Social Icons

quarta-feira

Geração Y valoriza mais ambiente de trabalho agradável que salário



Por Rômulo Martins

Pesquisa da Cia de Talentos serve de parâmetro para as empresas reverem processos, cultura e valores.

Plugados, mais voltados ao sucesso pessoal e conscientes da importância do desenvolvimento sustentável, os jovens da geração Y chegaram ao mercado de trabalho provocando a hierarquia institucionalizada das gerações anteriores. Antes resistentes, as organizações abriram suas portas para entender e receber esse público que atua no mercado e consome seus produtos, marcas e serviços.

“O que todos enxergam apenas como rebeldia na realidade é uma grande oportunidade de revermos processos, valores, cultura, para nos adaptarmos à nova realidade mundial. A geração Y tem muito a aprender, mas também muito a ensinar”, afirma Sofia Esteves, presidente do Grupo DMRH.

O grupo DMRH por meio da Cia de Talentos ouviu 35 mil pessoas de 17 a 28 anos para descobrir qual é a Empresa dos Sonhos dos Jovens . O estudo realizado anualmente está em sua 9ª edição e revela o que pensam e o que querem os jovens da geração Y. Segundo o levantamento deste ano, eles valorizam mais um “ambiente de trabalho agradável”, o primeiro item da lista, que “salários e benefícios”, quesitos que não aparecem entre os cinco elencados na pesquisa.

“Desenvolvimento profissional” figura em segundo lugar e “qualidade de vida” em terceiro. Na visão dos consultores organizacionais, os jovens entendem que a satisfação não é algo apenas para o fim de semana e que, diferentemente das gerações anteriores, o trabalho deve ser uma extensão dos interesses pessoais. “Esta geração está menos disposta a fazer sacrifícios exagerados pelo bem da empresa. A consciência é que há uma equação de troca, cujo equilíbrio deve ser mantido”, diz Manuel Martins, diretor executivo da Mesa RBL.

Sobre o item “salários e benefícios” não estar entre os cinco mais apreciados pelos jovens acredita-se que eles associam este quesito à possibilidade de desenvolvimento e ascensão profissional - este, o quarto item mais ambicionado pelos entrevistados. Para Leticia Bechara, orientadora de carreira e coordenadora das ações dos vestibulares da Trevisan Escola de Negócios, coopera para o resultado a maior consciência de que o sucesso se alcança fazendo aquilo que se gosta.

“A remuneração é uma consequência”, diz a orientadora. “A busca do desenvolvimento profissional não está mais atrelada à empresa e sim ao crescimento pessoal. Os jovens não colocam na organização as suas expectativas, mas apostam em si mesmos para estarem livres diante de novos desafios”, esclarece.

As tops

Google e Petrobras figuram entre as preferidas dos jovens. ( Veja a lista das Top Ten ). Qual seria o diferencial dessas organizações? Para Thiago Costa, professor de pós-graduação da FAAP, a relação dos jovens com essas marcas não representa apenas um negócio, mas diz respeito ao estilo de vida e refletem a personalidade deles. “Daí a importância que os jovens dão em trabalhar em um lugar que espelhe não só aquilo que eles acreditam”, afirma Thiago. Segundo o professor, para atingir os resultados esperados, os jovens da geração Y precisam ver as empresas como uma extensão do próprio corpo.

Plano de carreira

O item “crescimento profissional” aparece em quarto lugar na pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens. Em contrapartida, o quesito “cursos e treinamentos” que figurava entre os cinco mais importantes nos levantamentos anteriores não consta em 2010. De acordo com consultores organizacionais, os jovens incorporaram este item na opção “desenvolvimento profissional”. Além disso, compreendem cada vez mais que o plano de carreira depende mais deles do que das companhias.

“Nas empresas e segmentos mais avançados, há muito tempo essa questão se tornou uma rua de duas mãos e uma responsabilidade compartilhada. Os mais jovens, por sua natural impaciência, sabem que têm de ir à luta, e não esperar passivamente que alguém ou a organização se ocupe de sua carreira e de seu desenvolvimento”, diz Manuel Martins.

