comunicadas, melhor pra todo mundo. 

-  Como comunicar - A decisão pode ser comunicada por e-mail, por telefone ou pessoalmente. Mande uma texto de agradecimento, posicionando que ficou honrado com a oferta, mas que "ao longo do processo seletivo percebeu que as características do cargo não atendem aos seus objetivos profissionais." Seja direto, breve e diga que a decisão foi difícil, mas que, depois de muito refletir a respeito de alguns pontos, decidiu continuar a busca por uma nova oportunidade no mercado.

- Indique alguém -  Você pode também recomendar outro profissional, o que mostra o seu interesse em não deixar a empresa desamparada. Nada de errado em indicar um amigo ou colega, porém tenha certeza de que se trata de pessoa idônea, responsável e com comprometimento.

          O que não fazer - Não suma sem dar satisfações! Isso mostra falta de maturidade para lidar com a situação e pode fechar definitivamente as portas da empresa. Outro cuidado é não fazer leilão. Não é recomendável dizer que vai ganhar mais em outro lugar na tentativa de subir o salário. Apresente uma desculpa legítima.

Foto no currículo: sim ou não?



          O currículo é um folder profissional, que pretende vender a força de trabalho de alguém, destacando as qualificações e experiência para o mercado e deve despertar a curiosidade do empregador de conhecê-lo pessoalmente, em uma entrevista. Até mesmo alguns especialistas questionam e se contradizem no que diz respeito à inserção ou não da foto no documento. Esta é uma dúvida muito comum também para quem está procurando um emprego. 
                
          Legalmente as empresas não podem exigir fotos dos candidatos, por ser considerado de caráter discriminatório, exceto se o cargo pretendido for na carreira artística, por exemplo. Antes de colocar espontaneamente a foto no currículo e ficar de fora do processo seletivo logo de cara, é preciso estar atento a três questões:

  • O currículo com foto é exigência clara do empregador?
  • A foto demonstra profissionalismo, com luminosidade favorecendo sua aparência saudável e foco?
  • Você contrataria a pessoa desta foto?
         
          Se a resposta for “sim” para todas, inserir ou ou anexar uma foto é adequado. Entretanto, se houver uma resposta negativa a qualquer uma delas, é suficiente para que a foto não seja inserida ou anexada.
         
          Muitas pessoas se iludem, achando que uma boa imagem será decisiva na hora da seleção, mas lembre-se de que não é a sua aparência que deve ser avaliada, mas os conhecimentos e adequação ao cargo como disponibilidade, experiência anterior, habilidades, idiomas, etc. A aparência não pode fazer parte dos critérios para preenchimento do cargo pretendido, mas se houver real necessidade, a imagem deve estar coerente com o resto do conteúdo. 

          Algumas áreas de atuação, como design, artes e publicidade podem permitir um pouco menos formalidade, mas na maioria dos casos, o ideal é apresentar uma foto 3x4, somente do rosto, de frente, com semblante simpático e roupas formais, sem decotes ou cores e acessórios chamativos.

          A imagem deve estar posicionada no canto superior direito da primeira página do currículo, nunca como anexo, devido a restrições dos filtros das ferramentas de correio eletrônico.  

         Caso o candidato ache que foi prejudicado no processo seletivo por discriminação por raça, sexo, origem, estado civil situação familiar ou idade pode fazer denuncia ao Ministério Público do Trabalho, para que a empresa preste os devidos esclarecimentos ao descumprimento da Lei 9.029/95, que prevê punição para este tipo de segregação.

Seleção em grupo: entenda essa dinâmica


          
          Alguns candidatos a empregos e estágios não costumam entender os objetivos das dinâmicas de grupo em processos seletivos, o que pode atrapalhar o desempenho da maioria. Neste artigo veremos o que é pretendido pela empresa e o que se espera dos participantes. É preciso levar a sério, porque você estará sendo observado o tempo todo, mesmo antes do início das atividades. Os recrutadores não fazem isso para preencher o tempo: possuem objetivos reais, embora subjetivos, acredite.
           
Uma dinâmica de grupo, quando bem desenvolvida e conduzida, representa instrumento de avaliação valioso para observar comportamentos e atitudes que a maioria das outras ferramentas de RH não permite. Primeiro é preciso entender as mudanças no mercado de trabalho nos últimos anos. Aquele funcionário chamado “padrão”, que cumpre ordens religiosamente, robotizado e enquadrado em sistemas rígidos, não é mais valorizado. O novo perfil desejado é proativo, pronto para tomadas de decisão, criativo, trabalha com autonomia e respeita a coletividade.
           
            Interpretar as dinâmicas pode ser um erro. Tentar ser quem você não é para se sobressair e corresponder às supostas expectativas não parecerá natural e é fácil de ser percebido. Não há uma regra geral nem cursos de preparação, mas algumas competências costumam ser percebidas de imediato: capacidade de comunicação, negociação, empatia e flexibilidade. As pessoas se saem melhor neste tipo de teste quando estão relaxadas e conseguem fazer uma associação da situação proposta com os requisitos do cargo pretendido.

            Seguem algumas dicas para se destacar durante a dinâmica de grupo:

1) Chegue no horário combinado e se vista de acordo.

2) Preste atenção às explicações e orientações sobre o trabalho a ser desenvolvido, evitando conversas paralelas.

3) Observe os outros participantes e não se incomode ao ser observado.

4) Não fale muito nem pouco. Evite ficar mudo o tempo todo e procure se destacar com alguns comentários relevantes, para ser lembrado depois.

5) Se entregue e entre no jogo, tentando fazer o melhor resultado possível em relação ao pedido do coordenador da atividade.

6) Estude sobre a história da empresa, valores e produtos.

7) Nunca minta ou fale mal do chefe anterior. 

          Lembre-se de que para cada cargo existem especificações diferentes e às vezes vários candidatos são ideais, mas só há uma vaga. Não fique desanimado se você não for selecionado nas primeiras vezes. Aproveite para fazer uma autoanálise, perceba em quais competências você precisa investir mais, nunca pare de estudar e a próxima vaga pode ser sua! 

quinta-feira

Carta de Apresentação: o seu cartão de visita


          A carta de apresentação é o cartão de visita do candidato. Deve ser enviada quando há interesse em alguma vaga ou quando enviamos o currículo via e-mail. A importância dada ao documento pode variar de acordo com a política da empresa: enquanto algumas ignoram totalmente, outras tomam como decisiva para a contratação.

