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terça-feira

O Funcionário Social


          Na chamada Nova Economia - a que estamos vivendo - o ativo-chave nas organizações são os funcionários. É fácil copiar tecnologias, designs e processos; o diferencial hoje em dia está nas pessoas. Empresas que têm uma política voltada ao bem estar dos funcionários são consideradas as melhores para se trabalhar. Em contrapartida, na realidade colaborativa também houve mudanças, que ultrapassam as paredes e o horário de trabalho.

            As companhias perceberam a necessidade de estar presente nas redes sociais digitais, estabelecendo diálogo com consumidores, fornecedores e empregados através de conexões positivas, o que pode gerar um grande diferencial no mercado. Neste cenário de quebra de paradigmas nasce o Funcionário Social. É ele quem compartilha o material público oficial nas redes sociais, aumentando a visibilidade e possibilidades de negócios.

          Quando você marca uma empresa como empregador deve ter atitude digital responsável, pois associa os valores da marca ao seu perfil. Nenhum spam ou comentário que implícita ou explicitamente seja ofensivo deve ser vinculado à organização. Também não basta curtir a página da empresa, mas mostrar-se parte dela. Por isso fique atento:

- Não repasse fofocas.
- Não desabafe falando mal de onde você trabalha e do chefe.
- Não divulgue informações internas
- Não divulgue fotos de gosto duvidoso, do ambiente de trabalho ou colegas.
- Não fale em nome da empresa sem autorização; encaminhe reclamações e questionamentos para o setor correspondente.
           
É muito mais fácil se destacar nos novos canais, como o Facebook, Twitter, Google+ e outros, com a participação de quem está comprometido. Na promoção de inovações internas se faz necessário gerenciar as redes em prol do negócio e entender como a tecnologia interfere na maneira como a empresa funciona. A palavra de ordem é engajar e interagir com quem está ao seu lado: a sua equipe de funcionários sociais.


quinta-feira

Meu chefe gritou comigo. E agora?



          Esta é uma situação que ninguém gostaria de viver, mas acontece com mais frequência do que imaginamos. Passada a raiva inicial, é hora de pensar com a cabeça fria: devo acionar um advogado, pedir demissão, o que fazer? 

          Se o seu chefe gritou com você uma única vez não fica caracterizado o assédio moral. Um dos elementos do conceito é a repetitividade de forma que se instaure um processo de transtorno psíquico no funcionário. Uma “explosão” isolada não configura assédio moral, mas é passível de registro de ocorrência policial por danos morais, dependendo da gravidade do caso, é claro. Mesmo quando há violação da honra, privacidade ou imagem, ou tenha ocorrido comportamento ofensivo grave, o assédio moral não se configura quando o ato é isolado.

         Vamos ver o que diz a lei. O assédio moral se dá em razão:
a)  da violação à dignidade do trabalhador (art. 1º, III e IV; art. 3º, I e IV; art. 170, caput e     III; art. 193, caput; todos da CF) e aos seus direitos de personalidade (à imagem, à honra e à integridade psíquica – art. 5º, X, da CF), os quais tem natureza indisponível (art. 11 do CC) ou coletiva (quando atinge vários obreiros) – art. 129 da CF;
b)  do tratamento degradante e desumano (art. 5º, III, da CF);
c)  do abuso de  direito e de poder (arts. 186 e 187 do CC);
 d)  da responsabilidade do empregador quanto ao seu ambiente de trabalho, que implica na obrigação de estabelecer uma política de prevenção de riscos profissionais, inclusive para proteger a saúde psíquica de seus empregados (art. 7º, XXII, da CF; arts. 154 e 156 da CLT; NR-5; NR-7; NR-9).

         Alguns gestores se valem de conduta abusiva sistemática (palavras, gestos, piadas, isolamento, atitude), o que, definitivamente leva as pessoas a situações constrangedoras e humilhantes. O abuso do poder empregatício manifesta-se tanto por ações quanto por omissões ou quaisquer outros constrangimentos, tanto realizados durante a jornada de trabalho quanto fora dela, mas sempre em relação à execução de uma atividade na relação de emprego. Nestas situações, reunidas as provas, há justificativas para um processo judicial.