Sofia Esteves, do Grupo DMRH, afirma que os jovens caminham sim para esta direção, porém destaca que esse comportamento ainda não está sedimentado. “Estamos tentando entender mais sobre este tema, pois sabemos que os modelos de treinamentos existentes não são os mais adequados aos jovens.”

Fonte: Empregos.com.br

Link: http://carreiras.empregos.com.br/comunidades/rh/noticias/interesse-dos-profissionais-geracao-y.shtm

terça-feira

Entrevista de Emprego - Como fugir dos diálogos ensaiados?



Por Rômulo Martins

Consultora de recursos humanos alerta que candidatos devem tomar cuidado com respostas inadequadas.

Perfeccionismo e ansiedade. Ainda hoje muitos candidatos a uma vaga de emprego lançam mão destas palavras quando perguntados “quais são seus pontos fracos ou a desenvolver?”. A recorrência de respostas assim nos processos seletivos de todas as empresas fez os profissionais de recursos humanos inovarem nas perguntas e formas de conduzir as entrevistas de emprego.

Os diálogos ensaiados já não convencem os recrutadores, nem atendem as expectativas deles. “Não existem respostas certas ou erradas. Existem respostas mais adequadas ao cargo que está sendo recrutado. Agora, há um certo senso comum de respostas inadequadas, e é para este aspecto que o candidato tem de se atentar”, adverte a consultora Cíntia Bortotto, especialista em recursos humanos.

A entrevista por competências é uma das técnicas utilizadas para buscar respostas consistentes e verdadeiras. “Sempre invoca uma situação vivenciada pelo candidato no passado, pedindo a situação, a ação realizada e o resultado obtido”, explica Cíntia. A consultora ensina que a melhor maneira de fugir dos clichês (frases decoradas) é mencionar exemplos do dia a dia profissional.

Ainda segundo a especialista, a área de recursos humanos está cada vez mais exigente no quesito contratação. “Seria desconexo alguém falar que preza a verdade e a honestidade e contratar um profissional que mente na entrevista. Pode até ser que contrate, se houver uma falha de observação durante o processo seletivo.”

Cíntia Bortotto dá dicas de como fugir dos clichês em duas situações de entrevista de emprego. Confira.

Quais são os seus pontos fracos ou a desenvolver?

Nem todos os candidatos estão preparados para responder a esta pergunta por não se conhecer bem. Diga a verdade de forma educada, recomenda Cíntia. “Demonstrar que você reconhece algo não desenvolvido e que está trabalhando para melhorá-lo pode revelar que o seu autoconhecimento é maior do que a média.”

Exemplo:

Recebi alguns feedbacks de que poderia melhorar minha competência de organização, deixar o ambiente de trabalho mais clean. Percebi que era uma oportunidade e tenho feito o seguinte: toda semana faço uma limpeza nas gavetas, papéis e pastas; tenho deixado sobre a mesa só o que estou de fato usando para executar meu trabalho.

Como você lida com as pressões no ambiente de trabalho?

Segundo Cíntia, uma pessoa que quer se sair bem em um processo seletivo tem de saber explicar o “como”. Assim, neste caso, vale citar exemplos do passado, coisas que você fez em uma situação de muita pressão, com prazos apertados para entrega de resultados. Conte o que fez: se delegou, se negociou prazos, se trouxe uma forma diferente de fazer a mesma coisa.

Vale contar também como você cuida de você para suportar as pressões no trabalho. O que faz nas horas livres para relaxar? Pratica esportes?

Fonte: Empregos.com.br

Link: http://carreiras.empregos.com.br/carreira/administracao/noticias/entrevista-de-emprego-como-fugir-dos-dialogos-ensaiados.shtm

segunda-feira

Emprego: taxa de desocupação é de apenas 3,1% para quem tem faculdade, diz IBGE



Fabiana Ribeiro

RIO - O diploma da faculdade já garante a milhares de brasileiros o pleno emprego. Levantamento exclusivo do IBGE, nas seis principais regiões metropolitanas do país, mostra que a taxa de desemprego da população que tem nível superior atingiu em 2010 seu menor nível em oito anos: 3,1% - quase a metade da média nacional (6,7%). Segundo especialistas, é o mesmo que dizer que praticamente não falta trabalho - ainda que, muitas vezes, fora da área da formação - para quem passou pelos bancos universitários.