Uma carta de apresentação bem redigida, porém, é o primeiro contato com as habilidades de comunicação do candidato e, em alguns casos, pode até mesmo eliminar o currículo. A formatação não tem mistério, por ser um modelo de carta comercial padrão:

1) A primeira coisa é colocar o nome do destinatário: pessoa ou empresa (tenha a certeza que está correto). Caso o nome da empresa não tenha sido divulgado, comece com "Caro recrutador" ou "Prezado empregador".

2) Descreva suas características profissionais de modo que chamem a atenção do recrutador, destacando as habilidades solicitadas para a vaga disponível.

3) Para a versão impressa, o papel deve ser A4, fundo branco e as fontes mais usadas são Times New Roman e Arial, tamanho 12.

4) No primeiro parágrafo, descreva o motivo pelo qual está mandando o currículo, como ficou sabendo da oportunidade e área em que deseja atuar, ressaltando o seu interesse na vaga.

5) O segundo parágrafo deve conter a sua formação, experiência, qualidades, competências e objetivos em linguagem clara e simples.

6) O terceiro parágrafo é a despedida, colocando-se à disposição para um encontro ou entrevista. 

Neste documento não passa despercebido ao recrutador a coesão, coerência e conhecimentos do idioma ao escrever. Por isso revise o documento quantas vezes foram necessárias para evitar erros de ortografia, se precisar, peça ajuda a um revisor profissional ou pessoa de sua confiança. Lembre-se de que a primeira impressão é a que fica. 



sexta-feira

Quem tem pós-graduação ganha mais!





          Pesquisas mostraram que profissionais com MBA ou pós-graduação ganham mais. A consultoria Robert Half entrevistou executivos brasileiros de alta e média gerência e constatou que 30% receberam aumento entre 20% e 50% após a conclusão destes tipos de cursos. Em alguns casos a diferença chega a 100%.

          Há algum tempo a graduação era o diferencial. Hoje, a especialização é praticamente requisito básico no mercado. Mas não basta fazer os cursos; os conhecimentos adquiridos somente serão compensados se o funcionário aplicar o que foi aprendido e melhorar a sua eficiência no trabalho.

          A pós-graduação é uma chance de aprimoramento, ascensão profissional, além das vantagens financeiras. No Brasil há dois tipos de pós-graduação:

1)    Lato Sensu – conhecida como especialização ou MBA – curso que segue a graduação, com o objetivo técnico profissional mais específico. Destinam-se ao treinamento em determinado ramo, com foco no domínio técnico de área do saber ou da profissão.

2)    Stricto Sensu – Mestrado e Doutorado – conduz à obtenção de grau acadêmico, visando aprofundar a formação, dedicado ao estudo de algum objeto de pesquisa.

          Para o gerente da Robert Ralf, nos processos de seleção, as empresas valorizam: experiência profissional, evolução na carreira, idiomas fluentes, cursos de especialização e comportamento, nesta ordem. 

          Os cursos de pós-graduação fazem a diferença na maioria das carreiras. Quem pretende se destacar no mercado de trabalho pode se preparar para frequentar a escola por mais um ou dois anos depois da faculdade. No mercado atual, de constantes mudanças, é fundamental estar atualizado. Os cursos de pós-graduação aumentam a empregabilidade, pois têm foco em ferramentas que possibilitam ao profissional implantar melhorias nos processos e ter mais agilidade e eficiência na tomada de decisões no ramo de negócio em que está inserido.

          Afinal, a sua evolução profissional não pode parar!


quarta-feira

Como se comportar em uma dinâmica de grupo



          Em praticamente todos os processos seletivos há pelo menos uma dinâmica de grupo. Normalmente o objetivo é identificar se as habilidades, desempenho das tarefas em equipe, liderança e outras características pessoais dos candidatos são compatíveis com as qualidades pessoais e comportamentais desejáveis para o cargo a ser preenchido.

Este tipo de atividade é realizado com, no mínimo, seis candidatos e, normalmente é a primeira etapa presencial da seleção. Algumas dicas para se dar bem são: dormir cedo, chegar ao local com antecedência, não contestar ou recusar a participação em alguma etapa e não interromper a dinâmica. 

Para se destacar e chamar atenção dos recrutadores siga estas dicas:

- NÃO FALE DEMAIS - Nem sempre quem mais fala é o melhor, mas também não fique muito quieto. O que é importa é a coerência, cortesia e o conteúdo dos comentários, que devem ser feitos na hora certa, sem interromper as atividades propostas. Evite sempre gírias e nunca use palavrões ou palavras difíceis, que ninguém entende.

- FAÇA UMA PESQUISA PRÉVIA SOBRE A EMPRESA - Conhecer os valores, produtos e tipo de negócio desenvolvido pela empresa ajuda o candidato a perceber os objetivos das dinâmicas.

- VISTA-SE ADEQUADAMENTE - Você não vai a uma igreja de biquíni, nem à praia de terno e gravata. Adequação é a palavra de ordem na hora de se apresentar na dinâmica de grupo. Procure saber se a organização tem um perfil jovem ou conservador. O tipo de vaga também deve ser considerado: processos seletivos para advogados ou área financeira requerem roupas mais formais, por exemplo. Evite transparências, regatas, decotes e saias muito curtas. 

A dinâmica de grupo permite avaliar a inteligência emocional dos candidatos, não é terapia, não avalia perfil psicológico e não é brincadeira. Os tipos mais usados são: aquecimento (quebra o gelo), sensibilização (apresenta situações de tensão), "team building" (capacidade de interação) e jogos de estratégias (com planejamento e objetivos).

Muitas vezes o candidato apresenta um ótimo currículo, entretanto não tem habilidades para trabalhar em grupo, tomar decisões e se relacionar com os outros. Por outro lado, uma pessoa com menor formação técnica pode se mostrar qualificada e demonstrar qualidades na liderança e tomada de decisão em benefício da coletividade.   Um avaliador procura indivíduos que se diferenciam dos outros, por isso não tente parecer o que não é e passe pelas dinâmicas de grupo como se passasse pelas experiências da vida. Controle o nervosismo, aja naturalmente, que tudo vai dar certo!

quinta-feira

O que desqualifica o seu currículo?