          Exemplos de condutas de assédio moral:

- Criticar ou zombar da vítima com indiretas ou ironias ou adjetivos pejorativos, geralmente em público; 
- Murmurar ou fazer comentários baixos com outros colegas, geralmente expressando na face um certo sarcasmo;
- Agir com falsidade, falando mal da vítima para outros colegas ou clientes, não assumindo o ato, normalmente com o objetivo de provocar a ação do assediado para poder qualificá-lo de desequilibrado;
- Disseminar injúrias, boatos e mentiras a respeito da vítima, de modo a desqualificá-la;
- Corrigir a vítima aos gritos ou em voz alta, com rispidez e na frente dos demais trabalhadores ou clientes;
- Erguer os ombros;
- Olhar com desprezo para a vítima;
- Criticá-la com indiretas ou ironias;
- Fazer brincadeiras preconceituosas que ofendam a vítima, referindo-se a questões sexuais, de gênero ou qualquer outro elemento discriminatório;
- Dar ordens confusas e imprecisas;
- Retirar-lhe os instrumentos de trabalho (telefone, fax, computador, etc);
- Não dirigir o olhar ou a palavra à vítima (ignorá-la);
- Não dar com dia, agradecer ou pedir desculpas;
- Interromper a vítima quando está falando, desconsiderando ou recriminando suas ideias, u impedi-la de se expressar sem explicar o porquê;
- Repassar tarefas à vítima sem com ela comunicar-se, determinando que outro empregado, que não é seu chefe, o faça ou, ainda, repassar os serviços somente por bilhetes;
-Atribuir funções à vítima que a isolem ou deixá-la sem funções;
- Determinar que ela realize funções inferiores à sua capacidade ou inferiores ao cargo;
- Dar tarefas com grande complexidade ou para serem realizadas em curto espaço de tempo, objetivando evidenciar a sua incompetência;
- Exigir tarefas além dos seus conhecimentos;
- Tratar a vítima com rigor excessivo, formulando relatório aos superiores com o objetivo de informar erros pequenos e sem relevância ou puni-la em desproporção diante da falta cometida;
- Suspirar seguidamente quando está na presença da vítima, no objetivo de provocar-lhe a ideia de que está sendo incômoda, equivocada ou cansativa;
- Transferir a vítima para outro local de trabalho, por motivo alheio ao serviço e/ou que inviabilize ou torne muito difícil sua permanência no emprego.

         Infelizmente nem todas as empresas estabelecem um código de ética com normas claras que garantam o respeito mútuo no ambiente de trabalho. É recomendado  que sejam feitas palestras periódicas e investimentos em gestão participativa.  Também constituir uma comissão para receber, apurar e tentar a pacificação entre vítima e assediador, evitando assim novos conflitos gerados por ressentimentos entre as partes.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

terça-feira

Como sobreviver ao primeiro dia de trabalho


          Quem começa um novo emprego passa por um grande desafio: o primeiro dia. Além da parte técnica e operacional da atividade, as questões de aceitação e integração social geram ansiedade e stress. O primeiro dia de trabalho é a sua grande chance de causar boa impressão, prepare-se!



O dia anterior
Para garantir a sobrevivência na nova área de atuação ou empresa é preciso começar com uma boa noite de sono. Procure dormir o suficiente para estar bem disposto no dia seguinte, com uma aparência descansada. Evite excesso de comida e bebidas alcoólicas e vá pra cama cedo.

O grande dia
Se vista discretamente e saia de casa antes do horário normal, com uma boa margem de segurança, tentando prever engarrafamentos e imprevistos na condução. Mas também não chegue muito antes do horário combinado: isto pode atrapalhar a rotina da empresa e chamar a atenção negativamente. Lembre-se de que a sua principal tarefa neste dia é observar atentamente e aprender.

O que você precisa para começar:
  • Conhecer o local de trabalho: sala, mesa, acessos e saída de emergência.
  • Saber onde ficam os banheiros, copa, copiadora e outros departamentos.
  • Saber qual o seu número de telefone, ramal, fax e principais contatos.
  • Saber endereço eletrônico, login e senha dos editores de mensagem, bem como a política da empresa para uso da Internet e redes sociais durante o horário de trabalho.
  • Ler atentamente guias e manuais recomendados.
  • Conhecer o organograma e hierarquia da empresa, principalmente chefes, supervisores e superiores. Anote discretamente os nomes, e como preferem ser chamados, para evitar gafes.
  • Ter uma ideia das atividades de rotina e como desempenhá-las e a quem se reportar em cada caso.

            Quanto à postura e etiqueta empresarial:

  • Sorria e demonstre ser uma pessoa acessível e receptiva.
  • Evite julgamentos precipitados sobre os colegas.
  • Não saia contando tudo sobre a sua vida na primeira semana.
  • Seja respeitoso e educado com todos, inclusive o porteiro e a moça do café.
  • Repare como as pessoas se vestem, falam e se comportam.
  • Não critique os processos e evite comparações com a empresa anterior: resista à tentação de oferecer sugestões imediatamente.
  • Evite postura demasiado servil e não fique se desculpando infinitamente por perguntar e pedir instruções.


O currículo ideal para o primeiro emprego



          
          As empresas não buscam somente pessoas experientes para o quadro de funcionários. Seja para aumentar a mão-de-obra a baixo custo, ou para treinar jovens desde o princípio da carreira, algumas empresas optam por estagiários ou aprendizes.