O aumento da qualificação fora da universidade também chama a atenção. Segundo o IBGE, o país encerrou 2010 com 7,6 milhões de pessoas, 34,1% do total de trabalhadores nessas seis regiões metropolitanas, com algum curso de qualificação concluído ou em andamento. É mais que o dobro dos 3,7 milhões de trabalhadores nessa condição em dezembro de 2002.

Os números mostram um avanço na educação e refletem também o bom momento da economia brasileira, que deve ter fechado 2010 com crescimento recorde, perto de 8%. Mas os analistas lembram que, num momento em que muitas empresas se queixam da dificuldade de encontrar profissionais no mercado, a qualidade da formação dos trabalhadores deixa a desejar.

- O avanço da formação da população brasileira é fantástica. E esse cenário certamente não é um privilégio das regiões metropolitanas, até por causa do processo de interiorização do emprego - disse Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE e responsável pelo estudo.


Para analistas, qualidade do ensino deixa a desejar

Fica a dúvida, entretanto, se esse ritmo de absorção de conhecimentos é compatível com as necessidades das companhias, frisou Azeredo.

- O que fica claro é que houve uma transformação na estrutura do emprego. Seja no chão de fábrica, numa plataforma ou num escritório. As novas tecnologias fizeram os profissionais perceberem que era preciso se capacitar mais. Mas, se esse ritmo é suficiente, não sabemos.

Segundo a pesquisa de Azeredo, empregados e desempregados buscam estar mais atualizados. Entre os homens ocupados, 20,6% frequentavam ou já tinham concluído alguma qualificação em dezembro de 2002. Oitos anos depois, essa parcela chega a 34%. Entre as mulheres empregadas, a fatia sobe de 21% para 34,1%.

- Estudar para se preparar para o mercado de trabalho passou a ser uma prioridade também em todas as faixas etárias. O que é um reflexo de que o mercado de trabalho está oferecendo oportunidades, ou seja, abrindo vagas.

O professor da PUC-Rio José Márcio Camargo reconhece que houve avanços na escolaridade dos brasileiros. Porém, "ainda é muito pouco". Em sua avaliação, o nível educacional é extremamente baixo e traz sérias consequências para o desenvolvimento do país.

Fonte: O Globo – Online

Link: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/02/17/emprego-taxa-de-desocupacao-de-apenas-3-1-para-quem-tem-faculdade-diz-ibge-923829720.asp

Emprego entre os mais escolarizados cresce 59,8%


Alessandra Saraiva - O Estado de S.Paulo


Dados são da comparação entre as pesquisas do IBGE entre 2002 e 2010 e considera que tem mais de 11 anos de estudos

O emprego no País cresceu, em oito anos, mais entre pessoas com maior nível de escolaridade. Levantamento feito com dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o número de pessoas ocupadas no mercado de trabalho com 11 anos ou mais de estudo atingiu 13,515 milhões em dezembro de 2010, 59,8% acima do apurado em dezembro de 2002.

Esse foi o mais forte aumento em todas as faixas de estudo, sendo 8% superior a dezembro de 2009. Ao mesmo tempo, caiu o número de pessoas empregadas com pouco ou nenhum nível de escolaridade. A população ocupada sem instrução ou com menos de um ano de estudo foi de 352 mil em dezembro de 2010, 35,9% abaixo da apurada em dezembro de 2002; e 10% abaixo da apurada em dezembro de 2009.

Para analistas, os dados mostram que a qualidade do emprego no País melhorou nos últimos anos. Mas fazem um alerta: os números mostram um cenário de demanda crescente por mão de obra especializada no Brasil. Para acompanhar esta procura, o País precisa investir, e rápido, na qualificação de mão de obra em todas as frentes do mercado de trabalho.

"Estes dados refletem, com certeza, a melhora na economia brasileira nos últimos anos", afirmou o economista-chefe da Sulamérica Investimentos, Newton Rosa. "O único segmento com menor qualificação, atualmente, é o de construção civil; mas nos outros setores, podemos perceber a interferência de novas tecnologias, que demandam mão de obra mais especializada", comentou o especialista.