          Um dos objetivos do currículo é despertar o interesse e abrir caminho para uma entrevista. Os recrutadores recebem dezenas e centenas de currículos e não querem perder tempo no processo seletivo. Algumas falhas básicas no envio do documento descartam o currículo logo de cara. 

         Para não desqualificar  o seu currículo, selecionamos alguns cuidados, segundo os especialistas em recrutamento:
        
CARTA DE APRESENTAÇÃO
Esta é a oportunidade de você mostrar, no primeiro contato, que se expressa bem, escreve corretamente e com clareza e outros traços do caráter. Portanto, currículos sem uma carta de apresentação provavelmente nem serão considerados e há grandes chances de você ter desperdiçado uma oportunidade. 

INCOMPATIBILIDADE
Nada mais chato para os recrutadores do que receber currículos de candidatos que não se adequam à vaga. Antes de se candidatar, tenha a certeza de que todos os itens solicitados fazem parte da sua vida profissional e não panflete seu currículo, enviando indiscriminadamente e sem objetivos. Leia atentamente os requisitos e pesquise sobre os valores, produtos e serviços produzidos pela empresa.

OMISSÃO DE INFORMAÇÕES
O currículo deve ter informações detalhadas da sua trajetória na carreira. Omitir ou esquecer-se de mencionar informações importantes é pecado mortal na hora de procurar um emprego. Seja transparente e prepare um currículo para cada vaga, alinhando com as expectativas da empresa e enaltecendo os seus pontos fortes. 


sábado

A maior rede profissional do mundo


          Os currículos em word não têm mais relevância no mundo moderno. A maioria dos caçadores de talentos está buscando nas redes sociais informações que precisam sobre candidatos a vagas de emprego. Há uma infinidade de redes sociais na Internet com conteúdos, objetivos e públicos diferentes, mas alguns ambientes foram especialmente criados para contatos profissionais e devem ser aproveitados.

          O LinkedIn cresce a cada dia, com mais de 150 milhões de usuários no mundo, 7 milhões no Brasil. Na hora de procurar emprego esta ferramenta não pode ser deixada de lado. É possível manter contatos através de conexões com pessoas e empresas e se candidatar a vagas aproveitando as funcionalidades para manter-se atualizado e tornar-se uma referência na área de atuação.

          É preciso desenvolver uma estratégia: ter um perfil completo com informações da carreira, conversar com outros profissionais e trocar informações. Outra dica importante é participar de grupos que tenham a ver com a área de atuação. O valor de um grupo é medido pelas ações dos integrantes e requer o mínimo de etiqueta:

1) Ouvir primeiro e depois falar. Interaja com discussões abertas, só então inicie a sua própria discussão, assim você já terá conhecido a cultura ou atmosfera do grupo.

2) Evite vender ou fazer marketing. Se alguém busca informações, responda diretamente a quem solicitou, em mensagem privada.

3) Cuidado com multiplataformas. As postagens do Twitter, por exemplo, podem ser trazidas para o LinkedIn, mas são de outro tipo, para outra ferramenta, então todo cuidado é pouco.

4) Seja educado, evite argumentações acaloradas, não use termos chulos ou palavrões.

          É recomendável um cronograma de atividades online. O ideal é entrar no LinkedIn duas vezes por dia pelo menos, ler e participar de grupos e discussões, compartilhando informações e buscando oportunidades na maior rede de negócios do mundo.

quinta-feira

Como anda a sua empregabilidade?


         

           Durante muitos anos as empresas cuidavam e garantiam a ascendência das carreiras, muitas vezes oferecendo vantagens e promoções por tempo de serviço. Hoje o cenário é bem diferente. Competências, habilidades e conhecimento são importantes para conseguir e manter um emprego. A manutenção destes requisitos a ponto de se destacar no mercado competitivo chama-se empregabilidade. 

           A professora Denize Rachel Veiga, cita o conceito na terceira edição do livro Guia de Secretariado, Ed. Érica, página 37: 

         Compreendemos por empregabilidade a condição daquele profissional que está apto a entrar e manter-se no mercado de trabalho, e que possui flexibilidade para se adaptar às constantes mudanças. O profissional empregável possui conhecimentos, competências, habilidades e atitudes que o tornam importante no mercado de trabalho. A relevância não está associada somente à empresa em que ele trabalha, mas ao mercado de uma maneira geral. O profissional que tem empregabilidade decide o rumo de sua carreira profissional, enquanto o que tem baixa empregabilidade está sujeito às circunstâncias." 

           Quem tem alta empregabilidade sabe dos seus pontos fortes e fracos e determina o rumo da própria carreira. É a pessoa que está sempre se preocupando em aperfeiçoar competências, aumentar os conhecimentos e ampliar e manter ativa a rede de relacionamentos.

Para saber como anda a sua empregabilidade procure analisar as vagas publicadas para a sua área de atuação. Preste atenção no que as empresas estão exigindo ou considerando como desejável. A partir daí é possível fazer uma comparação com o currículo atual e diagnosticar as deficiências a vencer para ser bem sucedido. 

Vale lembrar que, além de ter conhecimentos atualizados, é preciso ter facilidade de relacionamento e comunicação, fluência tecnológica e em algum idioma estrangeiro. Postura, atitudes e grau de confiança, o chamado capital ético, também tem sido cada vez mais observado e valorizado pelas organizações. 

O jeito certo de pedir demissão



          Você está insatisfeito com o seu emprego atual ou conseguiu uma nova colocação? É hora de partir para novos desafios profissionais, mas como avisar ao seu gestor sem abalar a sua reputação?

         Este é um momento delicado que requer certeza absoluta da decisão. Especialistas em comportamento dão dicas de como sobreviver aos dias que antecedem a sua saída da empresa sem sujar as suas referências.  
        
ESPERE O FECHAMENTO DO OUTRO CONTRATO – Seja por crise econômica ou alterações na estrutura da empresa, alguns processos seletivos são interrompidos ou cancelados. Só peça demissão se tiver assinado o contrato com outra organização e tenha certeza da data de início, não se contente com promessas.