            Fazer um currículo não é difícil, há vários modelos que podem ser baixados facilmente, mas é preciso saber utilizá-los. Não podemos esquecer de que um bom currículo sozinho não garante emprego. A hora decisiva é a entrevista: há grandes chances de não ser contratado se mostrar-se instável, inseguro ou arrogante, por exemplo.

A primeira coisa para elaborar um currículo é pensar nas suas habilidades e conhecimentos. Mesmo sem nunca ter trabalhado antes, você deve conhecer algumas ferramentas, como Word, Excel, Photoshop, Internet e outras. Trabalhos escolares, planilhas de orçamento pessoal, navegação em sites, redes sociais, edição de imagens, organização de festas familiares, tudo isso é experiência!

            A segunda é investir em si mesmo. Quando as empresas buscam por novatos, querem que já tenha algum conhecimento, ainda que mínimo, sobre o assunto, e que possam aprender rapidamente o que falta. Aproveite o tempo livre para fazer cursos, ler, frequentar palestras, enfim, tudo o que puder para aumentar as suas qualificações. Falta de disponibilidade e dinheiro não são desculpas. Há uma infinidade de cursos gratuitos, online e presenciais em instituições e na web.

            Veja alguns sites e instituições que oferecem cursos de graça:


            Mas como preencher o campo Experiência Profissional se você nunca trabalhou? O segredo é enaltecer a formação com atividades extra-curriculares, voluntariado, coordenação de eventos e trabalhos interessantes. As qualificações devem ir ao encontro do perfil solicitado para a vaga escolhida: o que você sabe que pode ajudar no desempenho das atividades? As qualificações pessoais se referem aos aspectos da sua personalidade, como liderança de equipes, se é comunicativo, proativo e outras.


           Todos que estão trabalhando tiveram um primeiro emprego. Não desista na primeira negativa, procure saber qual foi o impedimento para a sua contratação e aonde deve investir mais. Apresente-se bem, com vestuário adequado e pesquise sobre a empresa antes da entrevista. Agora é com você! Boa sorte e sucesso!

quinta-feira

Você está demitido!


          O CNI – Conselho Nacional da Indústria - confirma em pesquisa recente que um dos maiores medos do cidadão é de perder o emprego. O grupo mais preocupado tem ensino superior ou médio, ganha até um salário mínimo ou mais do que dez.
            Aprendemos que o trabalho digno nos possibilita mais do que sobrevivência, mas a realização de sonhos. Nesta época de crises econômicas, o risco de demitido é maior em alguns setores. Mais do que a perda financeira, muitas vezes o pior é lidar com o emocional.
Antes de entrar em pânico, pense como uma possibilidade de dar aquela guinada na sua carreira e comece a reverter a situação. Não se isole e procure um curso de atualização, faça networking pelas redes sociais e fuja da depressão.
Procure as empresas nas quais você quer trabalhar e mantenha uma presença nas principais redes digitais corporativas, como LinkedIn. Lembre-se de que o seguro desemprego não é salário, não espere acabar o benefício para se mobilizar. Quanto mais tempo se passar desde a sua dispensa, maior a dificuldade de se recolocar no mercado.


O presidente da Gutemberg Consultores, Gutemberg B. de Macedo dá algumas orientações a quem perdeu o emprego recentemente:

1) Coloque as suas emoções em ordem;
2) Busque apoio e compartilhe com a família os seus sentimentos;
3) Enxugue as suas despesas - 30% no mínimo;
4) Tenha clareza das coisas que você pode fazer bem, a fim de não transformar seus esforços num fracasso total.
5) Não crie a expectativa de encontrar empresa ou posição igual à anterior. Defina o que você pode fazer, usando a sua habilidade e experiência;
6) Evite rótulos ou títulos de representação. Você é um ser distinto;
7) Descubra o que o torna mais competitivo no mercado;
8) Ignore "o que o mercado oferece". Vá em busca daquilo que você realmente deseja em sua carreira;
9) Vá à procura de empresas que lhe ofereçam desafios e não apenas salário e benefícios;
10) Dedique, no mínimo, 40 horas por semana na busca de novo emprego;
11) Não espere se empregar no dia, semana ou mês seguinte à sua demissão.
12) Conduza-se elegantemente todas as vezes que sair de casa. Você nunca sabe de antemão com quem vai se encontrar;
13) Demonstre orgulho e satisfação ao falar sobre suas realizações e conhecimentos. Enfatize os resultados obtidos;
14) Pense positivamente. A busca de nova colocação jamais deve ser transformada em pesadelo;
15) Férias nem pensar. Esta não é a melhor hora.

Por Pollyanna Melo – Portal Administradores

terça-feira

Pra quem você trabalha?


