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terça-feira

Os perigos do bullying corporativo


          Tudo começa com uma brincadeirinha de mal gosto ou um apelido. Tudo o que você diz é usado contra você. Você é o motivo principal das risadas no departamento. Sem perceberem, isto vira rotina e interfere tanto na vida pessoal quanto profissional. O bullying é um termo que descreve atos de violência psicológica ou física, praticado por uma pessoa ou grupo repetidamente, causando dor ou angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir a vítima. Infelizmente, tripudiar, oprimir, zombar e ridicularizar alguém sistematicamente não está restrito às escolas; a humilhação também existe nos meios corporativos.

          Pode acontecer de forma sutil ou com grosserias, gritos e exclusão do profissional em atividades que, pelo cargo, deveria estar envolvida, ou eventos informais, sem motivo aparente. As consequências vão desde a falta de motivação e queda de rendimento à insônia, depressão e outras doenças. Veja o pode ser feito para combater este tipo de comportamento nas empresas:

O Gestor

          Ao perceber, presenciar ou receber denúncia deste tipo de atitude, os chefes devem se mobilizar imediatamente e implantar um plano para recuperação do ambiente de trabalho sadio. Palestras, murais corporativos e toda correspondência interna pode servir como instrumento para disseminar os males desta prática e funcionar como prevenção. 

          Também é importante instruir os colaboradores sobre como agir quando algo deste tipo acontecer, criando canais de comunicação com os níveis hierárquicos superiores. Deve estar atento aos apelidos, códigos e sinais que poucos entendem, funcionários que ficam sozinhos e procura desculpas para não comparecer a confraternizações ou encontros da empresa. É obrigação dos gerentes e chefes implementar e manter política de tolerância zero com o bullying na sua organização ou negócio e nunca ser conivente. 


O Empregado

          Ficar posando de ovelha e ser devorados pelos lobos só piora a situação. Não ignore o bullying, denuncie e não ache que merece isso, considerando normal as coisas que lhe incomodam. Logo de início, tome uma atitude! Não se trata de gritar ou insultar o colega, mas de tomar algumas providências. Uma das coisas que funcionam, embora não seja fácil, é comunicar ao agressor as coisas que você não gosta. O funcionário também pode denunciar ao gestor, solicitar uma reunião, convocar testemunhas, enfim, reunir evidências e ir à luta pelo seu emprego e o direito de ser respeitado. 

          O bylling corporativo está configurado como uma forma de assédio moral e é de competência da Justiça do Trabalho, incluindo a responsabilidade da empresa empregadora. Estas atitudes causam sofrimento e danos à vítima se refletindo em todas os âmbitos da sua vida e precisam ser combatidas independentemente do local em que ocorram.

          

Torne seu ambiente de trabalho mais agradável


Os ambientes nas empresas cada dia mais incentivam a discussão em grupo e o trabalho em equipe. Os espaços individuais estão cada vez menores, e para se dar bem nesse tipo de ambiente postamos algumas dicas do jornal americano USA Today, sobre como compartilhar um pequeno espaço mantendo sua privacidade intacta.


Controle o volume da voz
Quando você conversa com os colegas ou está ao telefone, costuma falar alto como se estivesse debaixo de uma cachoeira, berrando para ser ouvido? Cuidado: um tom de voz acima do normal atrapalha – e muito – os colegas ao redor. Abaixe o volume.


Evite falar palavrões e palavras chulas
Uma das situações mais desagradáveis no ambiente de trabalho é ser obrigado a ouvir um colega de cubículo ou baia usar e abusar de palavrões e de obscenidades. Se você estiver ao telefone com um cliente, o que ele vai pensar? Este tipo de vocabulário pode passar batido no boteco ou no estádio de futebol – mas nunca num empresa ou numa instituição pública.


Respeite para ser respeitado
Muitas vezes é inevitável ouvir as conversas pessoais de seu colega de cubículo. Mas isso não justifica comentar, questionar ou dar palpite no que ele acabou de dizer. Disfarce.


Não fique com conversa fiada
Trate de limitar suas conversas pessoais ao mínimo indispensável. Afinal, ninguém é obrigado a escutar um discurso de meia hora sobre aquele seu problema de joanete, sobre os detalhes da morte de Clodovil ou sobre o último eliminado no Big Brother Brasil.


Preste atenção na situação
Antes de invadir o espaço de alguém, descubra se aquele é um bom momento. Você gostaria de dar de cara com alguém justo na hora em que acabou de perder o encaminhamento de um processo importante e urgente, a aprovação de um grande contrato ou depois de uma discussão tensa com seu chefe?


Analise o ambiente
Metade daquele sanduíche cheio de molho, cebola e maionese que você devorou na hora do almoço está em pleno processo de deterioração na cesta de lixo? Você costuma caprichar na loção pós-barba ou no perfume de sua preferência? Coloque-se no lugar do seu vizinho...


Tem lugar para tudo!
Seu local de trabalho não é extensão do toalete. Portanto, nada de pentear os cabelos, retocar a maquilagem, lixar as unhas, passar fio dental, usar spray para garganta, essas coisas...


Não obrigue a pessoa a parar tudo o que está fazendo para atender você
Trabalhar em ambientes abertos, com divisórias, faz com que as pessoas sejam obrigadas a entrar numa sintonia fina. Quando alguém está concentrado ou em plena data final para entregar uma tarefa ou um projeto, não interrompa. Deixe um bilhete na mesa dele dizendo "Preciso falar com você".



Fonte: Melhoracadadia.com
 

PIT

O Pit - Programa de Integração ao Trabalho das Faculdades São José tem como objetivo preparar e integrar o aluno para o mercado de trabalho, transmitir experiência profissional através de palestras, oficinas e workshops, além de captar vagas e supervisionar os estágios, também atua dando orientações e preparando os alunos para processos seletivos de estágios e empregos.