SEJA DIPLOMATA – Não é hora de barracos e lavar a roupa suja. Evite críticas e acusações e mantenha a elegância acima de tudo. Peça um tempo ao seu chefe e discuta primeiramente a situação com ele, respeitando a hierarquia e nunca se dirigindo diretamente ao RH.

ESTEJA PRONTO PARA UMA CONTRAPROPOSTA – E se o seu chefe atual fizer uma proposta com aumento de salários ou benefícios? Você deve estar preparado para dar uma resposta. Lembre-se de que aceitar um aumento depois da comunicação de saída pode causar uma impressão negativa, de lealdade questionável.

SAIBA O MOMENTO CERTO – Cuidado para não deixar a empresa na mão. Avise com antecedência e, se possível, treine outra pessoa para exercer as suas funções. Deixe a casa em ordem e aproveite os últimos dias para repassar os projetos em que está envolvido, para que a empresa não saia prejudicada.

SEJA DISCRETO – Nada de sair falando a novidade pelos corredores e rodinhas com os colegas. Quem deve fazer a comunicação da sua saída é a empresa.

A DESPEDIDA – No último dia de trabalho você pode mandar um e-mail ou mensagem para as pessoas com quem teve proximidade e conviveu mais neste período. Aperte a mão do seu chefe, sorria e agradeça, ressaltando os pontos positivos da convivência. Pegue seus pertences e saia de cabeça erguida. 

          A vida segue e a troca de emprego faz parte do crescimento profissional. Pedir demissão não é nenhum bicho de sete cabeças, basta fazer do jeito certo, com ética, postura e transparência, evitando atritos desnecessários.

É fácil para os recrutadores descobrirem mentiras no CV?




         Muitas pessoas mentem no currículo achando que podem enganar os recrutadores e assim, conseguir uma vaga de emprego. Mas, como dizem, a mentira tem pernas curtas e, com o avanço da tecnologia, fica mais fácil descobrir informações falsas fornecidas pelos candidatos.

         O autor do livro “O Instituto do Sucesso”, Renato Gringerb disse, em entrevista para a revista Exame, que os recrutadores checam tudo! Desde a formação, entrando em contato com as escolas e faculdades, até as experiências anteriores, conversando com antigos empregadores.

Segundo o autor, a mentira mais fácil de pegar é a fluência em idiomas. Com apenas uma pergunta ou duas em Inglês, por exemplo, é possível “descobrir” se o candidato falou a verdade no currículo. As redes sociais como Facebook e LinkedIn também são consultadas, para “pegar” incompatibilidades com a descrição do perfil ou cursos extras. Algumas empresas fazem levantamento até sobre antecedentes criminais e histórico de inadimplência no Serasa.

         Mentir no CV revela muito sobre você e o seu caráter, sendo decisivo para a contratação. Quem não fala a verdade no currículo demonstra uma postura ética sem princípios básicos de honestidade, desejável em qualquer empresa. Para quem não sabe, esta atitude também tem implicações legais. Se houver denúncia, além do candidato perder a credibilidade no mercado, pode cumprir de dois meses a dois anos, pena prevista no Projeto de Lei 6561/09.

quarta-feira

Profissão: recém-formado desempregado


         
           Você se formou, e agora? Depois da entrega do TCC e comemorações da formatura é hora de se preocupar com a sua carreira. O ideal seria que a empresa que proporciona o estágio contratasse o recém-formado, mas, infelizmente, não é o que acontece na realidade. A maioria encerra a atividade, dispensando o profissional e contratando outro estagiário, pela facilidade da mão de obra barata.

            Não se sinta desencorajado e encare a tarefa de conseguir um emprego como um trabalho. Ficar em casa sentindo pena de si mesmo, assistindo TV o dia todo e atualizando o Facebook não ajuda muito; mantenha-se ocupado e produtivo. Veja algumas dicas:

1)    Faça um trabalho voluntário – além de mostrar aos potenciais empregadores que você está fazendo bom uso do seu tempo, ajuda a comunidade e acumula experiência para o seu currículo.
2)    Capriche no network – deixe que seus amigos e familiares saibam que você procura emprego. Quando souberem de alguma oportunidade, provavelmente irão avisar.
3)    Use as redes sociais – e preciso manter o perfil atualizado, compartilhando e comentando assuntos da área de interesse profissional. Os recrutadores verificam as contas online, principalmente o LinkedIn.
4)    Não pare de estudar – há uma infinidade de cursos gratuitos online, portanto falta de dinheiro não é desculpa para manter-se atualizado.
5)    Personalize seu currículo – faça diferente, saia do padrão tradicional. O currículo é a primeira impressão do candidato no que se refere a postura e imagem.

          Neste momento de transição é comum questionar as habilidades profissionais e procurar por vagas em setores que não gosta, somente pelo dinheiro. Passar de recém-formado a trabalhador infeliz não vai resolver o seu problema e desvaloriza todo o investimento intelectual e financeiro de tantos anos de estudo.

      Se você está desempregado, o seu trabalho é conseguir um emprego. Dedique de 8 a 9 horas por dia, como se estivesse trabalhando e não se desvie do seu plano de carreira.  O momento é favorável: de acordo com o IBGE, a taxa de desemprego caiu, se comparada aos anos anteriores.

      Não há regra para se conseguir um emprego. O que faz a grande diferença no início deste novo ciclo é a força de vontade e não desaminar com as primeiras respostas negativas. A depressão e baixa auto-estima são os grandes adversários, mas lembre-se de que a oportunidade não vai bater na sua porta, é preciso fazer contatos, participar de eventos, palestras e cursos de extensão. Mexa-se, você não está de férias!


terça-feira

Porque eu não consigo um emprego?


          Depois de muitos meses procurando uma oportunidade, é comum começar a fazer alguns questionamentos. Não é hora de desanimar e colocar a culpa no destino, mas de rever as estratégias.


