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segunda-feira
Uso do celular no trabalho: perigo na palma da mão
O uso do celular está tão inserido nas nossas rotinas que nem prestamos mais atenção quando estamos sendo inconvenientes. Podemos falar com amigos, familiares, clientes e colegas a qualquer hora e lugar com os mais modernos recursos multimídia. No entanto, no ambiente de trabalho é preciso ter atenção a algumas regras, pois o uso indevido não é culpa do aparelho, mas da falta de educação das pessoas.
A legislação trabalhista não é recente, portanto não inclui o uso de internet e celulares. Muitas empresas, porém, possuem manuais de procedimentos e boas práticas para dispositivos móveis. Algumas até proíbem a entrada de funcionários portando o aparelho. O regulamento deve ser apresentado ao trabalhador imediatamente após a contratação, caso contrário, é necessário usar o bom senso para evitar gafes e outros transtornos com a chefia.
Algumas dicas de etiqueta corporativa no uso do celular, principalmente para assuntos pessoais:
- Uso excessivo: ficar o dia todo "pendurado" no telefone não passa uma boa imagem profissional. Tente conter a ansiedade e deixe para responder SMS, recados e mensagens no fim do expediente, exceto se for alguma coisa realmente urgente.
- Campainha: o ideal é deixar no "vibra call" ou silencioso. Musiquinhas, hino do seu time do coração e timbres engraçadinhos certamente irão incomodar os colegas mais próximos.
- Se realmente tiver que atender uma ligação, mantenha um tom de voz ameno, evitando que terceiros conheçam detalhes da sua vida privada. Os cuidados devem ser redobrados se o assunto for fechamento de negócios. O ideal é que se retire do local para atender, retornando em seguida, mas sem demora.
- Ao participar de uma reunião, desligue o celular. Se estiver aguardando alguma ligação realmente importante, avise aos participantes antes disso acontecer e se retire da sala para falar.
- Se estiver conversando com alguém pessoalmente, não interrompa a conversa para atender uma ligação e nunca deixe o interlocutor esperando.
- Não ligue para ninguém antes das 9h e nem depois das 22h.
- Não use a câmera do celular para captar fotos de colegas, documentos ou das instalações da sua empresa. Compartilhamento de imagens, só com autorização.
- Comunique o seu superior se estiver com algum problema e precisar atender o celular várias vezes durante o expediente.
Quando em serviço, o empregado deve se dedicar inteiramente às atividades para as quais foi contratado, deixando de lado os interesses particulares. Se existir alguma proibição ou restrição oficial, o empregado que contraria esta determinação da empresa está cometendo um ato de insubordinação e está sujeito à punição que pode ser, desde uma advertência verbal até demissão por justa causa.
quinta-feira
A empresa é obrigada a me liberar para os jogos do Brasil?
Está tendo Copa. Um mês repleto de feriados e recessos e eventos por todo o país, um tapa na cara da rotina do brasileiro. Neste período, quando se trata do pagamento de horas trabalhadas patrões e empregados não querem sair perdendo. Analisamos os comentários de advogados trabalhistas para tirar algumas dúvidas sobre as dispensas e fechamento das empresas durante os feriados e recessos decretados. Será que as organizações são obrigadas a liberar os funcionários?
A primeira coisa a salientar é que não há nenhuma lei trabalhista que garanta ao cidadão o direito de se ausentar do trabalho durante os jogos da seleção brasileira. Ou seja, a empresa tem completa autonomia para dispensar os trabalhadores para os jogos. Também pode liberar alguns departamentos somente, enquanto que outros seguem executando as atividades normais da função, não cabendo reclamação.
Porém, caso a prefeitura tenha decretado feriado e o trabalhador tenha sido convocado para cumprir jornada de trabalho, as horas devem ser pagas em dobro ou ser compensada com um dia de folga. Salvo outras condições específicas regulamentadas por convenção específica de algum sindicato, está valendo o estabelecido pelo Congresso Nacional em Projeto de Lei.
As maiores alterações de calendário ocorrem nas cidades-sede e foram estabelecidos pelos organizadores, clique aqui para conhecer os recessos da sua localidade.
É fácil para os recrutadores descobrirem mentiras no CV?
Muitas pessoas mentem no currículo achando que podem
enganar os recrutadores e assim, conseguir uma vaga de emprego. Mas, como
dizem, a mentira tem pernas curtas e, com o avanço da tecnologia, fica mais
fácil descobrir informações falsas fornecidas pelos candidatos.
O autor do
livro “O Instituto do Sucesso”, Renato Gringerb disse, em entrevista para a
revista Exame, que os recrutadores checam tudo! Desde a formação, entrando em
contato com as escolas e faculdades, até as experiências anteriores,
conversando com antigos empregadores.
Segundo o autor, a mentira mais fácil
de pegar é a fluência em idiomas. Com apenas uma pergunta ou duas em Inglês,
por exemplo, é possível “descobrir” se o candidato falou a verdade no currículo.
As redes sociais como Facebook e LinkedIn também são consultadas, para “pegar” incompatibilidades
com a descrição do perfil ou cursos extras. Algumas empresas fazem levantamento
até sobre antecedentes criminais e histórico de inadimplência no Serasa.
Mentir no CV
revela muito sobre você e o seu caráter, sendo decisivo para a contratação. Quem não
fala a verdade no currículo demonstra uma postura ética sem princípios básicos
de honestidade, desejável em qualquer empresa. Para quem não sabe, esta atitude
também tem implicações legais. Se houver denúncia, além do candidato perder a
credibilidade no mercado, pode cumprir de dois meses a dois anos, pena prevista
no Projeto de Lei 6561/09.
E quando você não concorda com os valores da sua empresa?
Nem sempre concordamos com os valores da empresa em que
trabalhamos. Quem nunca foi obrigado a tomar uma atitude que vai de encontro
aos princípios éticos pessoais pode se considerar com sorte.
Uma empresa não
é somente uma entidade jurídica. É um organismo vivo, composta por pessoas que
trabalham para alcançar objetivos comuns. Tudo o que estas pessoas aprenderam e
viveram são transformados em valores que se refletem em atitudes e nas tomadas
de decisões diárias. Igualmente, a organização também precisa se basear em
princípios que vão nortear as ações estratégicas e atuação no mercado: respeito
à diversidade, ter ética nas relações, responsabilidade social, entre outras.
Para que um
funcionário se sinta confortável no ambiente corporativo é preciso haja uma
sintonia entre estes valores e princípios na prática. A ética empresarial da
forma como é praticada hoje é recente, e foi consolidada há uma década apenas.
Uma nova aplicação, mais intrínseca e sofisticada permite a interação com os
mercados, executivos, acionistas, sindicatos e pequenos empresários, indo além
do assunto “dinheiro”.
Muitas vezes
ouvimos empregados dizerem que “os valores empresariais estão em conflito com
os valores pessoais”. Isto significa que certas exigências feitas pela empresa
são antiéticas ou ferem, de alguma maneira, a moral da cultura daquele
indivíduo. Não se trata de excentricidade, de uma pessoa que não se adapta às
normas da organização, mas do sujeito ultrajado, que não é capaz de tolerar a
violação e se sente na obrigação de fazer alguma coisa. Mas o quê?
Os
especialistas recomendam que o funcionário pense seriamente em comunicar o fato
ao departamento responsável da empresa e saia da organização. Fazer coisas em
desacordo com o que pensamos como certo e errado, nos mata um pouco a cada
dia. Se forem coisas que não podem ser mudadas nem na cultura organizacional
nem dentro de você, denuncie e busque outra oportunidade de emprego.
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