Na prática, para Rosa, o crescimento no número de pessoas empregadas com maior qualificação estaria ligado a uma crescente necessidade de mão de obra com maior nível de estudo.

O mineiro José Carlos de Oliveira, de 33 anos, está se esforçando para integrar esse grupo de profissionais requisitados. Há dois anos ele cursa das 5h30 às 8h30, antes de ir para o trabalho, uma faculdade de Recursos Humanos. Oliveira chegou à capital paulista há dez anos já com o segundo grau completo e nunca ficou desempregado. Deixou a lavoura em Minas e hoje é auxiliar administrativo numa rede de hortifrúti. "Sempre quis ter uma vida melhor, e para isso sabia que precisava estudar"

Para o analista da consultoria Tendências, Rafael Bacciotti, o aumento no número de vagas mais qualificadas coincide com o crescimento no emprego formal no País. "Quando temos maior número de empregos formais, temos remuneração maior, mais estabilidade, e maior acesso ao crédito. É um efeito multiplicador na economia", afirmou.

Bacciotti não descarta uma continuidade em 2011 do atual cenário no mercado de trabalho, com crescimento de vagas mais especializadas; e trajetória crescente na formalização e na massa salarial. Mas faz uma ressalva: nem todas as consequências deste ambiente serão positivas na economia. "Com o aumento na massa salarial, a demanda no mercado interno, já aquecido, acaba se fortalecendo. Por um lado, isso é positivo para a economia. Mas tem uma pressão, dos aumentos de salários, que pode elevar a inflação. E isso é motivo de preocupação." / COLABOROU NAIANA OSCAR


PARA LEMBRAR

A falta de mão de obra qualificada já obriga as empresas a reduzirem o grau de exigência nas contratações. Em 2010, ano em que o emprego formal bateu recorde e atingiu 2,5 milhões de vagas, as contratações também beneficiaram trabalhadores com menor nível de escolaridade e até quem não sabe ler e escrever, segundo a MCM Consultores.

Quase um quarto das contratações líquidas até outubro de 2010 foi de pessoas com ensino fundamental completo, perto de 500 mil trabalhadores. Já em 2009, quando a economia não estava aquecida, o saldo de contratações foi negativo para o perfil de trabalhador menos qualificado. Entre 2004 e 2009, mais de 90% das contratações se concentrava nos trabalhadores com ensino médio incompleto para cima.



Fonte: Estadão

Link: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110205/not_imp675520,0.php

sexta-feira

O que escrever no currículo para atrair o recrutador





por Rômulo Martins

Na ânsia por fisgar o recrutador grande parte dos profissionais recorre a expressões que viraram clichês no mundo corporativo. O Linkedin, rede de relacionamento profissional, divulgou recentemente os 10 termos mais utilizados nos perfis dos brasileiros em 2010. São eles: dinâmico, ampla experiência, inovador, motivado, proativo, focado em resultados, empreendedor, trabalho em equipe, multitarefado, valor agregado.

Para o especialista em carreira Lindsey Pollak, “expressões como ‘ampla experiência’ e ‘experiência comprovada’ podem parecer vazias para um empregador potencial e prejudicar mais do que ajudar um perfil ou currículo”. Segundo ele, “o melhor é destacar anos de experiência, conquistas e resultados, como um aumento significativo nas vendas”.

Matilde Berna, diretora de transição e gestão de carreiras da Right Management, afirma que um currículo, para chamar a atenção do selecionador, deve exibir a história profissional de maneira estratégica. “O importante não é a quantidade de informações, mas as informações estratégicas”.

Seria irrelevante para o diretor de uma empresa, por exemplo, destacar experiências de estágio. “A informação deve ser coerente ao contexto profissional. É fundamental informar no currículo os resultados obtidos ao longo da carreira”, diz Matilde.

Na visão de Giuliana Hyppolito, consultora de recursos humanos da DMRH, na busca por uma vaga de emprego vale mencionar características pessoais valorizadas pelo mercado, mesmo que este não seja o principal foco do currículo. Segundo ela, o dado pode ser útil tanto para o candidato como para o selecionador. “Um profissional que diz ser dinâmico não vai querer trabalhar em uma empresa monótona”.