  
          As oportunidades estão por aí, mas talvez seja preciso corrigir alguns possíveis erros:


 - cada oportunidade requer um perfil diferente – algumas vezes é necessário adequar o currículo aos requisitos específicos da vaga. Procure ressaltar cursos e experiência profissional relevantes. É desaconselhável também se apresentar para vagas que estejam muito acima ou abaixo do seu nível profissional.

presença digital – não dá mais para correr da Internet. A tecnologia está presente em praticamente todas as áreas profissionais e é preciso estar atualizado. As redes sociais também são consideradas fontes de informação sobre os candidatos. A grande maioria dos recrutadores e headhunters fazem pesquisas em redes digitais como o LinkedIn, Facebook, Twitter e outras. Fotos indiscretas, comentários preconceituosos e de baixo calão descartam o candidato quando estão em desacordo com a filosofia e cultura organizacional do empregador.

- apresentação incompatível – a afinidade entre o candidato e o contratante é sentida no primeiro contato. Para se apresentar de acordo com o status e a ideologia da empresa, é importante fazer uma pesquisa prévia. Procure conhecer os fatores que a organização valoriza na hora de contratar um colaborador. A atitude é muito importante neste momento e devem ser evitados os ares de superioridade, assim como agressividade, excesso de intimidade com o entrevistador e uso de gírias.

 - utilização incorreta da língua portuguesa – se há alguma dúvida no preenchimento do currículo é melhor contratar um revisor. Erros de português no currículo podem diminuir muito as chances de conseguir um emprego e são considerados inadmissíveis.

- idade acima de 40 anos – infelizmente o preconceito e discriminação ainda existem no mercado de trabalho. Algumas vezes a restrição de idade está explícita no anúncio da vaga. Esteja atento.

- excesso de instabilidade – ficar pulando de emprego em emprego não transmite uma boa imagem, mas permanecer no mesmo cargo durante décadas também não. As chances diminuem para quem ficou menos de dois anos nos últimos três empregos.

- expectativa salarial muito acima do oferecido – o contratante pode ficar inseguro, achando que você sairá do cargo quando aparecer uma oferta melhor. É preciso verificar se há outros benefícios agregados, como plano de saúde e aposentadoria, bolsas de estudos, oportunidades de carreira, e outros.



São muitos os motivos pelos quais um candidato perde uma vaga de emprego. Sempre que necessário faça uma avaliação com imparcialidade, e mude o que pode estar errado.


 Não desista e procure oportunidades compatíveis com o seu perfil!

sexta-feira

Especial Entrevistas: O Feedback


Depois da Entrevista

O entrevistador quem encerra a entrevista. Talvez você ouça a famosa frase: "Vamos entrevistar outros(as) candidatos(as) e, em breve, lhe daremos um parecer". É ele quem tem a atitude de lhe estender a mão, agradecer sua presença, levantar-se da cadeira e acompanhá-la (ou não) até a porta de saída.

- Mesmo que você ache que a entrevista não tenha sido tão boa, saia da sala da mesma forma que entrou: cabeça erguida, mantendo um sorriso discreto, agradecendo a atenção que lhe foi dispensada. Sinta-se tranqüila e tenha uma expectativa confiante "moderada" para não se decepcionar caso não tenha sido muito bem sucedida na entrevista ou no teste. Seja sempre otimista, não desista nunca, muitas vezes temos que bater em muitas portas para que uma delas possa ser aberta.

- Mantenha a ansiedade sob controle, pois o dia seguinte pode ser um dos momentos mais ansiosos de sua vida. Se tudo correu bem, surge o nervosismo inevitável. Se houve incidentes, a desolação se instala. Antes de embarcar em atitudes desgastantes, descubra como manter o autocontrole.

- Outro ponto importante é aceitar que há a possibilidade da desclassificação. Um processo de seleção envolve dezenas, centenas e até milhares de candidatos. Matematicamente, é grande a possibilidade de você não ser a escolhida. Mas, se isso ocorrer, não encare a tentativa como um fracasso pessoal.

- E se o telefone não toca nunca? Nem para dizer que você está fora da seleção? A maioria dos entrevistadores não se preocupa em dar satisfação para os participantes de um processo de seleção, a não ser para os finalistas. E aí está um dos pontos de tormento dos candidatos. Experimente agir assim:
- Espere 15 dias e telefone.
- Fale que participou de tal processo e que continua interessada na oportunidade.
Espere mais três dias e tente de novo.
- Não pressione com argumentos desesperados ou ameaças.
- Fale apenas com o próprio recrutador que a entrevistou. Não adianta deixar recados com outras pessoas.
- Também não deixe recados na secretária eletrônica dele. Um e-mail pode ser mais eficiente.
- Não se deixe abater com a falta de resposta.
- Se nenhuma das sugestões anteriores der certo, esqueça e se prepare para a próxima seleção.

Racionalize assim: enquanto houver muito mais candidatos do que vagas, o mercado não se preocupará com os sentimentos das pessoas. Se um dia, no entanto, chegarmos ao nível de pleno emprego tão sonhado, serão eles que correrão atrás de você.

Fonte: http://www.dragteam.info/forum/carreira-empregos/13543-antes-durante-e-apos-uma-entrevista-de-emprego.html

quarta-feira

Especial Entrevistas: O que usar e como se comportar.


O que vestir?

Bem vestido pra entrevista.

Embora elegante, o terno ou terninho, pode ser substituído numa entrevista de emprego menos formal. Veja as variações, mas fique atento ao perfil da empresa.

Homens: ter ou não ter barba?
Os barbudos estão na moda, mas o visual ainda não conquistou o ambiente corporativo.

Mulheres:

Nada de decotes e saias abaixo dos joelhos.


Como se comportar!

Entrevista de Emprego

Renata Avediani, repórter da VOCÊ S/A, dá dicas importantes para você não pisar na bola na entrevista de emprego.


Prepare- se para a Entrevista

As entrevistas de emprego geram muita ansiedade. A especialista em recursos humanos, Elaine Saad, da Right Management, dá algumas dicas para você não fazer feio nesta hora.


* É preciso se conhecer primeiro

Antes de definir e escolher o objetivo profissional, e independente do que se quer atingir, é preciso que as pessoas conheçam seus pontos fortes e fracos. Essas e outras dicas são dadas pela especialista em RH, Elaine Saad.

* Antes,durante e depois

Conhecer o perfil da empresa, se apresentar bem, enviar carta de agradecimento após a entrevista são detalhes que ajudam você se destacar durante o processo de seleção.