         Esta é uma pergunta que devemos nos fazer todos os dias. Para muitos o trabalho é um fardo. Dirigem-se aos seus postos automaticamente, executam atividades rotineiras, e no horário da saída em ponto, estão com um pé na porta.Seguem a máxima “você finge que me paga e eu finjo que trabalho” e acham que, passado o horário de expediente, não têm mais nada a ver com a empresa.
            Funcionários assim estão fadados ao fracasso profissional, insatisfação pessoal e, quando conseguem segurar seus empregos, permanecem no mesmo cargo uma eternidade, sem progressos. Porque trabalham somente para seus chefes, para a empresa ou pelo salário.
            Experimente trabalhar para si mesmo, pelo seu crescimento profissional e pessoal, pelo seu futuro, pelos seus objetivos, pela transformação da sociedade, e verá que tudo muda. A visão de pessoas assim é completamente diferente, pois se posicionam proativamente, logo são respeitados e recompensados à altura.
            A felicidade e crescimento profissional e pessoal começam a ganhar espaço quando há mais cooperação do que competição. A motivação não fica somente por conta do retorno financeiro; profissionais que têm mais comprometimento com as metas pessoais pensam em longo prazo e, consequentemente, oferecem melhores resultados às corporações.  Quando o funcionário tem uma consciência mais ampla da sua função, de seus méritos e responsabilidades, dá um sentido maior à sua existência na empresa e é mais feliz.


            O indivíduo que percebe que o emprego é somente um caminho a seguir para sentir-se melhor, certamente tem uma melhor qualidade de vida. Ser feliz na profissão é muito importante. Estar satisfeito na carreira não é algo irreal ou impossível.
            Pare por um momento e reflita sobre alguns pontos: “-Eu sei aonde quero chegar?”, “-Estou fazendo o que gosto?”. As respostas estão na habilidade de equilibrar os campos pessoal e profissional, pois a felicidade se dá em vários níveis. Colocar a culpa somente na empresa ou no chefe pode ser uma armadilha. E o primeiro passo para escapar de uma armadilha é reconhecer os fatos.
            O trabalho pode ser fonte de felicidade e oportunidade para se viver de maneira equilibrada e plena de significado. É uma chance de aplicar os talentos, desenvolver a criatividade e proporcionar alegria. Se você também pensa assim, parabéns: acaba de ser promovido a chefe de si mesmo.

quarta-feira

Essa tal de proatividade


            Ao procurar a palavra “proatividade” no dicionário encontramos a seguinte definição: “capacidade de prever uma situação e agir antes de acontecer; habilidade do indivíduo proativo.”

            Vamos imaginar duas pessoas que trabalham no mesmo setor, com funções e responsabilidades idênticas. Uma delas sempre questiona a maneira de se fazer as coisas, empreende constantemente novas ações, sugere melhoria nos processos e troca informações de maneira construtiva. A segunda não se mexe até chegarem ordens superiores, se comportando de modo reativo.

            Adivinha quem será o primeiro a ser demitido quando chegar o momento de cortar custos? O comportamento individual tem tudo a ver com o sucesso profissional. Esperar que as coisas aconteçam e agir somente mediante a cobrança dos gestores não é o perfil desejado pela maioria das empresas que evitam a estagnação.

            Proatividade é uma escolha, ninguém nasce proativo. É antecipar problemas e apresentar soluções, trabalhar pensando a longo prazo, conectar-se com pessoas e ir além do que é solicitado. Este é um diferencial importante, que valoriza o funcionário, tornando-o praticamente indispensável.

  

            O importante para desenvolver esta habilidade é não se prender somente às atividades rotineiras e não se intimidar com situações novas. Mostre iniciativa, busque novos desafios, procure respostas diferentes para os mesmos problemas sempre visando o aumento da produtividade da equipe.

            As empresas usam táticas específicas para identificar perfis proativos durante o processo de seleção. Os reativos tendem a ser meros espectadores dos colegas durante as dinâmicas de grupo. Para os recrutadores é fácil perceber logo no primeiro contato as características de pessoas acomodadas e inflexíveis.

Em ambientes empresariais competitivos a proatividade é uma questão de sobrevivência. Não se trata de descumprir normas e regras, mas receber a ordem e executar de maneira criativa. Transformando as ideias em ações, será possível perceber os resultados de maneira efetiva e inovadora, e isso vale para a vida pessoal também.

 

PIT

O Pit - Programa de Integração ao Trabalho das Faculdades São José tem como objetivo preparar e integrar o aluno para o mercado de trabalho, transmitir experiência profissional através de palestras, oficinas e workshops, além de captar vagas e supervisionar os estágios, também atua dando orientações e preparando os alunos para processos seletivos de estágios e empregos.