Giuliana destaca que os interesses ou as competências comportamentais do candidato devem ser descritas em um campo específico. No entanto, a consultora salienta que a informação é opcional. Ela ressalta que o indivíduo deve conhecer bem suas habilidades antes de expô-las no currículo. “O candidato deve exibir as competências descritas no documento durante a entrevista de emprego. Vender uma falsa imagem é um risco”.

Meio Digital

Os sites de emprego e as redes sociais têm se mostrado ferramentas efetivas e facilitadoras na busca por emprego, atesta Giuliana. De acordo com ela, a internet é o primeiro canal utilizado pelas empresas para comunicar suas vagas. “Mas é preciso expor o conteúdo com cautela para não prejudicar a imagem profissional”, adverte.

“Tudo o que surge no mercado como uma modernidade deve ser rapidamente incorporado pelo profissional. A internet tem ajudado muito as pessoas a ampliarem o network”, destaca Matilde Berna, da Right Management.

Fonte: Empregos.com.br

quarta-feira

O que as empresas querem dos jovens





por Rômulo Martins

Que o bom profissional precisa ter conhecimento técnico, estar alinhado às competências comportamentais valorizadas pelo mercado e antenado nas tecnologias e tendências na área de atuação você já sabe. Agora as empresas querem mais dos jovens recém-formados. É o que aponta uma pesquisa realizada em 20 países (incluindo o Brasil) pela consultoria alemã Trendence, publicada recentemente na revista Época.

Segundo o estudo, além de todos os requisitos exigidos pelo mercado, daqui em diante a geração high tech deve ter “personalidade”. O fator foi considerado mais importante que “competências” (saber prático) e “conhecimento” (teórico). O Brasil está em terceiro lugar no quesito “personalidade”.

A pesquisa traz outros dados. Dentre os 20 países participantes o Brasil aparece em primeiro no item “mostrar flexibilidade” (70%) e em terceiro na opção “ser capaz de atuar em equipe” (76%).

Ainda de acordo com o levantamento, entre as 19 qualidades necessárias para o sucesso as empresas brasileiras consideram mais importantes: liderança, habilidade para tomar decisões e ética. Visão holística e espírito empreendedor também foram apontados como características essenciais.

“As relações de trabalho mudaram, e o mercado aponta para uma crescente valorização das características comportamentais”, diz Paula Souto Sanches, analista de carreira da Veris Faculdades, do Grupo Ibmec Educacional. Segundo Paula, as mudanças são puxadas pelo acesso à universidade e pela competitividade do mercado.

“Nas últimas etapas de um processo seletivo observamos que os candidatos possuem praticamente o mesmo nível técnico. Daí a necessidade de o profissional desenvolver suas características comportamentais como diferencial em um mundo cada vez mais competitivo.”

Pronto para o mercado

Pesquisa da Trendence revela também que os jovens recém-formados precisam melhorar os seguintes pontos:

1º falta de experiência profissional e conhecimento prático;

2º baixa capacidade de adaptação ao ambiente de trabalho;

3º habilidades sociais, atitude e etiqueta no trabalho.


Fábia Barros, gerente de desenvolvimento da Foco Talentos, afirma que a melhor forma de aprender a usar a personalidade a favor da carreira e de adequar o comportamento à realidade do universo corporativo é participando de projetos profissionais ainda durante a formação universitária. “É preciso sair da mesmice da faculdade, envolver-se em trabalhos voluntários, empresas juniores, estágios, realizar cursos complementares.”

Segundo Fábia, identificar modelos de lideranças e trocar experiências com estes e outros profissionais da área são, da mesma maneira, importantes para começar bem a carreira. “Ative o networking desde já”, recomenda.

Fonte: Empregos.com.br

terça-feira

Você: o grande diferencial do seu currículo


Por Infomoney

Ter no currículo um MBA em uma instituição de renome pode até ajudar. Isso, no entanto, está longe de ser fundamental em uma seleção, afirma consultora

Ter um curso de MBA (Master Business Administration) no currículo já não é garantia de diferencial no mercado brasileiro. Embora não exista um levantamento preciso de quantas especializações do tipo existem no Brasil, já que os cursos se enquadram na categoria de pós-graduação lato senso e, consequentemente, não são avaliados pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) do MEC (Ministério da Educação), a estimativa da Associação Nacional de MBA é que existam mais de nove mil cursos. Poucas escolas, no entanto, desfrutam de renome no mercado e as que têm esse reconhecimento costumam praticar preços mais elevados – superiores a R$ 20 mil.