Fonte: http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/curriculo-entrevista-573005.shtml

terça-feira

Especial Entrevistas: Currículo


Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo é importante investir em um bom currículo a fim de poder ser contratado mais rapidamente.

“O currículo é uma das melhores formas de marketing pessoal. É por meio dele que uma empresa avalia o perfil de um profissional”. Explica o consultor da Aims – Internacional Management Search, José Kantek. De acordo com o especialista em Marketing, Propaganda e Gestão Empresarial Alexander Baer, as empresas buscam pessoas que melhor saibam vender sua marca. “Um profissional que sabe trabalhar suas qualidades, tem melhor potencial para a venda da marca da empresa”, disse Baer.

Um bom currículo deve ser sucinto, claro e objetivo, sem rasuras ou informações inúteis. Nada de informar cursos não compatíveis com a área de atuação desejada ou exagerar nas qualidades.

DICAS:

  • Marketing pessoal não é propaganda enganosa. Ter autoconhecimento é fundamental para que você mostre a sua essência.
  • É interessante fazer uma pesquisa para saber o que os outros acham de você. Aprenda a usar essas análises a seu favor.
  • A busca de motivação ajuda na luta pelos objetivos e a melhorar relacionamentos.
  • Planeje. Cada um deve estipular metas a curto, médio e longo prazos para os planos de vida.
  • Uma rede de contatos é uma grande ferramenta de marketing. Mantenha seus relacionamentos sempre atualizados. Cada pessoa que passa por sua vida pode ajudar a gerar negócios.
  • Tenha espírito empreendedor. A atualização e reciclagem profissional torna você um profissional com uma marca própria.
  • Dê atenção aos que o cercam. A valorização de outras pessoas pode resultar em uma boa imagem na mente daqueles indivíduos.
  • Tenha ação, ação, ação, ou seja, atitude para fazer acontecer.


Fonte: http://casesdesucesso.wordpress.com/2008/02/26/a-importancia-de-um-bom-curriculo/

segunda-feira

::ESPECIAL ESTÁGIO::




Por Cheyla Pereira

Seis coisas que você precisa saber


Está mais do que comprovado que os estagiários são muito mais do que verdadeiras escolas que instruem na prática o que as instituições de ensino mostram na teoria.

E para quem não leva essa oportunidade a sério, por um motivo ou por outro, uma boa notícia: segundo pesquisa realizada pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), 50% dos estagiários são efetivados na própria empresa onde estagiam e os estudantes que fizeram atividades monitoradas têm muito mais chance de se colocar no mercado de trabalho.

Por isso, destacamos a importância da prática na carreira dos estagiários que melhor pagam no país.

E por último e não menos importante, retratamos as mudanças que acontecerão na vida dos milhões de estagiários, empresas e instituições de ensino em todo o território nacional com a entrada em vigor da nova Lei do Estágio.

O assunto já divide opiniões e causa reboliço nas pequenas, médias e grandes empresas. Preste atenção nas recomendações dos especialistas em relação à postura que o mercado cobra destes aprendizes e conheça casos de estagiários que passaram por poucas e boas. Inspire-se na força de vontade destes jovens e vá à luta


Fonte: Revista Gestão & Negócios - edição n°26 - caderno Especial Estágio

terça-feira

Como usar a internet para obter um emprego




Por Marcio Orsolini

Sites especializados e redes sociais oferecem milhares de vagas; saiba como usar a rede a seu favor


A vitrine de uma loja é o principal artifício para chamar atenção dos clientes para os produtos. Todo mundo olha o que a loja oferece e até quem não pensava em comprar pode mudar de ideia se o produto for de qualidade. Com a internet não é diferente. Principalmente para quem deseja encontrar uma oportunidade de emprego. Com a proliferação de sites especializados em carreira e redes sociais, é possível fazer da web uma vitrine. E acredite: os recrutadores estão de olho.

Segundo as principais consultorias de recursos humanos ouvidas pelo Portal EXAME, a internet se tornou uma das principais fontes de busca por profissionais e de divulgação de vagas de emprego. "Ela democratiza o acesso às vagas. Todo recrutador profissional vai pesquisar na internet e nas redes sociais. É uma forma eficiente de aumentar o leque de opções", diz Willian Bull, consultor sênior de capital humano da consultoria de recursos humanos Mercer.

Em pesquisa recente, o Ibope Nielsen Online constatou que os brasileiros passam em média 26 horas online por mês - e boa parte desse tempo usado na busca de um emprego. Os sites enquadrados na categoria "carreira" tiveram 5,1 milhões de usuários únicos em dezembro, o equivalente a 20% dos internautas residenciais do país. Hoje há cerca de 100 sites de carreira, envio de currículos ou concursos públicos, além de redes sociais especializadas em emprego.

A internet, no entanto, não substitui tradicionais etapas até a contratação como entrevistas com headhunters, RH de empresas e com o empregador direto, a quem cabe a decisão final. Mas é uma grande vitrine para mostrar suas competências profissionais. Veja a seguir como usar a internet para encontrar oportunidades de emprego.

Redes sociais
Se engana quem pensa que as redes sociais servem apenas para o lazer. O fato de poder formar uma rede de contatos fez com que o uso de ferramentas como Orkut e Facebook, por exemplo, se tornassem um meio de buscar emprego e se mostrar disponível às novas oportunidades. No Orkut, a rede de relacionamentos mais popular no país, há 996 comunidades com a palavra "emprego". Elas oferecem vagas com carteira assinada, trabalhos temporários, estágios e programas de trainee nas mais diversas áreas e regiões do país. A comunidade "Empregos em São Paulo", por exemplo, conta com quase 10.000 membros.

Recentemente, o serviço de microblogs Twitter vem ganhando a atenção dos usuários. Ele é a rede que mais cresce em todo o mundo. Lançado em 2004, o Twitter registrou 19,1 milhões de usuários em março, segundo a comScore, empresa de medição de audiência na internet, um aumento de 194% em relação a fevereiro. É claro que uma rede tão grande se torna um bom lugar para a divulgação de vagas. Pensando nisso, o foi inaugurado o serviço Twitter Jobs, que compila vagas de diversas áreas postadas na rede.

Mas há também perfis criados especificamente para isso. É o caso de Trampos, criado em maio de 2008, pelo webdesginer Tiago Yonamine, destinado principalmente à profissionais que trabalham com internet. Desde então foram postadas 280 vagas e cerca de 50 pessoas foram contratadas. Entre elas está a designer industrial Vanessa Marques. A paulistana de 29 anos trabalha como arquiteta de informação da agência de publicidade Almap BBDO há oito meses. Ela decidiu procurar uma nova oportunidade quando soube que a produtora onde trabalhava iria fechar. "Consegui cinco entrevistas em um mês. Foi a primeira vez que procurei emprego na internet", conta ela que também ficava de olho nas oportunidades do portal Click Jobs, especializado em vagas para a internet.

Sem dúvida a rede social que mais se destaca na busca por empregos e formação de contatos é o LinkedIn. Criado em 2003 pelo empresário americano Reid Hoffman (leia entrevista aqui), o site conta hoje com 41 milhões de usuários - 500 mil deles só no Brasil, o que faz o país figurar na lista dos dez maiores em número de cadastrados. Gratuitamente, profissionais de qualquer área e escolaridade podem se cadastrar e participar de grupos de empregos. Mesmo com essa democracia, o LinkedIn se tornou referência para headhunters em busca de profissionais qualificados. E tem se mostrado eficaz.

É o caso da analista de TI Solange Oliveira, de 40 anos. Há três anos quando ela criou um perfil no LinkedIn, seu objetivo inicial era outro. "Queria apenas manter contato com as pessoas que trabalharam comigo. Não acreditava que poderia conseguir um emprego", diz ela. A rede de contatos - uma das bases do site - ajudou Solange. Depois de deixar o cargo de gerente de TI, ela avisou em seu perfil que buscava novas oportunidades. No mesmo dia, recebeu o contato do diretor de uma empresa de materiais esportivos para saber se ela gostaria de participar de um novo projeto. O diretor da empresa é amigo de um ex-colega de trabalho de Solange, que a recomendou para a vaga. "Nós marcamos uma conversa pelo Skype e depois de três semanas fechamos o contrato quando ele veio participar de um evento em São Paulo", conta ela que hoje ganha o dobro do salário anterior como diretora de e-commerce. O projeto, ainda sigiloso, vai construir uma rede de e-commerce para a empresa. Agora, ela também está contratando novos profissionais para sua equipe via LinkedIn.

QI com recompensa
Uma das formas mais comuns encontradas por consultores de recursos humanos para encontrar candidatos é a indicação. Pensando nisso, dois novos sites apostam na figura do indicador para encurtar o tempo do processo de seleção, baseados no site inglês Zubka. Em março deste ano, a empresa de RH Allis, uma das maiores do Brasil, lançou o Indica, um site de hunting online.

O Indica é procurado por empresas para divulgar oportunidades de emprego. Qualquer um pode indicar profissionais que atendam aos requisitos das vagas divulgadas no site. A empresa faz então uma triagem dos melhores candidatos e envia para as empresas. Se alguém da lista for contratado, o Indica recebe uma comissão de 60% do salário mensal do novo funcionário. Já a pessoa que fez a indicação pelo site recebe uma comissão de 300 a 2.500 reais.

"A ideia é que em dois ou três dias você tenha uma lista de candidatos para uma vaga, enquanto um processo de seleção normal, sem o uso de internet, mas através de headhunters, leva cerca de duas semanas", explica o criador do site Dan Turkieniez. Segundo ele, o serviço é particularmente interessante para empregos com salários de 2.000 a 15.000 reais, um nicho ainda pouco atendido por headhunters e consultorias de RH.

A base atual do site tem 5.000 indicadores e cem empresas cadastradas – entre elas, a Natura e a Odebrecht. Para evitar indicações aleatórias de candidatos, apenas visando a recompensa, o número do CPF é pedido na hora do registro, e um ranking de indicadores é feito regularmente. "Quem abusar, fica bloqueado no sistema", diz Dan.

O Indica foi inaugurado recentemente, mas já possui concorrentes. O engenheiro Helder Santos e a consultora de recursos humanos Fran Winandy criaram em novembro de 2008 o Alludere. A ideia do site é focar também nos indicadores. Neles e nas empresas apenas. A empresa anuncia suas vagas e o site dispara alertas para sua rede de 1 000 indicadores que enviam currículos de candidatos à Alludere. Lá é feita uma triagem dos candidatos e os mais qualificados são encaminhados para a próxima etapa do processo.

"Como ainda somos um serviço recente, as empresas ainda mantém paralelamente seus próprios métodos de seleção, seja por headhunters ou internamente", explica Fran. Caso um candidato seja contratado pela empresa, o indicador recebe 50% dos honorários pagos a Alludere. "Nosso preço varia de 8% a 11% do salário anual. A ideia é ter o valor menor que um headhunter, que cobra de 15% a 22%", diz Fran.

Há quase dois meses, a publicitária Flávia Favaro Moreno, de 33 anos, foi contratada como gerente de comunicação corporativa da Eurofarma num processo que durou apenas dez dias. A indicação foi da administradora Christine Gautier, da Bebop Consulting, com quem a Alludere já havia entrado em contato para fazer parte do banco de indicadores. "Depois da entrevista com a Christine passei por mais duas etapas: entrevista no RH da empresa e com a diretora da minha área", conta Flávia.

Cadastre seu currículo
Uma das dicas dos profissionais de recursos humanos é para que os candidatos se cadastrem na página do trabalhe conosco. "É o primeiro lugar que as empresas olham quando precisam de alguém", diz Jairo Okret, sócio-diretor da Korn/Ferry, responsável pela área de TI para busca de profissionais. Para a consultora Jacqueline Resch, da Resch Recursos Humanos, os candidatos não apenas cadastrar, mas sempre atualizar seus currículos em sites de empresas.

Tradicionais e eficazes também são os sites que funcionam como banco de currículos. Um exemplo é o americano Monster, um dos maiores do mundo, com 80 milhões de cadastrados. Criado em 1994, o site só chegou ao Brasil há dois anos. A versão nacional ainda é pequena, mas vem apresentando um forte ritmo de crescimento. Em janeiro de 2008 havia 20 000 usuários. Um ano depois o número saltou para 180 000, com a maioria das vagas para ensino superior, com foco em nas áreas de vendas, marketing, finanças, TI, telecom, administrativo e engenharia. O usuário se cadastra no banco de dados gratuitamente.