Então, optar por um curso mais barato significa algum tipo de exclusão no mercado, certo? A resposta é não, mas também é sim. A consultora da DDI Consultores do Brasil, Priscila Giglio, ressalta que algumas escolas realmente têm um conceito melhor entre recrutadores, empresários e executivos, mas o que tem mais peso na análise de um profissional, efetivamente, é o equilíbrio entre vários fatores. "Percebemos que as empresas avaliam um conjunto entre a experiência, aptidões, habilidades e o que efetivamente foi assimilado do curso realizado", explica.

Fabiana Nakazone, gerente da DM Recrutamento, Seleção e Desenvolvimento de Executivos, concorda. A consultora lembra que muitas vezes um curso pouco renomado de graduação pode ser sucedido de outro MBA reconhecido ou vice-versa. Por isso, na avaliação da profissional, uma marca reconhecida da instituição onde o curso foi realizado potencializa o currículo de um candidato, mas está longe de ser fundamental em uma seleção. "O ideal mesmo é uma formação sólida, independentemente da instituição escolhida. O profissional precisa mostrar a aplicação prática de seus conhecimentos, como se envolveu com o aprendizado, que tipo de experiência agregou a ele, e é isso que terá o maior peso em sua avaliação", analisa.

Escolha

Atualmente, não é difícil encontrar diversas modalidades de cursos de especialização e MBAs mais acessíveis e, entre elas, estão cursos online, presenciais, mistos, apenas aos finais de semana, de um a dois anos, intensivos e com ou sem avaliações periódicas. O MBA, sigla derivada dos Estados Unidos, é um especialista em administração de negócios, portanto, está sob a esfera desta opção as áreas de marketing, finanças, RH (Recursos Humanos), contabilidade, projetos, entre outras ciências ligadas à gestão. Trata-se, portanto, de um curso de especialização como qualquer outro, mas voltado para a administração.

Priscila Giglio, da DDI, analisa que mais importante do que a própria escolha da instituição na hora de cursar um MBA é que o profissional que busca determinada especialização tenha os seus objetivos bastante claros. "É necessário que o aluno do curso saiba qual caminho ele pretende traçar, quais as metas a serem atingidas com o estudo e que tipo de informações são mais valiosas em sua realidade ou perspectiva profissional. Por isso, é importante se informar muito e avaliar com cautela a opção de fazer um MBA, e que tipo de instituição ou área seguir". A consultora acrescenta que muitas vezes os profissionais acabam optando pela especialização antes mesmo de frequentar cursos de inglês ou de contar com o amadurecimento necessário para absorver as aulas de forma adequada, e nestas situações, a marca da instituição valerá muito pouco no final.

Fabiana, da DMRH, explica que a valorização de algumas instituições no País se dá pelo fato de a média de seus profissionais saírem com bagagem de conhecimento superior e desempenho satisfatório no mercado, mas que esse diagnóstico não limita a inserção de profissionais vindos de instituições menos renomadas ou mais novas. "É claro que existe a percepção que cursos muito acessíveis não conseguem alcançar níveis de excelência, em função do alto custo demandado com bibliotecas, estrutura, quadro docente e material didático, mas não se deve generalizar. É possível que com ferramentas web se reduza custos e profissionais consigam absorver grande carga de conhecimento, mesmo em cursos mais acessíveis. Não é comum, mas cada caso merece uma análise detalhada", comenta a consultora.

Fonte: Site Administradores

 

PIT

O Pit - Programa de Integração ao Trabalho das Faculdades São José tem como objetivo preparar e integrar o aluno para o mercado de trabalho, transmitir experiência profissional através de palestras, oficinas e workshops, além de captar vagas e supervisionar os estágios, também atua dando orientações e preparando os alunos para processos seletivos de estágios e empregos.