Criado em 1996, o Catho é um dos mais populares sites de emprego do país. O site é indicado principalmente para profissionais com salários de até 5.000 reais. Hoje, ele conta com uma base de 1,9 milhão de inscritos – sendo 200 mil ativos, que concorrem a milhares de vagas em diversas áreas. Em média, o site diz que ajuda na contratação de 7.000 pessoas por mês.

O analista contábil Eber do Vale, de 38 anos, conseguiu pela segunda vez um emprego pelo site Catho. Em dezembro do ano passado, ele resolveu fazer o teste de uma semana gratuita oferecida pela empresa. No mês seguinte, o RH de uma consultoria entrou em contato com ele e, depois de uma bateria de testes, conseguiu a vaga. No entanto, o emprego não era o que Eber estava esperando. Novamente ele decidiu utilizar o Catho, dessa vez pelo plano mensal que saiu por 59 reais. Na semana seguinte foi contatado por outra empresa, onde trabalha desde abril.

Para atender à população com menos escolaridade, o governo do Estado de São Paulo encontrou na internet uma forma de organizar as vagas disponíveis. Lançado em novembro de 2008, o site Emprega São Paulo reúne atualmente 501.000 vagas nas mais diversas áreas. Desde sua criação as mais oferecidas foram faxineiro, vendedor, operador de telemarketing entre outras. O resultado é positivo. Até agora 6.000 pessoas foram contratadas.



Como aparecer na internet

- Cadastre-se no canal “Trabalhe Conosco” das empresas que você tem interesse. É o primeiro lugar onde as empresas buscam novos profissionais.

- Mantenha seu currículo atualizado em sites de recrutamento e consultorias de RH.

- Nas redes sociais, faça networking com pessoas da área que você atua. Mostre-se disponível a novas oportunidades, mas tome cuidado com a exposição excessiva.

- Manter um blog sobre o assunto que você domina é um jeito de divulgar seu trabalho.

Fontes: consultores e headhunters

Fonte: Exame

Link: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/como-usar-internet-obter-emprego-473516

No Brasil tem que ter QI ou LinkedIn – Parte 2

Dan Nye, atual diretor da LinkedIn. Foto: Divulgação


Por Alexandre Teixeira

Dando seqüência a série de posts sobre o LinkedIn, segue abaixo mais dicas sobre utilização da ferramenta, desta vez, com foco na integração com outros sites, como o Twitter.

Se você acredita que seus posts ou tweets agregam valor ao seu perfil profissional, cadastrá-los no LinkedIn é definitivamente uma ótima opção. Essa integração facilitará a interatividade com sua rede de contatos.

Isso é muito importante, dado que suas atividades atuais podem interessar a outras pessoas. Além disso, pode facilitar a disseminação de determinado conteúdo em menos tempo, sem necessidade de republicar tal conteúdo ou notícia.

Integração com Twitter

Nem preciso citar as vantagens do Twitter, certo? Aproveito, inclusive, para indicar a leitura de “Vou te ensinar a usar melhor o Twitter”, ótimo post do colega Ronaldo Vasconcellos sobre o bom uso dessa poderosa ferramenta.

Muitos colegas mantêm duas (ou mais) contas no Twitter com finalidades distintas (profissional, pessoal, outra). Para quem está começando, não deve ser tão fácil administrar múltiplos perfis, entretanto, é interessante avaliar esta possibilidade antes de vincular informações desnecessárias ao seu perfil profissional, certo?

Para adicionar uma conta do Twitter, basta acessar o caminho “Profile -> Edit -> Twitter”, e neste adicionar sua conta.

Assim como outros websites ou aplicações que se integram ao Twitter, o LinkedIn o faz por meio do protocolo de autenticação OAuth. Esta API possibilita o acesso de aplicações de terceiros ao conteúdo de sua conta no Twitter, mesmo sem utilização da senha, apenas com sua autorização, o que pode ser revogado posteriormente. Após o cadastro, há duas opções de integração:

1 – Publicar novo status (mensagem) no Twitter, via LinkedIn. Isto é feito após publicar uma mensagem no LinkedIn marcando a caixa (checkbox) de compartilhamento com o Twitter;

2 – Publicar novo status no LinkedIn, via Twitter. Essa ação é possível após habilitar a opção destacada abaixo no LinkedIn. Além disso, deve-se incluir a hashtag #in em seus tweets para que automaticamente o conteúdo seja publicado em ambas as ferramentas.

Integração com outros Websites e Blogs

Para adicionar um site, basta seguir o caminho “Profile -> Edit” e editar a área “Websites”. Alguns usuários também incluem o site da empresa em que trabalham ou mesmo da empresa ou organização a qual são vinculados (sociedade, filiação, etc). Neste local é aconselhável incluir um link para seus projetos pessoais, como blogs e outros acessíveis na rede.

O mais interessante é que, automaticamente, usuários de sua rede que habilitam a “aplicação” Blog Link (menu More -> Applications) passarão a visualizar os posts contidos nos sites cadastrados em seu perfil. Essa visualização pode ser customizada, de forma que um usuário pode escolher por não receber atualizações de determinados usuários.

Após o post anterior, recebi algumas sugestões (valeu!) das quais farei uso em posts futuros desta série. O LinkedIn oferece várias funcionalidades, não caberia aqui comentar todas, mas sugestões sempre serão bem vindas!

Fonte: WebContexto

Link: http://www.webcontexto.com.br/midias-sociais/no-brasil-tem-que-ter-qi-ou-linkedin-%E2%80%93-parte-2/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+WebContexto+%28Web+Contexto%29

 

PIT

O Pit - Programa de Integração ao Trabalho das Faculdades São José tem como objetivo preparar e integrar o aluno para o mercado de trabalho, transmitir experiência profissional através de palestras, oficinas e workshops, além de captar vagas e supervisionar os estágios, também atua dando orientações e preparando os alunos para processos seletivos de estágios e empregos.